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Os recentes ataques agressivos à magistratura não se sustentam

Comentários de leitores

14 comentários

Opinião pública!

Jcandal (Advogado Autônomo - Civil)

A opinião pública é formulada a partir das notícias sobre as quais a sociedade brasileiras tem conhecimento. Assim, enquanto não se instituir instrumentos que possibilitem uma pronta e imediata resposta do próprio judiciário aos descalabros de alguns de seus mais elevados membros (vide Gilmar Mendes (principalmente no julgamento da chapa Dilma/Temer, verdadeiro escândalo), o judiciário contará com uma opinião pública que lhe é francamente desfavorável!

Iludido advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Primeiro DEUS, depois, a justiça. Portanto, não é atacar judiciário algum. É só observar "inside" os seus modos, os trejeitos e compará-los aos (pu)liticos nos seus desejos e manhas. It's ok!

Observador.. (Economista)

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Observador.. (Economista)
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O Judiciário tem em princípio defender seus próprios interesses. Se tiver um interesse da sociedade e outro do Judiciário (como muitos processos sobre um determinado assunto), o Judiciário criará malandramente uma súmula para acabar com as pilhas de processos em prejuízo da sociedade e, claro, livrar os magistrados de terem mais trabalho.
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A maioria dos magistrados estão se lixando para a sociedade.
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Para ver a cara de pau de alguns, recentemente enviei uma representação para a Corregedoria do TJSP (arquiva quase tudo...), contra um desembargador que a SEU GOSTO, A SUA VONTADE, DISSOCIADO DE QUALQUER APOIO NA LEI, decidiu baixar os honorários de sucumbência abaixo DO MÍNIMO LEGAL DE 10%. Sabe o que o juiz sem noção, assessor do corregedor disse? Pasmem. "o desembargador está interpretando a lei", "o magistrado tem autonomia" e outras baboseiras. Ganhei todos os pedidos em primeira instância (antigamente tínhamos juízes ruins em primeira instância. Agora a segunda está cheia deles. Foram promovidos.rs), logo o tal desembargador NÃO poderia reduzir honorários abaixo dos 10%. Mas o fez na maior cara de pau. Sabe por quê? Pela certeza da impunidade. A certeza da impunidade é um grande mal. Desde o ladrãozinho da esquina até o juiz.
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Será representado no CNJ.
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E a vergonha de 99% das decisões serem VU. Alguém acredita mesmo que sempre há "VU"? Eu não. É para rir ou chorar chabrao .................... (Juiz Estadual de 2ª. Instância) ................... sobre os bizarros e ilegais atos citados acima?
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chabrao (Juiz Estadual de 2ª. Instância), ........................ um juiz assessor da corregedoria confundir liberdade de interpretação com vontade própria dissociada da lei é grave não? Ou é assim mesmo, na cara de pau?

Tratamento diferente

Marcelo623 (Administrador)

Quem dera os servidores do Judiciário tivessem seu trabalho reconhecido e, ao menos, recebessem a inflação do período. Infelizmente não é o que se vê na prática.

Excelente Artigo

syd (Consultor)

Muito bom texto.
A quem interessa destruir a magistratura? Não só a magistratura, mas o MP?
Queiram ou não, desde que a sociedade evoluiu e saiu da seara da justiça privada bestial ou dos estados em que o rei era a lei, cristalizou-se o entendimento que o juiz -
e o promotor - independentes são essenciais à democracia e ao Estado de Direito. Não há democracia sem Judiciário e Ministério Público fortes e autônomos. Não podem estar ao alvedrio dos governantes e das políticas de momento.
Juízes e promotores tem que ser bem remunerados para serem independentes. Não podem ficar à mercê dos outros dois Poderes, vez que no nosso sistema, esses possuem ampla interação por afinidade, vivendo uma profunda relação de simbiose, podendo, em ação conjunta tentar solapar o Poder Judiciário na medida da inconformidade com suas decisões. A inconformidade se resolve no processo, não no ataque às carreiras. Que se fiscalize e se corrijam os absurdos, mas perseguição, não.

Satisfações a dar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Infelizmente a magistratura brasileira não vem a público demonstrar de forma contábil para onde está indo exatamente os 80 bilhões de reais que somem do orçamento todos os anos para bancar o Judiciário. A magistratura também não explica de forma racional e ponderada porque com tantos poderes nas mãos dos juízes, tão ferrenhamente defendido, "autogoverno", e tanto dinheiro público envolvido, porque temos uma das piores prestações jurisdicionais do mundo. Também não explicam porque, em um contexto tão amplo de dificuldades financeiras, de "aperto" no bolso dos cidadãos, com tantos processos em atraso gozam de 60 dias de férias, emendões e feriadões. Ao que parece, mostrar diariamente algumas prisões de figuras de destaque, ainda que ilegais, parece ser a única satisfação que a respeitável classe dos juízes oferece à sociedade brasileira, enquanto aguarda que todos aceitem como verdade absoluta e incontestáveis tudo o que eles dizem para justificar a manutenção de seus privilégios.

