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"Somos iguais"

Juiz nega censura a peça que retrata Jesus como transgênero em Porto Alegre

Comentários de leitores

11 comentários

Concordo

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

É com imenso prazer que leio a decisao do juiz Coitinho. Como diria Oscar Wilde nao há livros morais ou imorais, o que há é livros bem ou mal escritos. E isso se aplica a toda a arte a meu ver . Nao posso impor o meu gosto a ninguém, do que nao gosto simplesmente nao vou ver.

Preocupante

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

O objetivo desses pseudo artistas é ridicularizar a religião cristã e os heterossexuais. Para piorar, eles ainda contam com o apoio de autoridades públicas de mente tão doentia quanto a deles. Lamentável!

Diferenciar o lixo da arte

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Estamos vivendo um momento em que predomina no judiciário, e em estamentos coléricos da intelectualidade, uma peleja ímpar de inverter os valores tradicionalmente conservados por toda a sociedade. O STF, através da vanguarda de Barroso, usurpou o constituinte e revogou o § 3º. do artigo 226 da CF; o mesmo STF está elevando a "n" potência seu perfil contramajoritário, isto é, sem bom senso, tudo que ofende minorias viola a Constituição. Pasme-se! Agora, um escarnio sobre Jesus Cristo torna-se arte e pode ser veiculado. Sem dúvida, ainda que a Constituição vede a censura, é necessário reconhecer que essa vedação não é absoluta. Isso porque, se assim fosse, o Estado não poderia de antemão fixar limites de idade para acesso das pessoas a produções artísticas. E mais, caso esse entendimento se sedimente, peças poderão ser produzidas a respeito da mãe, pai, filho, ou parente de qualquer um de nós, e, sob o pálio de arte, veicular escarnios a respeito de qualquer um. Ora, se eu posso me defender contra invectivas dessa natureza, que viola minha honra, porque não poderia faze-lo em relação à Jesus Cristo que é o Deus dos cristãos: afinal a figura de Jesus Cristo está impregnada em nós cristão e nós Nele. Ele representa nossa vida, nossa salvação, nossa libertação, o amor. Não é porque Ele foi tolerante em algumas passagens do Novo Testamento que apoiaria esse tipo de maldade. Sim, maldade, pois essa espécia de ofensa é concertada, premeditada, dolosa, e tem objetivos claros. Só não vê quem não quer ou quem é cúmplice. Concluindo, a arte é livre, mas não tem liberdade absoluta, até porque nada é absoluto; e mais, quando escarnecer Deus é arte? Porque não escarnecem Maomé? Covardes.

a/c José Advogado

Drake (Advogado Assalariado - Eleitoral)

Interessante que José Advogado, provavelmente de forma inconsciente, reproduz exatamente o discurso elitista, como denuncia Roger Scruton, que tomou conta do que se entende por arte moderna / conceitual hoje em dia: somente um seleto grupo de pessoas autointituladas superiores às demais consegue compreender e apreciar a arte que ela própria produz. É um círculo fechado de gente que se pensa uma casta superior porque possui diploma de arte na parede.
Arte é a manifestação do belo. Simples assim. Não é preciso diploma para se enxergar a beleza na Capela Sistina ou para se admirar uma composição de Mozart. Saia da bolha intelectualóide, meu caro.

Duas questões

Persistente (Outros)

1 - à pretensa "maioria" alegadamente "ofendida" pela peça, um pequeno toque: vocês não serão obrigados a assistir ao espetáculo e simplesmente BASTA NÃO IR e PROBLEMA RESOLVIDO;

2 - se realmente espetáculos com este forem censurados, como cidadão que também gosta de ver cumpridos os dispositivos do Código Penal e não obstante as regras da CF, iria também ao Judiciário para interditar as saraivadas de barbaridades e aleivosias nos estabelecimentos, ops, templos, ATÉ QUE FOSSEM APURADAS a eventual prática dos ilícitos previstos nos arts. 171, 173, 174, 283, 284, etc., etc.... (Nada contra à venda daqueles terreninhos lá no céu com vista para o mar, mas é bom saber se estão cumprindo o prometido!)

Ps: também fiquei curioso para saber qual diploma legal conferiu ao nobre advogado subscritor da peça competência legal para dizer que"isso não é arte"...

