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Limite Penal

Cada vez mais, o processo penal é invadido por fakes de todas as formas

Comentários de leitores

5 comentários

Contesto (sic)

Levy Moicano (Jornalista)

Daí vem o CEB, um advogado sócio de escritório criticar o texto, sem falar nada com nada. E ainda não sabe escrever a palavra contexto. Enfim, este mundo está cheio de fakes, inclusive na advocacia. Como o próprio texto (com "x") diz, são fakes julgadores, acusadores, defensores, acusados, delatores, enfim, toda a gama de táticas vencedoras descoladas da realidade.

Descoladas da realidade sim, porque não se busca uma verdade real (conforme diz o livro de Aury) - busca-se a verdade do processo, desde que ela seja útil para o cliente. Se não for, é fake, e deve ser limitada, a fim de não provocar jogadas ilícitas.

Não critique o jornalista. Seja justo e jogue o fair play: critique o texto (com "x").

Baixa Idade Média

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Deturpando Platão o conceito de verdade real, a verdade que seria a visível ao divino, sendo dever do inquisidor extrair sob tortura, sob suplício do corpoa real divina verdade que resume a alma.

Verdade real. Se nem a gravidade é exatamente a mesma no Polo Sul e no Equador ao nível do mar, nem igual no Mar Morto e no Pico do Everest.

Enfim, enquanto as aulas de ciências experimentais, com metodologia de análise, como regressão linear e quadrática, uso de escalas semi logarítmicas e afins são obrigatórias, aqui temos de conviver com agostinianos e tomasianos e Torquemadas.

"A lei,Ah a lei... Minha consciência só se move pela verdade real".

É então somos obrigados a conviver com esse impossível encontro, que se repete todos os dias, de Plínio Salgado, Kafka e André Breton... Platão e o Ornitorrinco, esse é um excelente livro.

Paradoxo estético

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O fato é que o relativismo, espécie de tumor que se instala no intelecto humano infiltrou-se no Direito, corroendo certezas, ideias, valores, princípios e projetos, posto que a única certeza é de que nada é categoricamente verdadeiro ou falso; o que agregado a certo ativismo judicial, dosado com exacerbado garantismo, ainda com militantes que negam o direito ‘burguês’, sem afastar o novíssimo apologismo apedeuta – forjou-se uma corrente que imagina uma investigação criminal nos moldes dos romances policiais, em que o investigado, diante das evidências e provas, confessa candidamente o cometimento do crime, quando na realidade, mesmo diante de provas irrefutáveis o suspeito além de negar, ameaça e processa quem se atrever a tal.
Por aí pode se vislumbrar não só no presente, mas também muito mais no futuro [in] consequências nefastas sobre o desenvolvimento jurídico e sócio político do País.

Resumindo – também há uma gênese:
“O verdadeiro e o falso pertencem aos pensamentos determinados que, privados do movimento, valem como essências próprias que permanecem cada uma no seu lugar, isoladas e fixas, sem se comunicar uma com a outra. [...] Assim como não há um mal, assim também não há um falso.” HEGEL [Georg Wilhelm Friedrich Hegel -1770-1831]. In A Fenomenologia do Espírito.

Pero, é de se concluir o inexorável com CÍCERO [MARCO TÚLIO CÍCERO]: Legum omnes servi sumus, ut liberi esse possimus. “Somos todos escravos das leis, para que possamos ser livres.”

Mais um exemplo de comentário fora do contesto

CEB (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Daí vem um jornalista questionar um dos autores do artigo confundindo a ideia de fakes no processo penal com o risco da busca da verdade real no processo. Ou seja, por absoluta falta de conhecimento mínimo da matéria (que, goste-se ou não, é técnica), o cara se acha no direito de comparar textos que não se comunicam. E pior, num tonzinho jocoso do tipo, "ué, o articulista não falava isso, agora mudou?" Pior que a ignorância é tanta que a pessoa sequer percebe o tamanho do erro.
Enfim, creio que agora teremos de suportar isso, jornalistas, ideólogos, psiquiatras, engenheiros, médicos, etc., tratando, com propriedade, de hermenêutica e interpretação do direito. Sonho com o dia em que eu puder receitar medicamentos ou projetar edifícios.

Aury buscando a verdade como missão no processo?

Levy Moicano (Jornalista)

Há tempos o articulista sustenta a negação da verdade em um processo judicial. Agora reclama do processo fake.

Aury Lopes Jr.: "À luz de tudo isso, defendemos uma postura cética em relação à verdade no processo penal. Mais, negamos completamente a obtenção da verdade como função do processo ou adjetivo da sentença. Não se nega que acidentalmente a sentença possa corresponder ao que ocorreu (conceito de verdade como correspondente), mas não se pode atribuir ao processo esse papel ou missão."

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