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Fumaça a peso de ouro

Nova suspeita de venda de sentença traz velhos conhecidos do Ministério Público

Comentários de leitores

9 comentários

Esperança

Observador.. (Economista)

Lendo os comentários de dois magistrados, nutro esperança de que saiamos desta crise como um país completamente diferente.
As corporações de estado devem ter orgulho não de serem inatingíveis, pois isso só traz distorções a tudo o que é humano.
Sim, orgulho de purgar dos seus quadros todos aqueles que esquecem que seu poder deriva do povo e em seu nome deve ser exercido.
Orgulho de bem servir, de - em seu universo de atuação - fazer o melhor que for possível para o pleno desenvolvimento de nossa nação.
Concurso, por mais difícil que seja, não torna alguém ungido. É apenas um mecanismo para escolher boas cabeças que queiram, com denodo e honra, bem servir sua pátria.
Nada mais.
Parabéns por todos os comentários publicados neste espaço.
Força e honra para todos!

Comportamentos esdrúxulos

José Jorge Ribeiro da Luz (Juiz Eleitoral de 1ª. Instância)

Duas situações são lamentáveis nessas es(his)tórias. Primeira o fato de advogados "venderem" os julgadores, tornando-os em corruptos perante a sociedade, quando na verdade se tratam de advogados sem qualquer formação ética e moral.
Segunda o fato de o Ministério Público e Polícia Federal manteve um magistrado sob investigação, durante quatro anos, sem qualquer comunicação ao Tribunal a que pertence e sem dar ciência ao investigado para que possa, ao menos, explicar o ocorrido e exercer seus direitos constitucionais.
Em um e em outo caso, lamentam-se as condutas das instituições (OAB, Ministério Público e Polícia Federal) em permitir em seus quadros pessoas com essas condutas, que tanto mal causam ao Poder Judiciário.

Corruptos

O IDEÓLOGO (Outros)

O escritor José Martiniano dos Santos na obra "1942" , Atentado ao Brasil", reproduz o pensamento de Hitler: "Os brasileiros são uma raça de mestiços corruptos e que a democracia dificilmente funcionará na América do Sul. Sua ideia era esperar alguns anos e ajudar a nos livrarmos do sonho democrático" .

O regime militar - 1964

O IDEÓLOGO (Outros)

Os militares que encamparam o movimento que destituiu o presidente da República João Goulart em 1964 nutriam, em geral, um sentimento de desprezo pelos “casacas”, os políticos identificados sobretudo com corrupção e trocas de favores. Nos primeiros anos da ditadura militar, um dos objetivos mais prementes do regime era MORALIZAR A MÁQUINA PÚBLICA, o que não era fácil, como vários oficiais logo perceberam.
Um exemplo desse sentimento de decepção para com os políticos pode ser percebido na carta do general João Costa, comandante da 6a Região Militar, com jurisdição sobre o estado da Bahia. A carta foi datilografada pelo próprio Costa em 2 de outubro de 1965 e enviada a seu amigo general Ernesto Geisel, então ministro-chefe do Gabinete Militar no governo Castello Branco.
Queixando-se da situação das finanças públicas na Bahia, o general Costa atacou fortemente os políticos: “Com a Revolução ou sem ela os políticos não se corrigem; apoiam-na, aderem, toleram-na, etc., mas continuam a praticar a sua democracia; a democracia do pouco trabalho, das grandes descomposturas, do privilégio de ganhar bem, excessivamente bem com correção monetária etc., de ter casa de graça, transporte de graça e também o direito de ser canalha, porque com tudo isso esse direito deveria ser-lhes cancelado...”
João Costa avisou a Geisel que este receberia a visita do prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães. Descrito como um “integralista de velha cepa” e “homem de passado honesto”, Magalhães viria a Geisel pedir dinheiro para a prefeitura. “Se o governo quiser amparar a turma do Plínio Salgado, é só conceder”, escreveu o general Costa, que já tivera desentendimentos com ACM" (http://arquivosdaditadura.com.br/documento/galeria/os-militares-contra-os-casacas).

Os casacas

O IDEÓLOGO (Outros)

O General Hermes da Fonseca foi eleito em 1 de março de 1910 para a Presidência do Brasil. Venceu ao candidato Rui Barbosa, apoiados pelas elites dos Estados de São Paulo e Bahia, porque a política do café com leite não atingiu consenso.
Foi durante as eleições que os partidários de Rui Barbosa, representante da candidatura civilista, foram chamados de casacas. Os apoiadores de Hermes da Fonseca falavam: -
Os casacas não são corruptos; são, extremamente corruptos.

