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Comentários de leitores

13 comentários

E daí ....

amigo de Voltaire (Advogado Autônomo - Civil)

E daí que é princípio constitucional? O candidato nao está fazendo prova de direito, mas também expressando uma opiniao na redaçao. Vai que o cara consegue convencer que os direitos humanos nao existem............... . Por favor , nao acabem com a opiniao contrária, isso é coisa de quem acha que direito é bom senso e regido por verdades absolutas! Esperar o que de tempos em que o drible no esporte virou bullyng e o elogio a beleza é assédio!

Também me alinho com os comentaristas...

Aiolia (Serventuário)

... e com o STF. Opinião não se corrige. Subjetivismo não se submete a nota, salvo critérios objetivos, como fuga do tema. Se se deseja a proteção dos direitos humanos, que a questão defina a linha de redação. Se se deseja apenas que se disserte sobre direitos humanos, deixando-se em aberto o conteúdo, a opinião do aluno (afinal, a redação é pra isso, pra que ele exponha sua opinião) não pode ser censurada, apenada ou prejudicada com baixa nota. Fizeram uma aproximação indevida entre o fato de se defender uma opinião intolerante e o ilícito civil ou penal. Os articulistas parecem ter esquecido do que o Tribunal Constitucional Alemão decidiu em 1958, no famoso Caso Luth...

Toda Dissertação é uma exposição de opinião

Ade Vogado (Advogado Autônomo - Tributária)

Se o aluno quer explicar seu ponto de vista contrário aos Direitos Humanos que deixe ele expôr.
Uma dissertação tem pontos técnicos a serem preenchidos suficientes para a averiguação da capacidade do aluno, não precisa complicar.
Se queriam um texto que defenda os Direitos Humanos uma simples condição corrige o problema, "disserte sobre o tema defendendo a importância dos Direitos Humanos", agora jogar para o campo da subjetividade de uma interpretação do que pode ou não ser desrespeito aos Direitos Humanos causou todo esse problema.
A subjetividade onde deveria reinar a objetividade é o mal que assola o Brasil, onde cabe interpretação, cabe "mutreta".
Infelizmente vejo um ou outro comentário com eloquência demais e conteúdo de menos, verborragia sem conteúdo que deslumbra, mas não agrega.
Quando nosso país deixa de discutir, deixa de pensar, deixa de crescer e evoluir seus pensamentos, quando começa a condicionar pensamentos demais e achar que devemos ditar todos os rumos, para mim, é um sinal péssimo.
Nem tudo é intolerância e para quem acredita que "não se tolera a intolerância", pense que, então, se tolera tudo.

Onde estão os humanos direitos

adv__wgealh (Advogado Autônomo - Ambiental)

Ainda bem que não fui aluno desse panfleteiro do império do norte.
Onde está a GARANTIA CONSTITUCIONAL da livre expressão das opiniões... não me disseram, mas cassaram a liberdade de imprensa, OU SÓ VALE PARA AQUELES QUE DEFENDEM a imposição de ideologias de genero, ações contra o cristianismo, ofensas inaceitáveis contra a Familia, os que defendem ostensivamente a destruição de propriedades, a vagabundagem com patrocinio oficial via bolsas as mais vergonhosas possíveis que se tornaram em anzóis de cata de votos acabrestados... VC já foi mais coerente. Pode para uma midia vendida ao capital expurio, pode para banalizar a corrupção, não pode para um estudante contrapor a esses vergonhosos direitos humanos, esterco é pouco, são uma merda porque só protegem os bandidos, corruptos, safados, minorias ululantes. Os jovens, como em todos os tempos são revolucionários, como inventaram direitos humanos para proteção dos safados, alguem deve inventar humanos direitos para toda a sociedade que quer viver de verdade, a constituição.

"Direitos dos Manos" em primeiro lugar

Bolsonaro do Entretenimento Adulto (Outros)

Não sabia que opinião se corrigia!
Em outras palavras, doutrinação marxista nas escolas e consequentemente no ENEM pode.
Enfim, fo...-se a liberdade de pensamento e de expressão!

Ora, cada um pensa de um jeito...

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Contanto que fundamente com argumentos sólidos e escreva direito, o candidato pode expor o que bem entender sobre o tema proposto pela banca.

"Ah, mas não existe nada de sólido quando se trata de críticas aos direitos humanos". Será que não? Vai que o sujeito reúna materiais e estude o assunto? De repente consegue formar uma base pujante, vai saber?

Vale lembrar que não existe "dono da verdade" em relação a nada, não.

Ou querem calar o discriminador com a própria discriminação?

Definição

Bruno Ppacheco (Funcionário público)

E quem define exatamente o que é uma ofensa aos Direitos Humanos?
Desta forma há a possibilidade de o candidato ficar a mercê do solipsismo do corretor, este dando o sentido que deseja à expressão "ofensa aos direitos humanos" - o tão aclamado efeito Humpty Dumpty, percebido pelo próprio articulista Lênio.
Se já é difícil o julgador dar uma interpretação correta sobre o que é "ofensa aos direitos humanos", mesmo devendo ter toda a formação jurídica e percepção da coesão do Direito, quem dirá o corretor. A função deste último e perceber a coesão do texto e não opinião, mesmo que quem representa a ideia que "Direitos humanos são para humanos direitos" não consegue sustentá-la com coerência.
Enfim, na percepção de Direitos e Garantias fundamentais que tenho a decisão da Min. Carmém Lucia foi acertada, mas o que eu penso nem importa tanto assim.

