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Embargos culturais

Julgamento de Jesus Cristo representa indecisão judicial e opinião pública

Comentários de leitores

6 comentários

As ideologias são os males da humanidade

Luiz Teotony do Wally (Advogado Autônomo - Consumidor)

O douto articulista enfatiza que não tem competência para adentrar aos meandros da teologia; mas, teologicamente fundamenta o entendimento de que a sociedade não pode se posicionar em situações difíceis do próprio país. Os comentaristas aparentam divergências, todavia inclinam-se ao mesmo norte.
Há de se observar que Deus é uma ficção politica religiosa criada para enganar os incautos, aumentar a riqueza dos líderes religiosos e manter a maioria da população ocidental na escuridão da ignorância. Tudo isso sob a dicotomia deus X diabo, como forma de distribuir terror e alento, ou seja, céu e inferno.
Para não afagar os sentimentos dêicos que por certo aflorarão, indico um teólogo inquestionável, o Papa Francisco, que afirmou há pouco que "o inferno não existe"; expressão consultável em www.google.com.br.
Então, se o inferno não existe, por óbvio o céu também não existe; isso corrobora o entendimento de que deus é uma ficção, o que vale para os seus hierárquicas: Jesus Cristo, Espirito Santo, Espíritos de mesa branca e de mesa preta, e os próprios santos.

Portanto, as sociedades humanas têm que buscar a luz do saber; o saber livre das ideologias políticas religiosas que só instigam o ódio entre os povos. O resultado desse é o excesso populacional, que penso ser a centelha da terceira guerra mundial, para se evitar o colapso do planeta terra. Para além, os donos do capital mundial se alojarão nas estações espaciais para aguardarem o fim do inverno nuclear que deixará poucas pessoas para o repovoamento responsável e culto do nosso mudo. Isto é apenas reflexão.

Tribunais cagurus

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Provavelmente os tribunais cangurus existiram antes do dilúvio também, ou seja, o ritual pro forma, com condenação urdida e adredemente preparada.

Brilhante!!!

André Ávila (Advogado Autônomo - Civil)

Professor obrigado pela inquietação gerada sobre o tema e a ocasião de via-Crucis comum vivida pelo nosso país. A filosofia sempre será a ciência que nos ajuda a pensar...

Pôncio pilatos

O IDEÓLOGO (Outros)

PÔNCIO PILATOS foi um dos grandes Democratas da História. Entregou o problema que lhe foi apresentado - Jesus Cristo - à plebe.
Porém, a condenação de um inocente à morte pelo próprio povo, não é, em uma Democracia, um ato injusto.
Quando o povo - representado no Tribunal de Júri - condena um inocente - é mera manifestação de poder democrático.
É necessário que o poder originado do povo tenha limites - e aqui pode parecer sintoma de autoritarismo - porque ele pode, e com maior frequência, praticar injustiça com a aparência de justiça.
Para eliminar esse inconveniente é necessária a existência de uma elite que fique equidistante dos interesses do Estado e da coletividade.

O Direito Romano e a lei dos judeus

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Congratulações, Dr. Godoy, pelo excelente artigo. Na minha modesta opinião, de quem, assim como o senhor, não está autorizada a falar sobre Teologia, entendo que, religião à parte, o julgamento de Jesus foi um divisor de águas na História do Direito. O maior legado da fascinante civilização romana - na minha opinião, a melhor civilização que já existiu sobre a face da Terra - foi justamente o Direito. O reconhecimento jurídico da figura do cidadão titular de direitos em face do Poder, e uma Justiça eficiente para assegurar esses direitos. Até então, a lei sempre existiu nas civilizações e sempre foi aplicada de forma discricionária ou atendendo a clamores populares, mas não era o Direito tal como conhecemos. O julgamento de Jesus teve, ainda, outro aspecto muito importante que fez transcender até mesmo a própria lei dos judeus, uma vez que Jesus não cometeu nenhum crime. Só que a lei era muito baseada na religião e Jesus questionou vários fundamentos da religião. Desde que o mundo é mundo, mata-se por religião e morre-se por religião. E a religião dos judeus diz "não matarás". Assim também ensinava Jesus.É isso. Os homens são mortais, o Direito permanece. E para quem acredita na "Ressurreição", FELIZ PÁSCOA !

Populismo judiciário

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Belo relato no ano de 2018 – 18.º do séc. XXI do Terceiro Milênio da Era Cristã ou de Nosso Senhor Jesus Cristo em que persiste a eterna “luta” entre os Filhos da Luz e os Filhos das Trevas iniciada nos primórdios do Cristianismo.
Cada um com seu caleidoscópico [pré] julga através de sua própria percepção. Por isso PILATOS, cético, perguntou a JESUS:
"quid est veritas"? – o que é a verdade? que não lhe foi respondida. A verdade estava à sua frente.

Resumindo: Pilatos foi um democrata no sentido estrito de que ouviu a voz do povo, da qual se diz que é a voz de Deus, paradoxalmente.
E, assim, tragicamente, foi instaurado pilatianamente o populismo judiciário, com a ‘pena’ de crucificação de JESUS CRISSTO, e a ‘soltura’ de BARRABÁS .... e a plebe ignara inspirada na ignorância das massas continua sempre de prontidão para cumprir seu desiderato histórico destrutivo.

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