Feliz de não viver em Porto Alegre.

Drake (Advogado Assalariado - Eleitoral)

Há pouco, uma exposição de pedofilia estava armada em Porto Alegre. Vi há dois dias na TV que em Porto Alegre e nas cidades próximas foram libertados 100 criminosos, por não haver vagas para eles. Ou seja, numa cacetada só, 100 bandidos foram jogados em meio à população.
Hoje vejo que o Judiciário não protege a liberdade religiosa, autorizando o escárnio público e indisfarçado de um símbolo cristão.
Fico muito contente de não viver em Porto Alegre. Lá não é terra para um cidadão de bem.

Mau gosto

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sem querer ingressar aqui na questão religiosa, como se sabe o homem conhecido como Jesus Cristo foi talvez o mais notável ser humano entre todos os existentes, deixando um extenso legado que lançou profundas modificações no mundo e na sociedade. No entanto, a história e as religiões são unânimes em afirmar que Jesus Cristo, em que pese sua superioridade intelectual, viveu entre os pobres, doentes, sofridos, demonstrando um inigualável e insuperável sentimento de compaixão e tolerância para com todos. Assim, não me parece que Jesus Cristo iria se importar com a forma na qual está sendo retratado em uma peça teatral, nem iria requerer caso vivo fosse censurado o triste espetáculo, que apesar de não violar qualquer lei retrata sem nenhuma dúvida um extremo mau gosto. Parece-me que a melhor resposta para a peça em questão é ignorá-la completamente, com boa dose de tolerância e compaixão, como inclusive recomendou Jesus.

Ao Roberto!

Neli (Procurador do Município)

Não é o caso em ser de esquerda ou de direita, mas, sim, em respeito à Norma das Normas que veda a censura prévia.
O Estado Brasileiro é laico!
Ninguém pode querer impor a sua fé a outrem.
Não sou de esquerda.
Talvez em minha juventude tenha sido.
Talvez.
Também não sou de direita.
Nem na juventude fui.
Sou religiosa e jamais uma peça de teatro (ou uma representação religiosa na Semana Santa), vai abalar a minha fé.
Como também jamais abalará a minha fé quando vejo Jesus(ou santos) retratados , as vezes não tão bem.
Não vou ver a peça!
E não vou ver, porque não gosto de teatro.
Prefiro a música erudita ou artes plásticas.
Por fim,sou contra o princípio da Imunidade Tributária para as religiões.
Deus não precisa, ainda que indiretamente, do dinheiro do povo brasileiro.
E sigo os ensinamentos de Jesus:dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Perfeita decisão!

Neli (Procurador do Município)

Meus cumprimentos pela r. decisão. Perfeita!
Sou Cristã, creio em Jesus Cristo e digo: uma peça teatral jamais rebaixará a Divindade de Cristo.
O mesmo pode apontar inúmeras obras de artes, ao longo dos tempos, em que se retratou Jesus Cristo.
Inúmeros Jesus retratados que são reverenciados por Cristãos e admirados, até por ateus, como obras de artes.
E nem por isso, ao longo dos tempos, alguém quis repreender ou censurar o artista.
Não se pode impor fé a outrem.
Creio em Jesus Cristo !
E censurar uma peça de teatro?
Para quê?
A peça estaria desmerecendo Jesus?
Alguém viu?
Duvido que alguém escreva uma peça teatral com a finalidade de desrespeitar o meu Senhor.
Só por representá-Lo?
Se for assim, todas as representações teatrais existentes na Semana Santa devem acabar!
São Pecadores representando Jesus Cristo!
Meus cumprimentos pela r.decisão.

Liberdade de expressão só no interesse da esquerda

Roberto Cavalcanti (Advogado Autônomo - Administrativa)

Estou certo que se a intenção fosse ofender a esfera intangível das minorias afro-brasileiras, com um quadro de alguém chutando uma macumba, certamente haveria um clamor midiático frenético contra a exposição. Todavia, os cristãos e seus símbolos podem ser convenientemente desrespeitados e agredidos, pois isso é interpretado pelas elites de esquerda como "liberdade artística" ou "liberdade de expressão".

Bela sentença !

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Congratulações, Dr. José Coitinho.

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