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Conflito de clientes

Por já ter defendido Funaro, Mariz deixa defesa de Michel Temer

A delação de Lúcio Funaro apresentou seu primeiro resultado prático: a saída do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira da defesa do presidente Michel Temer. O advogado alegou nesta sexta-feira (22/9) a existência de conflito ético, porque já defendeu o financista, acusado de ser operador de propinas do ex-deputado federal Eduardo Cunha.

Apesar disso, ele afirmou que continuará atuando em outros casos do peemedebista. “No mais eu continuo sendo o advogado do presidente", disse o advogado ao Valor Econômico. Mariz trabalhou para Funaro até a sua prisão, em 2016. O doleiro foi preso por decisão do juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Criminal Federal em Brasília, por suspeita de envolvimento em um esquema de desvios do FGTS.

Temer foi avisado por Mariz sobre a saída da equipe de defesa na sexta-feira (15/9), durante reunião na casa do presidente, em São Paulo.
José Cruz/ABr

Ao Valor Econômico, Mariz negou que tenha deixado de representar Funaro porque o doleiro decidiu fazer delação premiada. "Isso é uma bobagem enorme. O Brasil inteiro sabe desde abril que ele [Funaro] delataria. Ele chegou a consultar o Adriano Bretas [advogado do ex-ministro preso Antonio Palocci] para buscar a delação", afirmou.

A saída de Mariz ocorre logo após o Supremo Tribunal Federal decidir que não vai determinar a revisão da última denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República ainda sob a condução do ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

O criminalista foi o advogado do presidente na primeira denúncia feita pela PGR e rejeitada pelo Congresso em 2 de agosto deste ano. A nova acusação da PGR contra Temer chegou à Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (22/9).

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Temer foi avisado por Mariz sobre a saída da equipe de defesa na sexta-feira (15/9), durante reunião na casa do presidente, em São Paulo. Mas o peemedebista, continua o veículo, já sabia dessa possibilidade, pois o advogado tinha avisado anteriormente que não poderia continuar representando o político se fosse apresentada uma denúncia a partir de uma eventual delação de Funaro.

Mariz ofereceu a Temer nomes de colegas que poderão substituí-lo. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2017, 14h55

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