Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Processo em andamento

Reitor da UFSC afastado por determinação judicial comete suicídio

Luís Carlos Cancellier de Olivo, reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, cometeu suicídio nesta segunda-feira (2/10). Ele teria se jogado no vão central do shopping Beiramar, em Florianópolis, capital do estado.

As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa do shopping: “É com pesar que o Beiramar Shopping confirma a ocorrência de uma morte na manhã desta segunda-feira, dia 2 de outubro. Segundo boletim divulgado pela Polícia Militar, confirma-se a identidade da vítima, sendo o reitor da UFSC, Luís Carlos Cancellier”.

Olivo era professor de Direito Público e Administrativo no curso de Administração da pós-graduação da UFSC.
UFSC

O reitor foi acusado de atrapalhar as investigações da corregedoria da UFSC sobre suposto desvio de R$ 80 milhões que seriam usados em cursos de Educação a Distância (EaD) da universidade.

De acordo com as apurações, professores da universidade, empresários e funcionários de instituições e fundações parceiras teriam atuado para desviar bolsas e verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem qualquer vínculo com a instituição de ensino.

Por conta das suspeitas, Luís Carlos Cancellier de Olivo e outras seis pessoas foram presas em Florianópolis no dia 14 de setembro. No dia da prisão dessas sete pessoas foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão temporária e cinco mandados de condução coercitiva.

Os mandados foram cumpridos em Florianópolis, Itapema (SC) e Brasília. As ordens foram expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Florianópolis. Além disso, sete pessoas foram afastadas das funções públicas que exercem.

Em Brasília, as buscas ocorreram na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) — fundação ligada ao Ministério da Educação destinada a apoiar programas de pós-graduação e a formação de professores de educação básica. A Justiça Federal determinou que a unidade central da Capes "forneça imediatamente à PF acesso integral aos dados dos repasse para os programas de EaD da UFSC".

Cancellier nasceu em Tubarão (SC), em 13 de maio de 1958. Ele atuou na UFSC como professor de Direito Público e Administrativo no curso de Administração da pós-graduação da UFSC. Ele também chefiou o Curso de Direito da instituição de ensino. Formou-se em Direito na UFSC em 1998 e tornou-se mestre e doutor em Direito em 2001 e 2003, respectivamente, também pela universidade catarinense.

Em nota, a seccional catarinense da OAB informou que decretou luto oficial de três dias e criticou a maneira como a investigação envolvendo Olivo foi noticiada.

*Título alterado às 15h19 do dia 4 de outubro de 2017 para correção.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2017, 12h30

Comentários de leitores

3 comentários

O leão pelado.

wilhmann (Advogado Assalariado - Criminal)

Se se olhar sem pedantismo e revanchismo barato para as os coiçadas que a policia, o mp, justiça têm dado nos mais elementares direito individuais, certamente as vinditas manejadas por apego a lei e a ordem não durariam um minuto sequer. Qtas ilegalidade se cometeram em tempo remotos e presentes a pretexto de se cumprir a lex, e provou-se, depois, ser uma comédia. O QUE ACONTECEU COM OS DETRATORES ? Nada, pois continuam no seu afã acusatório barato. Cuidem de seus pescoços qualquer o ora "o feitiço virá contra o feiticeiro". Pense nisso!!

Teve o fim q escolheu

Palpiteiro da web (Investigador)

Foi descoberto o ROUBO de nada mais, nada menos de 80 milhões, não aguentou a vergonha e a consciência culpada, resolve dar cabo a própria vida. Caso não viesse à tona o roubo milionário, estaria, quiçá, pensando e rindo da cara dos trabalhadores que levantam cedo para ganhar um salário mínimo.

Resultado infausto

LunaLuchetta (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Há que se ter cautela na investigação e, principalmente, evitar a o espetáculo, só pelo espetáculo.
É chegada a hora de debatermos com seriedade a forma como estão sendo realizadas as investigações e até as prisões, antes sequer de dar ao envolvido o Direito de se manifestar; de ser ouvido.
Destrói-se a reputação (construída ao longo de anos) sem o menor pudor.
Se o investigado é culpado (e isso só será apurado ao final do processo judicial instalado) a pena lhe será aplicada, então e só então. Mas, se o investigado é inocente, já foi punido, dura e cruelmente punido, vez que sua reputação está destruída; irremediavelmente destruída.
E, lembre-se, para o inocente só restará a vergonha, a dor, o sentimento de injustiça, que a sentença absolutória não irá eliminar.

Comentários encerrados em 10/10/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.