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R$ 51 milhões

PF faz buscas no gabinete de Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel

O gabinete do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel Vieira Lima, também do PMDB, foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal. Os agentes chegaram ao local às 6h desta segunda-feira (16/10).

Gabinete e casa de Lúcio Vieira Lima em Salvador são alvo de busca e apreensão.
Lucio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

Geddel está preso no Complexo da Papuda, em Brasília, acusado de ser o dono de R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento em Salvador.

A operação desta segunda está sendo feita a pedido da Procuradoria-Geral da República. Diz o órgão que, além do gabinete, a PF faz buscas em outros endereços ligados ao político. Segundo a Folha de S.Paulo, um dos outros endereços em que a PF faz busca e apreensão é a casa de Lúcio Vieira Lima em Salvador (BA), que é vizinha à de Geddel.

O jornal informa também que outro alvo das investigações é Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Lúcio e de Geddel. A busca e apreensão no imóvel de Brandão, de acordo com O Globo, ocorre porque foram encontradas digitais dele no apartamento onde estavam os R$ 51 milhões. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 16 de outubro de 2017, 13h35

Comentários de leitores

2 comentários

Acefalia

José R (Advogado Autônomo)

O Poder Legislativo brasileiro abdicou de sua soberana autonomia e independência institucionais e se põe de joelhos ante os outros Poderes, e até mesmo o ministeriozinho público e o delegado ou tira de plantão...
É inacreditável a falta de brio das Casas do Congresso e a completa ausência de lideranças e de conhecimento de seus dirigentes... Pobre República!

Rasgaram de vez a Constituição. Estado gendarme judicial.

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Meu deus!
A Polícia Federal, polícia judiciária por definição, não pode invadir a sede de um dos Poderes da União, e a decisão judicial que a tanto ordenou é inconstitucional. Fere a harmonia que deve permear a relação entre os poderes.
A decisão deve ser comunicada à presidência da Casa Legislativa, a qual deve autorizar ou não a medida. Em autorizando, deverá executá-la utilizando a Polícia Legislativa. Em homenagem à cooperação que deve haver entre os poderes da União, poderá autorizar que agentes da PF acompanhem a diligência. Mas nunca, nunca mesmo pode admitir-se que a PF invada o Congresso para nele proceder busca e apreensão de documentos em gabinete de deputado que goza de imunidade parlamentar.
Isso é um absurdo!
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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