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Lista tríplice

Entidades querem escolher delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo

Alegando necessidade de autonomia administrativa, duas entidades de policiais de São Paulo resolveram se unir para criar, por meio de votação, uma lista tríplice para o cargo de delegado-geral da Polícia Civil.

O objetivo é mudar o modo como a escolha é feita. No lugar da livre nomeação pelo governador, as entidades querem que o escolhido seja um dos nomes da lista. A iniciativa é do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) e da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp).

A ideia segue o que vem sendo adotado em outros órgãos, como o Ministério Público Federal. Desde 2003, o procurador-geral da República tem sido escolhido dentre os integrantes de lista tríplice formada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), mesmo não havendo obrigação legal do presidente da República escolher um dos integrantes da lista.

Eleição em SP
O edital criado pelas entidades para eleger a lista tríplice para delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo foi publicado nesta quarta-feira (1º/8) no Diário Oficial. Segundo o documento, podem se candidatar os delegados integrantes da Classe Especial e que estejam em atividade.

De acordo com a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati, há em São Paulo 136 delegados que se enquadram nesse critério. Os que não tiverem interesse em participar do processo, podem pedir sua exclusão. Já os que tiverem interesse, devem apresentar suas ideias, projetos e propostas.

A votação dos candidatos ao cargo acontecerá pela internet entre os dias 19 e 29 de setembro. Já a votação presencial será nos dias 28 e 29 de setembro. Os três mais votados formarão a lista tríplice, que deverá ser entregue ao candidato a governador que for eleito em outubro.

Clique aqui para ler o edital.

Revista Consultor Jurídico, 1 de agosto de 2018, 12h08

Comentários de leitores

3 comentários

Autonomia é essencial para a Polícia Civil

Sergio Murilo (Delegado de Polícia Federal)

A constante ameaça de substituição do Diretor-Geral da Polícia Civil, a talante do governador da hora, torna evidente a necessidade de previsão constitucional de um mandato. Uma mudança fundamental para evitar
que o dirigente da instituição atue sem nenhuma garantia legal, podendo ser destituído a qualquer momento por injunções políticas. É preciso estabilidade e autonomia para que a Polícia Civil possa chegar aos altos escalões da corrupção, que é onde se escoa, para bolsos privados, o dinheiro público surrupiado pela corrupção. Não pode o dirigente máximo da Polícia Civil correr o risco de, quando estiver investigando os altos figurões, ser destituído assim, sem mais nem menos, somente pelo desejo dos governantes que estiverem sendo investigados. O invesigado não pode ter o poder de destituir o investigador.

Fortalecimento das Polícias Judiciárias

Tania F P Pereira (Delegado de Polícia Federal)

O processo de seleção por lista tríplice para Delegado-Geral das Polícias Civis protege a instituição de ingerências políticas, valorizando aqueles que estão na linha de frente contra o crime, selecionados pelos próprios pares em processo transparente, com análise das propostas de cada um para o exercício dessa função ligada ao sistema de persecução criminal e de segurança pública.

estado policial

analucia (Bacharel - Família)

Em nenhum pais do mundo policia escolhe seu chefe .....

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