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Futuro interdisciplinar

Advogado defende que outros profissionais também sejam sócios de banca

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Os escritórios de advocacia estão cada vez mais defasados, e isso se deve ao fato de serem formados apenas por advogados. A tese é de Marcelo Guedes, presidente da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ), para quem o trabalho dos profissionais do Direito exige cada vez mais um esforço interdisciplinar.

Guedes palestrou na manhã desta terça-feira (24/10) na Fenalaw, feira que ocorre anualmente em São Paulo e promove palestras e negócios relacionados ao mundo jurídico.

Segundo ele, na ABJ, por exemplo, a estrutura é formada por um terço de advogados e dois terços de profissionais de outras áreas. “São cientistas de dados, programadores, engenheiros. Todos trabalhando para elaborar formas de extrair informações de bancos de dados como histórico de decisões, jurisprudências, estatísticas de tribunais.”

No entanto, o advogado ressalta que essa estrutura ainda não pode ser replicada em escritórios de advocacia, pois a legislação é rígida e engessada.

“Apenas advogados podem ser sócios, o que atrapalha esse trabalho interdisciplinar. Também não é permitido o sócio capitalista, aquele que tem interesse em investir para ter lucro, sem ser da área. Estão surgindo empresas de lawtech que possuem tudo isso e estão ocupando um espaço que poderia ser ocupado pelos escritórios. A legislação foi feita para proteger a profissão, mas está atrapalhando”, disse.

A revista eletrônica Consultor Jurídico é mídia oficial da Fenalaw 2017. O evento ocorre até esta quinta-feira (26/10). Para mais informações, acesse o site oficial.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 24 de outubro de 2017, 15h22

Comentários de leitores

1 comentário

É livre o exercício profissional -Art.5º-XIII CF

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista.
Trabalho análogo à condição de escravo X Escravidão contemporânea da OAB."Na nossa sociedade, privar um homem de emprego ou de meios de vida, equivale, psicologicamente, a assassiná-lo". (Martin Luther King).
Senhor membros do Parquet, o que OAB vem praticando com seus cativos e/ou escravos contemporâneos, deve ser sim, tipificado como trabalho análogo à escravidão, ao cercear o direito ao primado do trabalho. Isso fere a dignidade da pessoa humana. E por falar em escravidão, o Egrégio STF ao julgar o INQUÉRITO 3.412 ALAGOAS, dispondo sobre REDUÇÃO A CONDIÇÃO ANÁLOGA A DE ESCRAVO. ESCRAVIDÃO MODERNA, explicitou com muita sapiência (…) "Para configuração do crime do art. 149 do Código Penal, não é necessário que se prove a coação física da liberdade de ir e vir ou mesmo o cerceamento da liberdade de locomoção, bastando a submissão da vítima "a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva" ou "a condições degradantes de trabalho", condutas alternativas previstas no tipo penal. A "escravidão moderna" é mais sutil do que a do século XIX e o cerceamento da liberdade pode decorrer de diversos constrangimentos econômicos e não necessariamente físicos. Priva-se alguém de sua liberdade e de sua dignidade tratando-o como coisa e não como pessoa humana, o que pode ser feito não só mediante coação, mas também pela violação intensa e persistente de seus direitos básicos, inclusive do direito ao trabalho digno. A violação do direito ao trabalho digno impacta a capacidade da vítima de realizar escolhas segundo a sua livre determinação. Isso também significa "reduzir alguém a condição análoga à de escravo" Já não escravos.Mas irmãos.Papa Francisco

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