Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Apoio da classe

Barroso diz não ser punitivista, mas contra a impunidade de colarinho branco

Por 

O ministro Luís Roberto Barroso foi responsável pela palestra mais concorrida da XXIII Conferência Nacional da Advocacia, nesta quarta-feira (29/11), com todos os lugares preenchidos e muitas pessoas sentadas no chão ou assistindo em pé.

Público entrou em frenesi para tirar foto com Barroso (ao centro). Fernando Martines/ConJur 

As principais emissoras de televisão estavam presentes e, pouco tempo depois, os telejornais já transmitiam trechos da fala do integrante do Supremo Tribunal Federal.

Após uma série de discursos no qual criticou a falta de punição para os crimes de colarinho branco, Barroso parece buscar mostrar que não quer apenas a distribuição de punições a esmo.

Nesta quarta, declarou que não é punitivista e que o Brasil não irá ter conserto por meio do Direito Penal. Mas reforçou seu ponto de que a lei precisa passar a punir quem ganha mais que cinco salários mínimos, o que segundo ele não acontece hoje.

A ver pelo entusiasmo da plateia —formada majoritariamente por advogados —, a classe parece apoiá-lo. Seu discurso era agraciado a todo momento com salvas de palmas, ao final, recebeu assovios entusiasmados.

Uma frase parece ser o mantra de Barroso, que vem a repetindo em eventos: “A Justiça pune menino negro pobre com 100 gramas de maconha, mas não pune corrupto que desviou R$ 10 milhões”. 

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, chegou no meio do discurso do ministro para compor a mesa.

O ministro já participa de sessão na tarde desta quarta no Supremo, por isso teve de deixar a mesa de debate logo após falar. Mas sua retirada não foi um movimento simples. Boa parte da plateia ignorou que o debate prosseguia e se aglomerou para tirar selfies com o ministro ainda em cima do palco. Paciente, Barroso passou minutos atendendo a todos.

Leia abaixo falas de Barroso aplaudidas pelo público:

Ninguém deve ser preso por ser rico ou pobre.”

Não se muda o mundo com Direito Penal.”

O brasileiro tem medo de violência e corrupção, mas a maioria dos presos não cumpre pena por esses fatores, mas, sim, por questões relacionadas a drogas.”

O poder não serve para perseguir inimigos e ajudar amigos.”

Não existe missão pequena ou grande, existe missão mal cumprida.”

* Texto atualizado às16h15 do dia 29 de novembro de 2017.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 29 de novembro de 2017, 14h48

Comentários de leitores

5 comentários

Platitudes

Advogado (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Só li platitudes...

Colarinho vermelho

Eududu (Advogado Autônomo)

É inaceitável que um Ministro tome posse no STF jurando defender a Constituição e depois resolva alterar a Carta Magna conforme suas opiniões pessoais, como se legislador fosse, e em nítida afronta à separação de poderes. Foi assim quando o Ministro se pronunciou sobre o aborto, dizendo que, se realizado até o 3º mês de gravidez, não é crime. Foi assim quando decidiu sobre a união civil gay. Também sobre a aplicação de medidas cautelares aos parlamentares. E, agora, o bem intencionado quer legislar sobre o foro por prerrogativa de função.

O Ministro pavão e demagogo continua enganando a massa ignara com frases de efeito e ações de indisfarçável viés político ideológico.

E essa revolta teatral contra o crime do colarinho branco é puro fingimento e só ressalta sua hipocrisia. Basta lembrar que abrandou penas de petistas condenados no mensalão - José Dirceu, José Genuíno, João Paulo Cunha, Delúbio Soares - dizendo que as penas eram “um ponto fora da curva”. Sua indignação é seletiva.

Atualmente, está ludibriando os incautos defendendo o fim do foro por prerrogativa de função. Apenas para parlamentares federais, segundo o próprio. Quer passar a imagem de que combate privilégios. MENTIRA! Está tirando do Supremo vários processos que já deveriam ter sido julgados. Está varrendo a sujeira para debaixo do tapete. E ajudando os acusados, pois, iniciando o processo pela 1ª instância, o acusado poderá utilizar todos os recursos para fazer seu processo ir à 2ª instância, ao STJ e, por fim, chegará novamente ao STF, onde ficará provavelmente até prescrever.

E, quanto ao foro privilegiado para magistrados e membros do MP, o ministro não tem nada contra. Que incoerência!

O Ministro Barroso é um impostor. Mais um oportunista encantador de burros.

Correto o JUIZ

Professor Edson (Professor)

Tem gente que acha que advogado quando vira juiz tem que continuar advogando, agora ele precisa julgar e não defender, existe um oceano de diferença.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 07/12/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.