O homem cordial

O IDEÓLOGO (Outros)

O pai do Francisco Buarque de Holanda, Sérgio Buarque de Holanda, disse que o brasileiro era o "Homem Cordial".
A expressão “homem cordial”, a propósito, fora cunhada anos antes, por Rui Ribeiro Couto, que julgou ser esse tributo, uma contribuição, latina à humanidade.
O problema surge quando a cordialidade se manifesta na esfera pública. Isso porque o tipo cordial – uma herança portuguesa reforçada por traços das culturas negra e indígena – é individualista, avesso à hierarquia, arredio à disciplina, desobediente a regras sociais e afeito ao paternalismo e ao compadrio, ou seja, não se trata de um perfil adequado para a vida civilizada numa sociedade democrática(http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/o_jeitinho_do_homem_cordial.html).
Mas, não é somente a cordialidade que marca esse homem.
Ele também é "corrumpere".

Mercadores da Sorte

Observador70 (Outros)

É muito interessante esse tipo de atuação dos pseudo "adevogados". O golpista vende um fetiche ao corruptor: "o ideal de que se é possível comprar/influenciar decisões judiciais." Na verdade o golpista, desprovido de aptidões jurídicas básicas para o exercício digno da profissão de advogado "blefa"! Tudo não passa de um jogo com probabilidades favoráveis de 50%. Aposta que a decisão será favorável aos interesses do corruptor, e se acertar, diz que foi por conta de sua valiosa intervenção, e daí cobra vultuosos honorários. Caso não saia como o previsto (só falta combinar com os Russos), demonstra indignação, "algo não saiu como previsto", casos em que cobra tão somente um percentual pela atuação. Devemos admitir: é genial pensar que pessoas fazem fortunas com isso! O que mais impressiona é o despreparo, ingenuidade, tolice, dos "diretores jurídicos" de gigantes como a JBS caírem nessa bizarrice. Não duvidamos da existência de magistrados (juízes, desembargadores, ministros) que são corrompíveis, é da humanidade. Não duvidamos que Poder Judiciário (plus Ministério Público), a exemplo do Executivo e Legislativo possuem "segredos escusos" a serem revelados. Porém da forma com que foi noticiado, o modus operandi dos envolvidos beira a infantilidade.

Novas cortesãs da República

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

O emaranhado narrativo que o repórter, certamente com esforço e êxito, reproduziu, mostra bem como conceitos antigos, como democracia, república e Estado, são pervertidos em nosso país.
Aqui só 'a causa do povo' não tem patrocínio nenhum.
Entretanto, deveriam ter sido examinadas na reportagem ainda as CONDIÇÕES OBJETIVAS para que o tráfico de influência e seus sucedâneos se haja tornado avassalador.
PRIMEIRO, colabora para isso o 'espírito de sortilégio' que habita nossas cortes superiores, capazes de produzir resultados prodigiosos, tirar coelhos de cartolas, 'vazar' as leis com interpretações cerebrinas.
Recentemente, o comentarista do Conjur Lênio Streck satirizou que "não há clareza da lei em que não caiba um enunciado"... Além do espírito de inovação, em geral os novos 'entendimentos' vêm redigido de forma confusa, condicionada a situações que não têm universalidade. Por exemplo: alguém saberia dizer o que o Supremo quis exatamente dizer quando redigiu a longa e confusa Súmula Vinculante das algemas?
SEGUNDO, há condições objetivas já constatadas, outro exemplo, pela min. Nancy Andrighi, quando Corregedora do CNJ: dez filhos de ministros do STJ advogam perante o mesmo tribunal, integrado por seus pais. A par disso, recentemente o filho do min. Aroldo Cedraz, ex-presidente e ainda integrante do TCU, advogado Tiago Cedraz, viu-se alvo de busca e apreensão e está sendo investigado por exercício de influência e exploração de prestígio, quando menos, no tribunal em que atua seu pai.
Portanto, a 'pirataria' que se pratica largamente em Brasília tem uma razão de ser óbvia: a promiscuidade entre interesses públicos e privados lá tem o seu feliz 'ancoradouro'.
Ladrões se protegem onde têm seu valhacouto.
"Venda de fumaça' não vem do nada.
Supõe o fogo.

OAB

André (Professor Universitário)

E continuam, placidamente, advogando e lesando, mentindo e corrompendo, sem que sejam incomodadas pela OAB. Já não eram para ter perdido o registro profissional?

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