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Na Dacha, teóricos do mundo dizem: a verdade não está no enunciado!

Comentários de leitores

11 comentários

Direito

O IDEÓLOGO (Outros)

Confinar o Direito, exclusivamente à Filosofia, é destituí-lo da realidade dos Homens.

Wdie (Estudante)

Aiolia (Serventuário)

Queridão, sou leitor da coluna desde seu primeiro artigo e já li dois livros do Streck, fora os congressos que fui com a participação dele. Você acompanha a coluna desde quando? Já leu quantas obras do autor?
O artigo é uma fábula, não requer opinião a favor ou contra. Quando sinto necessidade, opino, nos artigos mais técnicos.
Quer aparecer, ponha uma melancia no pescoço. De outro modo, mande carta para o Min. Og tecendo-lhe o mesmo comentário, pois só citei um quote dele próprio feito aqui na Conjur.
Quando se formar, recomendo que advogue. Tem vocação pra lobista e puxa-saco. Alguns chegam ao sucesso dessa forma. Um abraço.

Boicote aos enunciados

SMJ (Procurador Federal)

"A verdade não está no enunciado! A verdade também não está no precedente. E nem em teses." "Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?"(João, 18: 38). A Verdade foi há muito tempo crucificada, mas não precisamos bagunçar tanto na seara do Direito brasileiro, né?! FONAJE, FONAJEF, ENFAM, FPPC... Creio que o mestre cervejeiro da Dacha também teria dito que essas sopas de letrinhas não fazem leis e que, portanto, os juízes não podem fundamentar suas decisões nos tais enunciados. Os operadores do Direito no Brasil precisam respeitar o Estado Democrático de Direito! Se não o fizerem, quem o fará? Sugiro que esses enunciados sejam, no dia-a-dia forense, boicotados por todos: Professores, Estudantes, advogados, juízes... afinal, sem mercado, a indústria dos enunciados fechará as portas. Para o bem da racionalidade no Direito brasileiro.

Aiolia (Serventuário)

Aquinas (Estudante de Direito)

O Professor Lenio faz um belíssimo texto tratando da questão dos enunciados e os problemas decorrentes disso, sob uma perspectiva das grandes correntes teóricas do mundo. Poderia se discutir milhões de coisas partindo disso. Aí você não consegue comentar nada além de uma provocação barata?

Haja paciência. O nível dos juristas-comentadores explica muito sobre o modo como o Direito vai indo no Brasil.

A verdade está na moral infinita

Holonomia (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

O direito é moral posta, moral coletiva, que inclui a liberdade, a moralidade individual, desde que compatível com aquela. Essa é uma expressão moral do cristianismo, como ética e expressão presente e eterna do Logos infinito, que serviu de pano de fundo filosófico do ocidente, mas que está em contestação, pois um individualismo moral e materialista pretende se impor contra a racionalidade coletiva da eternidade.
O enunciado pretende ser uma racionalidade coletiva, procurando o dever ser do direito, pois seu ser se perdeu na norma, mas o enunciado acaba como uma racionalidade ad hoc, na medida em que a razão do direito, o Logos, que é também seu ser, não é visto em seu estar legal, seja pelo legislador ou pelos formadores de enunciados.
A verdade está na integridade e coerência do sistema filosófico, que inclui, e transcende, o sistema jurídico, uma das expressões daquele.
Como o direito não pode ser separado do seu sistema filosófico, e porque este se atrelou ao finito e ao limitado, como em Heidegger e Gadamer, a filosofia se tornou limitada e ad hoc, levando consigo o direito, em seu círculo fechado hermenêutico, em curto circuito.
Assim, a verdade está na abertura ao infinito, ao transcendente, está na moral infinita, no Espírito que funda a lei, mas não se esgota na lei em sua finitude, na medida em que toda finitude é limitada e provisória e não pode conter em si a verdade, infinita e eterna.
www.holonomia.com

Lendo o texto do Professor

Observador.. (Economista)