Mudança na análise

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Temos sustentado desde há mais de uma década que um dos maiores flagelos da Nação brasileira vem sendo a forma romântica de se pensar a coisa pública. Tal tipo de mentalidade abriu espaço para que os petistas, com seus clichês e chavões, destruíssem a República. Quando Lula, e mais recentemente Dilma, alardeava ideias sem nenhum sentido, que mais pareciam delírios, tinham sempre uma frase pronta, ao estilo raciocínio comum, para rebater os críticos. Pessimistas, opositores, "contrários ao Brasil", etc., etc. No entanto, com alegria vemos que atualmente, dada a severa crise que assola o País, parte da população começa a acordar, e percebe que raciocínios românticos, superficiais, fruto de "senso comum do povo", são formas de pensar que devem ser evitadas quando se busca, de forma sincera, soluções e paliativos para nossas mazelas. Nessa linha, usando métodos parecidos com o dos petistas, é tradição na decadente magistratura brasileira atacar os críticos legítimos, seja com decisões jurisdicionais viciadas, seja com ataques pessoais tentando desqualificar pessoas e profissionais. No entanto, dadas as mudanças na percepção da população quanto à coisa pública, tais ataques atualmente apenas evidenciam a falta de maturidade de vários membros do Judiciário para o debate franco, aberto e democrático, além de demonstrar o perigo de se confiar a pessoas despreparadas e com mentalidade corporativistas nossos sagrados direitos.

Olhar crítico, sem desconstruir.

Observador.. (Economista)

Enquanto tivermos corporações que não conseguem enxergar falhas em si, e não falo de alguma em especial, o Brasil permanecerá igual caranguejo em direção ao seu merecido progresso.
Caminhando de lado.
Enquanto não se atacar distorções inexplicáveis (mesmo em relação a pares estrangeiros) salariais dentro do aparato estatal, e deste em relação à iniciativa privada (afinal, é desta a origem de todos os recursos do Estado) nossa nação carecerá de consistência em seus discursos de igualdade.
Se fala em resultados. Eu fui da FAB.
A Força Aérea já demonstrou como serve bem sua nação, através de avanços incontestáveis na indústria aeronáutica, através do CTA, ITA e cabeças pensantes que sonharam uma indústria de aviação nacional, em condições de competir com os melhores mundo afora.Nunca vi colegas achando que, por isso, deviam receber tratamento díspar ou especial.
O que existe é a satisfação pessoal de bem servir ao seu país. É este o norte que precisamos ter. Servir bem a nação.Não é cliché, não é cafona e é atemporal. Quem está no serviço público deve ter apenas uma máxima.Servir seu povo da melhor maneira possível.
Enquanto as corporações, qualquer uma, não perceberem que existem apenas para servir ao povo, e é em nome deste que todo poder dos cargos de estado derivam, permaneceremos com um discurso que está permanentemente desconectado da realidade diária, onde nossa CF fala em igualdade, mas alguns parecem mais iguais do que outros.
A insatisfação que isto gera nada tem a ver com ciúmes.Tem tudo a ver com as inexplicáveis disparidades.Apenas isso.O resto é jogo de palavras para tentar constranger os críticos.
Precisamos mudar o Brasil.
Temos um povo maravilhoso.
Precisamos servir melhor nossa nação.
O exemplo sempre vem de cima.

Cada um defende o seu e o do povo se der

Bruno Goncalves Claudino (Outros)

É gozado como os magistrados, advogados e promotores só se levantam contra as medidas que desfavorecem sua classe. Os argumentos sempre são de uma perspectiva de defesa própria e não do povo. Sobre o artigo, concordo que o "ataque" à magistratura aumentou com as condenações e investigações contra o legislativo e executivo, mas em que o mesmo empenho em desfavor da magistratura torna a ação ilegítima? Afinal de contas, a magistratura não teria o mesmo dever de idoneidade e responsabilidade dos outros órgãos públicos? A crítica não seria um dos direitos de um estado democrático? E o mais espantoso é que, paradoxalmente, dizendo estar em defesa do povo, se levantam contra leis e projetos que responsabilizam as classes como se tais leis e projetos não fossem validados pelo próprio povo através do voto. O que não se sustenta é o medo de serem investigados ou responsabilizados, obrigando o povo a "punir" o magistrado que se devia com uma aposentadoria vitalícia.

Só não se sustentam graças à 1ª instância.

