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Punitivismo na mira

Polícia Federal, MP, Judiciário e imprensa são criticados em desagravo a Mariz

Comentários de leitores

6 comentários

Desagravo de advogado na sede da oab é um tiro no pé

Rogério Guimarães Oliveira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Li que este ato de desagravo da OAB-SP ocorreu na sua sede institucional.
Um antigo erro da OAB, que venho apontando há anos.
O desagravo de um advogado com prerrogativa violada não pode ocorrer em ambiente interno da própria OAB. Precisa ser ato explicitamente público, com presença de jurisdicionados, autoridades, imprensa e outras entidades da sociedade. Precisa ser marcante, massivo, barulhento. Deve sinalizar um confronto político inter-institucional.
Assim, tais atos somente são efetivos no espaço mais nobre e público possível. De preferência, no local público onde a prerrogativa foi violada, com a convocação formal prévia dos que protagonizaram a violação, especialmente das autoridades e de seus superiores hierárquicos.
Órgãos de imprensa, de entidades afins e o público precisam ser convocados para tomarem parte do ato, que é político-institucional em sua essência. Só assim, a OAB vai realmente sinalizar que a agressão a um advogado agride toda a sociedade e viola o Estado de Direito, sendo inaceitável.
Se a violação foi em prédio público, o ato deve ocorrer no hall principal deste prédio, na entrada, atrapalhando o fluxo. Ou na calçada em frente. Ou no leito da rua defronte à entrada. Deve ser marcante, incisivo, barulhento, sob chuva ou sol, até fechando o trânsito.
A OAB não pode pretender resultados político-institucionais promovendo atos de desagravo de advogados dentro do confortável auditório de suas sedes, com ar condicionado, cafezinho e água mineral. Queiram me desculpar: isto nada desagrava. E ainda passa a péssima impressão de ato corporativista interno, que nada tem a ver com o público ou com a sociedade.
A efetividade política é a mesma de universitários fazendo ato de protesto contra a ditadura no bar da faculdade.
S.m.j.

Onde estão o STF/CNJ, CNMP

antonio gomes silva (Outro)

Ridículo o comentário de HRB. Repete o mesmo clichê dos que são coniventes com os abusos e ilegalidades cometidos atualmente. Os Conselhos (CNJ, CNMP etc) estão fazendo vistas grossas a esses constantes desrespeitos e transgressões às leis.

desagravo a Marins

hrb (Advogado Autônomo)

Penso que a liberdade de expressão e pensamento deve ser ampla, respondendo o autor pelos excessos nos limites na lei, pois de outra forma será o caos. Agora é natural o desalento dos advogados criminalistas, principalmente aqueles que defendem os figurões envolvidos nas investigações do dinheiro público que, direta ou indiretamente, fomentou a corrupção generalizada. O esperneio de que o cliente é inocente, as provas são nenhuma, o delator não merece crédito, tudo é muito pertinente na defesa do acusado ou investigado. Caberá, entretanto, ao depois, ao judiciário dizer quem está com a razão, se o ministério público ou o defensor. Pelo jeito tem havido mais condenações e prisões, exceto na esfera do foro privilegiado, ainda uma excrescência inadmissível...

Atestado de inocencia

paulo alberto (Administrador)

Se os grandes nomes da advocacia, estão dizendo que todos são honestos, quem e o povo brasileiro para discordar.

A OAB tem que olhar e cuidar da prerrogativa de todos os adv

moscaone (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

É louvável a iniciativa da OAB de São Paulo, entretanto, este protesto e posicionamento contra a criminalização da advocacia tem que ser expandido a todo país, pois, tornou corriqueiro que os promotores, procuradores, juízes, delegados de polícia queiram simplesmente incluir advogados em suas investigações para tornar midiática a operação.
Eles estão achando bonito destroçar carreiras e humilhar os advogados. Porém, pior do que isto é que têm a conivência das próprias seccionais da OAB que, na maioria das vezes, se calam ante isto.
Na verdade o advogado está sozinho nesta luta.

Advogados criminalistas

O IDEÓLOGO (Outros)

Dançam com os seus clientes. Quando acabar a música, vão dividir uma cela com os seus ilustres clientes.

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