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Justiça aberta

Cartórios arrecadaram R$ 15 bilhões com serviços em 2017

Os cartórios arrecadaram R$ 15,7 bilhões em 2017 com prestação de serviço notarial, o que representa um aumento de 9% em relação a 2016, quando foram arrecadados R$ 14,1 bilhões. Os dados estão disponíveis no Sistema Justiça Aberta, na página eletrônica do Conselho Nacional de Justiça.

Cartórios arrecadaram R$ 15,7 bilhões em 2017 com prestação de serviço notarial.
Reprodução

Desse valor, além de despesas com a serventia extrajudicial, funcionários e tributos devidos, ainda devem ser deduzidos todos os repasses para o Poder Judiciário e demais órgãos previstos em lei.

No caso das serventias providas (cuja titularidade pertence a pessoa regularmente aprovada em concurso público), a arrecadação bruta de 2017 foi de R$ 13,7 bilhões. No caso das serventias vagas (ainda não providas por concurso público), a arrecadação bruta foi de R$ 2 bilhões no acumulado do ano passado. 

Atualmente existem 11,9 mil cartórios em todo o país. Destes, 7,3 mil são providos e 4,6 mil são considerados vagos por não terem um concursado como titular. O estado de São Paulo liderou o montante arrecadado em 2017, totalizando R$ 5,1 bilhões.

Minas Gerais ficou em segundo lugar, apesar de ser o estado com maior número de cartórios (1,7 mil). Os mineiros geraram uma arrecadação de R$ 1,8 bilhão. O Rio de Janeiro ficou em terceiro lugar em arrecadação, com R$ 1,4 bilhão. 

Justiça Aberta/CNJ

Formação de preços
A formação da tabela de preços dos cartórios é responsabilidade de cada Tribunal de Justiça. Os valores dos serviços dos cartórios e eventuais reajustes são definidos em projeto de lei que o Judiciário submete à aprovação das Assembleias Legislativas.

Os cartórios não podem cobrar valores acima do da tabela e não podem arredondar os valores, nem para cima nem para baixo. Existem diversos serviços que são oferecidos gratuitamente, conforme determina a lei. Entre eles estão o registro de nascimento, óbito, certidões de dívida ativa e outros. Para os reconhecidamente pobres, a lista de gratuidade é ainda maior e inclui registro de casamento, 2ª via de certidões e outros. Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Revista Consultor Jurídico, 20 de abril de 2018, 16h41

Comentários de leitores

2 comentários

Interesse Público e Redução da Desigualdade Social

MMoré (Outros)

"PL 1983/2015: Câmara rejeita teto remuneratório para cartórios". Não há razão para não impor teto aos cartórios. Ora, bastaria deduzir os gastos decorrentes da atividade (incluindo-se, se o caso, as despesas com seguro de responsabilidade civil) e fazer cumprir o teto, repassando-se o numerário excedente ao Poder Público. Os que considerarem o teto constitucional muito baixo, que migrem para a iniciativa privada. Em um país com mais de 1 milhão de advogados, não devem faltar pessoas (com formação jurídica) interessadas em auferir rendimentos mensais líquidos compatíveis com os dos ministros do STF.

um absurdo

Antonio Maria Denofrio (Advogado Autônomo - Civil)

O Brasil é um país cartorialista e esse faturamento demonstra o quanto o povo paga para os cartórios. Conheço caso de titular de registro de imóvel que aufere renda mensal líquida superior a 200 mil mensais. Uma fábula. Por isso hoje até juízes e promotores preferem largar sua profissão e se candidatarem a titular de cartório. Onde isso vai parar? Nesse nosso país absurdo não é possível prever. Dificil é pagar para um registro de uma venda de imóvel 10, 15 mil reais ou mais.

Comentários encerrados em 28/04/2018.
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