Osvaldir Kassburg (Oficial da Polícia Militar)

Só não se sustentam graças à 1ª instância. O STF serve para que mesmo?
Um Tribunal Supremo que abriga juízes que publicamente se vangloriam de defender um regime essencialmente ditatorial, que matou mais de 110 milhões de pessoas, faliu TODOS os países onde foi implantado, dizimou populações pela fome, miséria, fuzilamento e baionetas, que é inimigo declarado da liberdade e da democracia, não pode mesmo dar a resposta que a uma Nação livre e civilizada espera e merece.
Precisamos transferir o controle da constitucionalidade para o STJ, declarar precluso todo e qualquer foro privilegiado por prerrogativa de função, e acabar com essa caríssima Corte, suprema promotora de injustiças.

"O homem que adere a uma ideologia é necessariamente um homem dependente… Ele não pertence a si mesmo, mas ao autor da ideia em que ele acredita." - F. Nietzsche.

aleivosias

chabrao (Juiz Estadual de 2ª. Instância)

o comentário crítico é uma forma patética de tentar desconstituir os esforços da magistratura paulista e nacional e a miopia do arrogante advogado somente evidencia que ele nada conhece apenas dita ao vento comentários desairosos fruto de uma frustração ou insucesso processual se quiser dados estatísticos teremos prontamente

Concordo com Dr. Marcos Alves Pintar

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Assino embaixo de todos os termos do comentário do Dr. Marcos Alves Pintar. E acrescento que não vi, nos últimos tempos, NENHUM magistrado daqueles que considero honrosas exceções manifestar-se publicamente em defesa da magistratura brasileira enquanto instituição. E isso porque eles têm vergonha na cara e não vão dizer que os magistrados brasileiros fazem tudo o que podem para efetivar a prestação jurisdicional conforme determinam os preceitos constitucionais. O que está faltando na magistratura e em outras instituições é aqueles servidores efetivamente trabalhadores e democratas unirem-se ao povo e as FFAA e promover a intervenção militar constitucional, promover alterações nas leis para acabar com distorções salariais, onde policiais e militares ganham MUITO MENOS do que juízes que trabalham em gabinetes com assessores que fazem TUDO, INCLUSIVE SENTENÇAS. Quando as honrosas exceções do Três Poderes voltarem-se para o povo e as FFAA, perceberão que não são exceções, são iguais a milhões de brasileiros.

É preciso reformar a magistratura

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lamentávelmente cada um dos parágrafos do triste e artigo encerra falsidades. Vejamos apenas exemplificativamente:

1 - "Enquanto a Justiça não fustigava e punia políticos e corruptos, nada existia contra ela". A alegação é falsa, pois que desde há décadas existem largas críticas quando à falência do Judiciário, o elevado custo, as regalias da magistratura, as decisões parciais e desfundamentadas. Tanto isso é verdade que a contragosto dos juízes foi criado em 2004 o Conselho Nacional de Justiça, justamente para quebrar o ciclo de impunidade, uso do cargo público em casa própria, e inúmeras outras mazelas que afetavam, e ainda afetam, o desventurado Poder Judiciário.

2 - "No entanto, a produção da Justiça Estadual cresceu cerca de 13%, se comparada com igual período no ano passado." Mais uma alegação falsa, uma vez que a produção da Justiça Estadual, tal como todos os demais ramos da Justiça, decaiu consideravelmente neste e no último ano. Para iludir os desavisados, o Articulista se vale de uma análise falha da questão, considerando como "produtividade" apenas a quantidade numérica de decisões, sem no entanto analisar a qualidade de cada decisum, bem como o número de decisões nulas que posteriormente são reformadas pela instância recursal. Nos últimos anos, o que se tem visto no Judiciário é um crescente número de decisões padronizadas, que não apreciam a questão posta, sendo nulas (CF, art. 93, inciso IX, combinado com CPC 2015, art. 11 e 189, § 1.º e incisos).

Caso eu fosse analisar cada uma dos parágrafos, se tempo e espaço houvesse, poderia contestar tranquilamente cada uma das alegações, o que nos mostra a toda a evidência a FALTA DE REPEITO e a EXTREMA ARROGÂNCIA da magistratura, ou de algum dos magistrados. Como esperar Justiça boa assim?

Cortar na própria carne...

Fabio Artigas Grillo (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

O Judiciário deveria então dar o exemplo e mostrar medidas concretas e não somente estatísticas de processos julgados às pilhas. Por exemplo, abram mão do vergonhoso auxílio moradia, ou dos choferes e carros oficiais que são absolutamente desnecessários, dentre outras regalias que sim tornam o Estado brasileiro paquidérmico. Que dizer então das ofensas às prerrogativas da advocacia...

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