E sabendo que muitos dos seus leitores se sofisticam leitura após leitura, fico sem entender o porquê do Brasil estar nestas deploráveis condições.
Temos quadros.
Temos pensadores.
Mas a intelligentsia pátria não consegue transformar seus ativos de conhecimento em resultados para o desenvolvimento do povo e da nação.
O conhecimento jamais pode ser um fim em si mesmo.
Noto que o povo parece ser um problema para muitos.
O mesmo povo que sustenta, com os impostos frutos do seu árduo trabalho, este Estado obeso que, quando não oferece muito pouco em troca, do alto do vasto conhecimento dos seus agentes públicos, trata o povo como escumalha que só atrapalha aqueles que realmente entendem os mistérios da vida, da existência e - supostamente - detém o "real" saber.
Não é uma crítica ao Professor, a quem respeito.
É uma crítica a forma como se usa o conhecimento nesta nação.
Com certo desprezo pelo povo.
Em vez de procuramos entender que o povo é reflexo da arrogância e da incompetência de suas elites.Incompetência em transferir conhecimento.Criar maneiras de aprimorar a cultura e o saber.
Aqui as - supostas - elites se alimentam das limitações alheias para projetar poder e conhecimento, deixando o povo com o raso, o feio (basta ver as "mostras" em museus) o primitivo e o tosco.
Sempre tem o Louvre para quem não quer ver homem nu ou desenhos primitivos com pedofilia e/ou zoofilia, não é mesmo? Deixemos isso (e as discussões subsequentes) para os néscios....

Precisamos mudar .
Tenham mais carinho pelo povo e pelo seu país.
Somos oitavo mundo porque usam o país, para depois se deslumbrarem em locais com lei, ordem, com arte, com o transcendente, só que em NY, Paris, Roma, Milão, e agora - muito na moda para vários agentes públicos - Lisboa.

Viés bolivariano

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Realmente. Uma baita confusão ‘enuncialista’; se Freud e Darwin não explicam, temos o viés bolivariano de afronta as “leis burguesas” que indica o [des] caminho promovido pelas novíssimas vocações totalitárias.

Vaidoso, como sempre

Aiolia (Serventuário)

O cara já começa o texto acachapando os próprios leitores: "Sei que esse assunto não empolga. Assim como o texto de hoje. Os leitores médios mais se interessam por matérias que tratam de nesciedades". Não à toa o Min. Og Fernandes tascou-lhe um "Narciso odeia tudo que não o espelho".

Fazendo o irônico

Hamilton Alex (Advogado Assalariado - Previdenciária)

O Operador(a) médio(a) de direito(a) tem predileção de ver o Dr. Kataguiri deitar cátedra sobre categorias científicas como "bandidolatria" dentre outras de mesmo quilate.

Fazendo o irônico

Hamilton Alex (Advogado Assalariado - Previdenciária)

Não respeito uma confraria sem o Kim K.

E a festa de Heidegger!

KRIOK (Procurador Federal)

O convescote não trará nada além do tédio - o Langweile.
Na Dacha, o tempo é um ponto de imensa duração, no qual nada acontece com o si mesmo.
O que há é um congelamento dos participantes da festa, com tempo melancólico é irônico (não no sentido retórico); e daí, escondido nos arredores da Dacha e ouvindo a tudo, Dostoievski relembra seus Os demônios: "quando se crê, não se crê que se crê; quando não se crê, não se crê que não se crê".
Essa seria, digo eu, a resposta pelas costas dos enuncialistas e adversários teóricos - claro, usando conveniente e deturpadamente Heidegger; em outro local que não a "refinada" Dacha, no qual estariam todos os amantes do movimento que cresce assustadoramente e que venham denominando de Realejo Jurídico - que, acreditem, é mais pernicioso do que o Realismo tupiniquim e as miscelâneas de supostas juridicidades, tão bem capitaneadas "barroseanamente"!
Carlos Alexandre de Souza Portugal

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