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"Professora notável"

Decano do STF lamenta morte da historiadora Emília Viotti da Costa

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, lamentou  a morte da professora Emília Viotti da Costa, uma das principais historiadoras brasileiras. Em nota enviada à ConJur nesta sexta-feira (4/11), o decano do STF diz que conheceu pessoalmente a acadêmica quando foi presidente da corte, no biênio 1997-1999.

Celso conheceu a professora quando presidiu STF, entre 1997 e 1999.
Paula Simas/SCO/STF

“Tenho certeza de que o legado inestimável de sua rica produção acadêmica perpetuará, na memória de nosso país, o alto significado de suas magníficas lições e reflexões sobre o Brasil”, afirmou o ministro, que costuma citar a autora em seus votos.

A professora morreu nesta quinta-feira (2/11), em São Paulo, aos 89 anos, em decorrência da falência múltipla dos órgãos. Titular da cadeira de História da América Latina na Universidade de Yale, ela lançou, em 2001, o livro STF - O Supremo Tribunal Federal e a Construção da Cidadania. Na opinião dela, o Judiciário, apesar dos seus problemas, é o poder que “mais contribuiu para a construção da cidadania no Brasil".

Lembrando o fato de Emília ter sido, em 1969, aposentada da Universidade de São Paulo de forma compulsória pelo governo militar, Celso de Mello afirma que ela foi “vítima” do “arbítrio” do regime. A punição foi baseada no Ato Institucional 5, que, nas palavras do ministro, foi codinome “do terrorismo de Estado que agrediu e desrespeitou uma nação inteira”. Para o ministro, Viotti foi uma professora notável.

O ministro conta que, sem saber da morte da historiadora, havia comprado, coincidentemente, nesta quinta-feira, o livro A Abolição, escrito por ela, que aborda o processo de luta pelo fim da escravidão no Brasil. A obra foi originalmente publicada em 1982 e sucessivamente reeditada pela Editora Unesp.

Revista Consultor Jurídico, 4 de novembro de 2017, 12h09

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