Discriminar é preciso

Holonomia (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Discriminar é, inclusive, uma das funções da ciência, “distinguir, discernir, diferenciar” racionalmente os fenômenos do mundo.
Com base em razões distintas, é possível definir “direitos humanos” em um sentido ou outro, e atualmente os “direitos humanos” receberam uma ampliação que contraria uma possível discriminação fundamentada e racional de fenômenos e comportamentos, por exemplo, quando o homem corta seu órgão sexual e usa cabelos compridos, pretendendo ser chamado de mulher, alegando que isso está entre seus direitos humanos.
Portanto, quando alguém pretende discriminar essa situação, dizendo que tal pessoa não é mulher, e que direitos humanos desse tipo são esterco, a partir de princípios racionais, sim, pode escrever no Enem.
O problema é que tal alegação, mesmo sem intolerância (salvo contra a irracionalidade) ou ódio, contraria o dogma do materialismo, fere a igreja acadêmica, e provavelmente o aluno não conseguirá ingresso no curso superior.
www.holonomia.com

Professores do correto

Eududu (Advogado Autônomo)

Discordo totalmente do texto. Se o conteúdo ou parte de uma redação constituir possível crime ou ilícito civil, a responsabilização deve ocorrer judicialmente (eis o limite da garantia constitucional da liberdade de expressão), através do devido processo legal. Não através dos avaliadores do Enem e da cartilha vigente do politicamente correto. Ou temos mais um tribunal e eu não sabia?

Não se avaliam (ou não deveriam ser avaliadas) opiniões nas redações do Enem, mas o conhecimento sobre o tema, a estruturação do texto, coerência, coesão, ortografia, etc. Uma boa redação pode (e deve) abordar diversas posições sobre um mesmo tema, inclusive posições opostas e conflitantes, sem que sejam necessariamente a opinião do aluno.

Parece que o Lênio e sua turma querem ser os juízes e professores do correto. Ninguém mais agüenta isso. Essa pregação de quem se presume e quer parecer mais bonzinho, evoluído e civilizado que os demais por proferir as liçõezinhas repetitivas do politicamente correto.

Lênio e Cia., com todo o respeito, precisam aprender a controlar criticamente a ideologia, do contrário continuarão apenas tentando justificar suas posições políticas e interesses pessoais, como fossem fruto de métodos científicos. Nada mais.

Ninguém é obrigado a pensar da mesma forma que os outros. Viva a Liberdade de expressão.

Corram para as colinas!

Drake (Advogado Assalariado - Eleitoral)

Quem conhece a obra de George Orwell sabe o que significa modificar a língua para censurar opiniões diferentes. Discurso de ódio é tudo aquilo que o establishment esquerdista não quer que você pense. Para não precisarem te refutar, tornam inválida e ilegal sua opinião. Autoritários de uma figa!

Teste

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sob meu ponto de vista, a questão discutida não pode ser resolvida à luz do princípio constitucional da liberdade de expressão e pensamento. O aluno, quando convidado a comprovar seus conhecimentos para galgar novos degraus na escala do aprendizado, não é chamado a "dar opinião" sobre o tema proposto, mas sim demonstrar o que sabe sobre a matéria. Em se tratando de uma redação, o aluno deverá demonstrar o que conhece sobre o tema, inevitavelmente expodo a "opinião dos outros" (prova de que conhece o assunto), que pode ou não coincidir com sua própria opinião pessoal. Penso que essa deva ser a linha mestre da solução da questão. Assim, muito embora eu não conheça os limites de tempo e espaço da redação em questão, se o aluno demonstrou conhecimento sobre o tema, em linguagem correta e precisa, mas manifestando sua opinião pessoal acredita que os direitos humanos são algo desprezível, demonstrando porque pensa dessa forma, obviamente que ele não pode nem deve ser penalizado. Sob outra ótica, é fácil dizer que qualquer coisa se assemelha a esterco, mesmo sem saber o que é ou o que se trata, e nessa linha é necessário averiguar se a expressão foi usada para tentar contornar a completa ausência de conhecimento sobre o tema. Enfim, como ocorre com quase todas as questões, a resposta não é tão simples como se imagina, e dependerá inevitavelmente da análise de cada caso. Porém, não se deve perder o balizamento: redação serve para demonstrar o conhecimento do aluno sobre certos temas do cotidiano, bem como sua capacidade de raciocíno e expressão na nossa lingua.

Condição de possibilidade do Brasil

KRIOK (Procurador Federal)

Em outro local, tive a oportunidade de dialogar com Lenio Streck - aniversariante do dia! -, sobre a temática - exatamente indagando-o se poderia mandar os direitos humanos às favas!
Aqui, a solução é simples - com todo respeito.
Direitos humanos/dignidade da pessoa humana é condição de possibilidade de nossa república.
Ou seja, é princípio fundamental n(d)a CF e norteia nossa atuação internacional!
Lembrar o imperativo categórico de Kaufmann seria interessante; porém, mais ainda, o que ele bem descreve em Filosofia do Direito: não se pode tolerar a intolerância.
Carlos Alexandre de Souza Portugal

Piada...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Quer dizer agora que criticar o "direito dos manos" virou discurso de ódio? O sujeito criminoso contumaz destrói familias e faz do seu oficio agredir a sociedade, mas se insurgir contra isso é "discurso de ódio"?

Cada vez mais eu tenho certeza que todo esquerdista é um ditador em potencial.

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