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Celeridade desnecessária

Homem agredido em frente ao Instituto Lula quer anular depoimento a delegado

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É nulo colher o depoimento de uma vítima de grave agressão no hospital, sem a presença de familiares e advogado. Esse é o argumento de defesa do homem que foi agredido na frente do Instituto Lula, em 5 de abril, para tentar obrigar o delegado do caso a refazer parte da investigação.

Carlos Alberto Bettoni voltava para casa de uma ida ao podólogo quando parou em frente ao Instituto Lula — na mesma data em que o juiz Sergio Moro decretou a prisão do ex-presidente — e foi agredido. Bettoni diz que havia parado apenas para ver o que ocorria. Os agressores dizem que foram provocados por ele. 

Até hoje Bettoni permanece no hospital se recuperando. A polícia passou a investigar o caso e abriu inquérito. O delegado Luiz Carlos Patrício Nascimento foi até o hospital e colheu depoimento de Bettoni. Após outras diligências, encerrou a fase de investigação.

Porém, para a família de Bettoni, nada justifica essa pressa. O receio é que a polícia resolva indiciar os agressores por lesão, e não tentativa de homicídio.

A defesa de Bettoni, representada pelo escritório Bialski Advogados, pede que a Vara Criminal de Ipiranga descarte o primeiro depoimento colhido pelo delegado e faça um novo, na presença de família e de advogados. Além disso, quer que duas testemunhas sejam ouvidas.

"Intrigante a maneira e a velocidade com as quais relatado o inquérito policial, até porque, como dito, havia petição expressa dos defensores de Carlos (...) objetivando a produção de provas complementares, infelizmente ignoradas em prol de uma suposta e até agora injustificada celeridade”, afirma a petição.

Clique aqui para ler a petição.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 26 de abril de 2018, 8h52

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