Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Mente brilhante

60 minutes conta história de assaltante que virou professor de Direito

Por 

Neste domingo (15/10), a emissora de televisão americana CBS vai apresentar, em seu programa 60 minutes, a história de um ex-assaltante de banco que se tornou um advogado bem-sucedido e, agora, professor de Direito na prestigiosa Universidade de Georgetown, em Washington, capital dos Estados Unidos.

O título do programa, que vai ao ar às 17h30 (horário de Nova York”), é "De assaltante de banco a professor de Direito: uma história de redenção". A história de prisioneiros que se tornam advogados não é original, nem única. Muitos países têm histórias semelhantes. E os presídios estão repletos de “advogados da cadeia”, aqueles que estudam as leis depois de violá-las. Porém, a história de Shon Hopwood merece destaque por seus feitos, diz o site da CBS.

Ainda prisioneiro, Hopwood escreveu duas petições que a Suprema Corte dos EUA decidiu julgar. É uma proeza rara para qualquer advogado, mesmo os das bancas mais bem-sucedidas do país, conseguir fazer os ministros da Suprema Corte se interessarem por seus casos. A corte aceita julgar apenas de 100 a 150 casos por ano, das mais de 7 mil petições [de certiorari] que são protocoladas.

Hopwood ganhou admiradores na advocacia, que o ajudaram a concluir o curso de Direito, ser aprovado no exame de ordem e conseguir o primeiro emprego como advogado, depois de ser libertado.

Um desses admiradores, que veio a se tornar o principal mentor de Hopwood, foi o ex-procurador-geral dos EUA Seth Waxman, um dos advogados mais proeminentes do país. A admiração pelo então prisioneiro começou quando Waxman leu uma petição escrita por Hopwood em favor de outro preso da Instituição Federal de Correição de Pekin, Illinois.

Ele decidiu assumir a representação, com a condição de que Hopwood tivesse permissão para trabalhar no caso, como parte de sua equipe jurídica, apesar de ele ainda estar atrás das grades.

“Eu queria que ele estivesse envolvido porque eu estava realmente curioso. Me parecia quase inconcebível que alguém com seu nível de formação educacional e seu nível de experiência na vida jurídica pudesse, realmente, escrever uma petição de certiorari muito melhor do que a média”, disse Waxman à CBS.

Eles ganharam o caso por decisão unânime dos ministros da Suprema Corte. Waxman ficou impressionado com a “mente brilhante” do prisioneiro (apesar disso não tê-lo ajudado na “profissão” de assaltante de banco) e decidiu se tornar seu mentor.

Perguntado pelo apresentador do 60 minutes Steve Kroft se, na prisão, imaginava que um dia poderia ser um professor de Direito em uma universidade tão conceituada, Hopwood sorriu e disse que não. “Até hoje isso não faz muito sentido para mim, apesar de eu estar vivendo isso”, ele respondeu.

Sobre a conciliação da figura do assaltante de banco com a figura de advogado bem-sucedido e professor universitário, ele disse que não há mais comparação, porque o assaltante de banco morreu e não existe mais.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 13 de outubro de 2017, 16h23

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 21/10/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.