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Parte do contrato

Empregada que engravida durante aviso prévio tem direito a estabilidade, define TST

O período de aviso prévio faz parte do contrato de trabalho, por isso empregada que fica grávida nessa época tem direito à estabilidade. Com esse entendimento, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma loja de ferragens a pagar indenização compensatória da estabilidade provisória da gestante a uma empregada que engravidou no período de aviso prévio.

Empregada que engravida durante aviso prévio tem direito à estabilidade, diz TST.
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Dispensada do emprego em 24 de maio 2010, com aviso prévio indenizado, ela fez exame dois dias depois, que apresentou resultado negativo para gestação. Mas, no dia 23 de junho de 2010, a gravidez foi constatada por ultrassonografia.

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, ao indeferir o pedido de indenização estabilitária, registrou que a empresa não demitiu a empregada por causa da gravidez, que, no seu entendimento, seria o que a norma visaria a coibir.

A 8ª Turma do TST, por sua vez, não conheceu do recurso de revista da trabalhadora, destacando que, de acordo com o quadro descrito pelo TRT, que não pode ser revisado pelo TST por causa da Súmula 126, que veta a análise de novas provas.

Melhor apreciação das provas 
Nos embargos à SDI-1, a profissional sustentou que as provas da gestação já estavam nos autos e “bastaria apenas uma melhor apreciação destas provas” para se concluir que a gestação ocorreu no curso do contrato de trabalho.

De acordo com a ultrassonografia feita em 23 de junho 2010, a gravidez contava com cinco semanas e seis dias e, portanto, ocorreu durante o aviso prévio, o qual deve ser considerado para todos os fins.

O ministro José Roberto Freire Pimenta, relator dos embargos, deu razão à trabalhadora. “Embora o TRT registre que a gravidez foi constatada mais de quatro semanas após a dispensa, e em que pese a omissão sobre as datas de início e término do aviso-prévio, está claro que este estava em curso quando o exame foi realizado”, afirmou. “Logo, o exame da matéria não depende de reexame da valoração do conteúdo fático-probatório dos autos.”

Segundo o relator, não procede o entendimento da turma de que, baseada no quadro registrado pelo TRT, não se poderia concluir que a empregada engravidou durante o pacto laboral. “Bastaria um exame mais acurado da narrativa regional para se chegar a um entendimento diverso. A questão é jurídica e não depende de prova”, salientou.

No exame do mérito, o ministro destacou que, pela Orientação Jurisprudencial 82 da SDI-1, a data de saída a ser anotada na carteira de trabalho é a do término do aviso prévio, ainda que indenizado. Lembrou ainda que, de acordo com a jurisprudência do tribunal (Súmula 244), o desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito à indenização pela estabilidade. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST. 

Processo E-ED -RR - 124700-79.2010.5.02.0434

Revista Consultor Jurídico, 27 de setembro de 2017, 15h49

Comentários de leitores

2 comentários

Assalto

Porto (Advogado Associado a Escritório)

Um assalto. Para que o instituto do aviso prévio então? Por que se permite indenizar o período? Qual a culpa do empregador, que sequer teve condições de oferecer o emprego de novo? Mesmo que ofereça o judiciário entende que a empregada não é obrigada a voltar e que o empregador tem que indenizar o período. Um absurdo que ocorre no Brasil de um judiciário petista, que facilmente obriga o empregador em uma superproteção aos empregados. A mulher fica grávida, ajuíza ação 5 meses depois, não trabalha e recebe do empregador uma indenização porque ELA vai ter um filho, mesmo que o empregador não tenha condições de saber acerca desta gravidez. UM ASSALTO. Viva o mundo socialista com o dinheiro dos outros. E olha que empresário não tem bolsa moradia, bolsa paletó, bolsa educação para os filhos.

Patrões fiquem espertos!

Pé de Pano (Funcionário público)

Se os homens são bobos mesmo (não resistimos a qualquer rabo de saia, com exceção das mulheres dragões, aí ninguém merece!), para as mulheres, basta dá em cima do patrão, pegar bucho/barriga e conquistar, além da estabilidade, uma pensão vitalícia!

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