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Profissão de destemidos

Marco Aurélio elogia trabalho de advogados de Michel Temer e Rocha Loures

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Os advogados devem atuar com coragem e sem medo de desagradar a quem quer que seja, porque o que se condena na advocacia é a apatia, afirmou o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (21/9). O vice-decano do STF elogiou o trabalho dos advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Cezar Bitencourt, que defendem, respectivamente, o presidente Michel Temer e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

O que se condena na advocacia é a apatia, afirmou o ministro Marco Aurélio.

Em sessão de julgamento, o ministro disse que já cumprimentou pessoalmente os profissionais e enalteceu a dedicação deles ao defender seus clientes. Marco Aurélio fez as considerações antes de apresentar seu voto contra pedido feito por Temer, que buscava suspender o andamento de denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República até a conclusão de investigação sobre supostas irregularidades no acordo de delação premiada celebrado por executivos da JBS.

Antes disso, Marco Aurélio fez outro registro. Disse que ficou de “alma lavada” ao ler artigo publicado no O Globo, assinado por Joaquim Falcão, ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça. O texto, segundo o ministro,  tirou da TV Justiça a responsabilidade pela demora nos julgamentos. Entusiasta do canal, Marco Aurélio sancionou a lei que criou a TV Justiça quando era presidente do Supremo e assumiu interinamente a Presidência da República, substituindo Fernando Henrique Cardoso, que estava em viagem.

Falcão diz: “O culpado por sessões intermináveis não é a TV Justiça. É o modo como os ministros usam a TV Justiça e estruturam seus votos". Na opinião de Marco Aurélio, a falta de equilíbrio entre celeridade e conteúdo nos votos impede que a corte julgue mais processos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 21 de setembro de 2017, 18h38

Comentários de leitores

3 comentários

Apenas discurso

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Considero-me um advogado combativo, e assim devo dizer aos colegas, principalmente os mais novos, que a fala do ministro Marco Aurélio é apenas uma frase de efeito visando iludir os desavisados, e dar uma impressão de que no Brasil a advocacia atual com liberdade. O que todos esperam no Brasil é que o advogado seja um nada no processo, apático e submisso. Toda e qualquer atuação combativa, seja no processo, seja no dia a dia, é motivo de grave retaliação de juízes, promotores, delegados. Basta "ir contra" uma única vez para figurar em listas, quando então toda e qualquer acusação, por mais absurda que seja, será tratada como verdade absoluta. E não pensem que o ministro Marco Aurélio estará lá para sustentar o que disse. Chegado o momento de decidir uma questão que envolve perseguição a advogado combativo, ele será o primeiro a dar cobertura à criminalidade institucional, como mostra a análise de inúmeros casos. Não se enganem. Trata-se apenas de um discurso.

Ministro que engrandece a Suprema Corte

luciaf (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Ministro Marco Aurélio, competente, coerente, primando acima de tudo pelo respeito ao principio da legalidade, sem se ater a capa dos autos.
Respeitado pela grande maioria da classe jurídica, a quem recebe com incomparável fidalguia, se mantém sempre em absoluta coerência aos ditames constitucionais, sem se deixar influenciar pela mídia e pela "comoção popular", em geral, desarrazoada, a qual, sem entender naturalmente, o devido processo legal e a presunção de inocência, garantias contidas na Carta da República, exalta "juízo de valor" açodado, convalidando assim, a banalização do decreto prisional, fora das balizas legais.
Uma lástima, que reflete a insegurança jurídica que permeia hoje, esta nação.
Portanto, o Ministro Marco Aurélio reflete, ainda que muitas vezes vencido, a nossa esperança de resgate ao status que ante da Suprema Corte.

Doutor antônio cláudio mariz de oliveira

O IDEÓLOGO (Outros)

Um advogado de primeira grandeza, ético, inteligente, diferente da grande maioria dos profissionais da advocacia, pernóstica, atrevida, reacionária, verdadeiros equivocados jurídicos.

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