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Realidade distorcida

IASP, Velloso, Figueiredo e Podval também se manifestam contra reportagem

Continuam as manifestações da advocacia contra a reportagem de capa da última edição da revista Veja, sobre os profissionais que defendem clientes envolvidos na operação "lava jato" e o quanto essa atuação tem rendido a eles. O Instituto dos Advogados de São Paulo divulgou nota para contestar a publicação.

O IASP afirma que a reportagem transmite à sociedade a “falsa mensagem de que a Advocacia se confunde, ou se beneficia com a corrupção”. Para a entidade, a revista tenta incitar a sociedade contra a classe da advocacia.

Os advogados Pedro Ivo Velloso e Ticiano Figueiredo também contestam a reportagem, que os descreve como pupilos de Kakay que ficaram milionários ao criar uma banca de grife para cuidar de casos penais. A revista diz que cobrariam de R$ 5 milhões a R$ 8 milhões para assumir um caso.

Por meio de nota, os advogados dizem que a reportagem é uma "investida contra o direito de defesa" e um "desserviço à justiça". “No que diz respeito a estes advogados, o texto mente, exagera e distorce — ao fantasiar uma realidade que não existe. Os valores citados não correspondem à realidade e servem apenas para gerar um clima de ódio e perseguição à nossa profissão”, dizem.

Antes, Alberto Zacharias Toron, Cláudio Mariz e José “Juca” Luís Oliveira Lima afirmaram que a informação que cobram R$ 10 milhões não é verdadeira. Antonio Bretas e Kakay disseram que o que foi publicado é oposto ao que havia sido dito no pedido de entrevista. 

O advogado Roberto Podval se disse surpreso ao ler a reportagem. "Criminalistas por vocação não são os que agradecem a desgraça alheia como moeda de troca para satisfação de sua ganância. Ao contrário, são os que lutam para que o Estado Democrático de Direito seja respeitado, independentemente do valor dos honorários ou da completa ausência deles".

A Associação dos Advogados de São Paulo considerou a abordagem sensacionalista. "A AASP solidariza-se com os colegas que tenham sido indevidamente mencionados e reafirma sua posição em defesa dos verdadeiros valores da Advocacia: coragem, zelo e independência", disse em nota.

O Instituto de Garantias Penais (IGP) também se manifestou. A entidade disse ser “lamentável que um importante veículo de comunicação divulgue dados manifestamente inverídicos, infundados e mistificadores, com o claro propósito de provocar a falsa percepção de que a Advocacia se beneficia ou, até mesmo, confunde-se com a corrupção”.

Clique aqui para ler a nota do IASP. 
Clique aqui para ler a carta de Figueiredo e Velloso. 
Clique aqui para ler a carta de Roberto Podval. 

*Texto alterado às 18h21 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 25 de novembro de 2017, 11h37

Comentários de leitores

2 comentários

Advogados criminalistas milionários

Bia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Penso que os mesmos que agora se indignam, deveriam ter também se indignado com as postagens, no facebook, da festa (também milionária e em EUROS) de aniversário do Dr. "Kakay", realizada em Portugal, pelo próprio aniversariante e seus ilustres, também milionários, suas mulheres e convidados, onde tiveram até o "cuidado" de informar os internautas daquela rede social, de que se utilizaram do jatinho particular do aniversariante, para fazer um "bate-volta" ao STF em Brasília, para, por exemplo, efetivar sustentação oral na defesa do senador Aécio Neves (caso do Dr. Toron). Talvez tenha sido uma excessiva demonstração de alegria pela comemoração, "mal entendida" pelos jornalistas da Veja e pelo resto da população das castas inferiores no Brasil de hoje .....

Tem que enfrentar a questão

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Os Advogados que não estão vinculados a uma porcentagem do valor da causa para estipular seus honorários têm todo o direito de arbitrar o valor que considerem adequado à sua remuneração. É, principalmente, o caso dos Advogados criminalistas. Estamos num impasse de crise ética nesse País, abrangendo TODAS a instituições. Se, de um lado, o Advogado pode estipular o valor de seu trabalho (inclusive até acima dos valores mencionados na reportagem), por outro lado, também é importante ter transparência, na contratação, da origem dos recursos com os quais o cliente irá pagar. Se uma pessoa paga o Advogado com recursos da venda de um imóvel adquirido há muitos anos, cujo pagamento pôde ser "auditado" como proveniente de recursos de família (herança, doação) fruto de trabalho honesto, os honorários, qualquer que seja o valor, são inquestionáveis. No entanto, se a pessoa "recentemente" teve uma evolução patrimonial "from zero to hero", sempre trabalhando em cargos na cúpula de estatais, ou, sendo empresário, "cresceu" através de contratos com estatais, aí, faz-se necessária uma minuciosa comprovação da origem dos recursos utilizados para pagar o Advogado. Do mesmo modo, NÃO ADMITO magistrados, Promotores e Procuradores que ganham acima do teto, que ganham "auxílios", que têm férias de 60 dias. Esse é o momento de "lavar" a alma nacional.

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