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Comentários de leitores

9 comentários

Retrocesso e Possível Legalização

Observa-se (Outros - Criminal)

Acho pouco provável que o Congresso Nacional Brasileiro vá seguir adiante com essa proposta retrógrada e completamente absurda.
Ao que tange ao assunto aborto, acredito que o tópico somente deixaria de ser polêmico a partir do momento que for possível uma discussão aberta e frutífera em relação a sua legalização.
Cerca de 80% dos brasileiros acreditam que o aborto tem que ser ilegal, seja por ver como algo errado ou pecaminoso. No entanto, a sociedade precisa entender que enquanto o aborto foi ilegal, as mulheres que não quiserem a continuidade de uma gravidez vão continuar a procurar clinicas ilegais, ou pior, quando não tiverem dinheiro iram fazê-lo com agulha de crochê ou até mesmo cabides (maneiras atrozes de tentar interromper uma vida). Somente quando da sua legalização será possível diminuir o número de abortos.
Existem estudos da OMS comprovando que nos países onde o aborto é legalizado, a taxa de abortos é menor, ou seja, quanto mais se proíbe mais se faz. Os países como Noruega, Uruguai, EUA, tem o aborto legalizado, e as suas taxas são muito menores do que nos países sub-desenvolvidos onde a interrupção da vida é proibida.
A mulher não deve ser punida e nem ser obrigada a dar continuidade a uma gravidez indesejada, é um direito que deve ser analisado e decidido por ela e unicamente ela, sem interferência do Estado ou de Igreja.

https://nacoesunidas.org/oms-proibicao-nao-reduz-numero-de-abortos-e-aumenta-procedimentos-inseguros/

Aborto - ii

O IDEÓLOGO (Cartorário)

As mulheres espanholas possuem ampla liberdade no aborto.
O Código Penal prevê duas hipóteses em que o aborto poderá ser realizado por médico, quando a gravidez significar risco a vida da gestante; ou quando a gravidez resultar de estupro e o aborto for precedido de consentimento da gestante, ou, se incapaz, por seu representante legal.
Enfim, o aborto é direito natural da mulher. O pior é um filho rejeitado pela genitora.

Estupro

. (Professor Universitário - Criminal)

Apesar de ser contrário as posições com viés esquerdista dessa Associação do MP, tenho que aplaudir a posição da articulista.
Realmente, uma mulher e sua família não podem ficar reféns de uma situação de barbárie pelo resto de suas existências.
Como ficaria o marido de uma mulher estuprada que ficasse grávida do estuprador ?
Como deveria se comportar esse marido em relação ao filho do estuprador e que ele, marido, teria de sustentar, criar e manter para sempre ?

Dona do corpo

Observador.. (Economista)

Não da vida humana.
Por mais desagradável que possa parecer, é assim que funciona a natureza.
O bebê não é uma "coisa", um bem que tem um proprietário, que pode descarta-lo como bem quiser.
Se existem países que permitem aborto indiscriminadamente, lamento.
Em um país que tem tolerado tanto desprezo à vida humana( em 17 anos já morreram 1 milhão de brasileiros assassinados) falar de aborto como se não fosse o que é - dar fim a uma existência - é maquiar com palavras algo que está na essência de todos nós; o direito a existir.
A PEC não é um retrocesso ou um avanço.
Põe na pauta um tema delicado.
Tenho a humildade de não ser categórico , no caso de estupro, em dizer como a vítima de uma violência extrema e abjeta deve se portar.
Mas não tratem o aborto como são tratados temas políticos do nosso dia-a-dia.
Não falem só de corrupção, assunto que sequestrou todos as ouras pautas - graves - existentes, como se o dinheiro merecesse mais respeito do que a vida humana.
Respeitem a vida e decidam o melhor.
Não queria ser um a decidir.
Pois minha empatia a qualquer vítima de violência, é derivada do meu respeito à vida humana.

Avanço para a Vida

Holonomia (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Barbárie é a prática do aborto.
É a contradição do materialismo, ao promover a cultura do sexo, o que estimula os instintos mais vis das pessoas, do que o estupro, outra barbárie, é consequência. Um ato bárbaro produz outro, violência gera violência. Irracionalidade acarreta irracionalidade.
O projeto é um avanço, ao reconhecer que vida humana começa na concepção, mas os bárbaros materialistas que destroem nossa civilização decorrente dos valores cristãos não conseguem compreender isso, pois tal realidade é de uma inteligência e sutileza que o pensamento grosseiro dos materialistas e sexistas não compreende.
Um crime não justifica outro, ainda mais contra uma vida que não pode se defender.
De todo modo, mesmo que eu não condene a mulher que aborte por motivo de estupro, também não louvo tal comportamento, porque entendo não ser o mais digno. Portanto, nesse aspecto, o Código Penal não terá sua aplicação alterada.
Sustentar o aborto é negar a dignidade humana, e não defendê-la.
E o pior é que essas pessoas são tão cegas que nem conseguem perceber isso.
Esperemos pela aprovação do projeto.

Inversão de valores

João Paulo Adv (Funcionário público)

No meu sentir, esse texto encerra absurda inversão de valores. Barbárie é o estado autorizar a eliminação da vida humana inocente.
A despeito de a gravidez não resultar da vontade espontânea da gestante, não há ponderação entre valores que possa privilegiar a saúde física, psicológica e emocional em face do valor da vida humana (única e irreproduzível).
Diante do princípio da vida, da dignidade humana, da razoabilidade, da proporcionalidade e da solidariedade, o aborto é uma prática hedionda que só pode ser permitida em caso de risco de vida para a gestante. Parabéns aos congressistas pela PEC, cuja aprovação humanizará ainda mais a Constituição Federal.

Cadê?

Wesler (Funcionário público)

Fico me perguntando onde consta na referida PEC a dita proibição de aborto em caso de estupro (ou nos demais casos permitidos)? A desinformação é assombrosa, inclusive, por parte da dita comunidade jurídica.

Proposta absurda e retrógrada

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Não creio que o Congresso Nacional Brasileiro vá seguir adiante com essa proposta absurda e retrógrada, pois ainda acredito no bom senso do nosso Poder Legislativo. Mas é sempre bom a sociedade estar atenta à tramitação de tais absurdos. Parabéns à articulista pela lucidez do texto!

Retrocesso doentio.

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O Congresso Nacional, se se chamasse de manicômio, não faria nenhuma diferença.
Agora mais essa. Um retrocesso enorme em meio aos esforços de descriminar totalmente o aborto, prática já admitida em outros países.
O aborto deve ser descriminado porque a geração de filho deve ser o resultado de uma vontade bilateral entre homem e mulher.
Mas mais importante ainda do que isso é que a sociedade não pode apropriar-se do corpo da mulher tornando-a refém e submetendo-a a todas as vicissitude que decorre de uma gravidez indesejada.
O fato de a mulher ser dona do corpo que a Natureza atribui a função de albergar a formação de um novo ser da espécie humana, não pode ser causa de uma “capitis deminutio” contra a sua vontade.
Toda mulher deve poder decidir se quer ou não ter filhos, esterelizar-se, enfim, ter total domínio sobre seu próprio corpo. Ninguém pode intrometer-se nisso.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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