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Comentários de leitores

8 comentários

Mais um artigo que estimula a reflexão

ABSipos (Advogado Autônomo)

As ponderações embasadas do Prof. Lênio me parecem críticas construtivas que deveriam ser levadas em consideração pelos criadores do estudo, talvez para lançar uma versão revisada e lapidada.

Não tive a oportunidade de ler o estudo, mas o que posso dizer que é muito importante e traz um certo ceticismo quanto ao estudo em foco é o fato (seguindo o que o Prof. Lênio disse) de não ter havido comparação do tempo de tramitação de processos similares quando o réu não é beneficiário do foro privilegiado.

Essa é uma falha considerável, a meu ver.

Impactante.

Sã Chopança (Administrador)

O que vou escrever não é propriamente uma crítica ao comentário do Professor Edson, mas apenas uma reflexão posterior. O que mais me interessa no Supremo não é a questão da "medida da eficiência em números", como se o Supremo fosse uma linha de produção industrial. Números são importantes, mas não mais do que o impacto de uma única decisão do Supremo em toda a vida da sociedade. Esse impacto pode ser muito positivo, como quando o Supremo reconhece a Segurança Jurídica como subprincípio do Estado de Direito, ou pode ser drasticamente negativo (sou cristão), como numa decisão sobre aborto, que nada mais é do que um infanticídio antecipado. Diante desses impactos, os números são a meu ver secundários. Supremo não é linha de produção industrial, e a "máquina" pode até ser cara, mas não me parece grande.

Números e números

Ricardo (Outros)

Têm certas coisas que os dados estatísticos não explicam, como, por exemplo, o porquê de os políticos mais graúdos tentarem de todas as formas que suas ações penais sejam julgadas pelo STF ... Isso é bastante sintomático !

Os hermes ressuscitaram em terrabrasilis

Rilke Branco (Outros)

É notável o esforço do Porf. Lênio de explicar a macacos, papagaios (..e burros) o que é o tecnicismo, ao invés do politicismo ou midiatismo de notícias.
Na matemática jurídica atual de apedeutas histéricos, absolver se tornou crime.
A missão do Supremo é fazer Justiça, sob o crivo da Constituição.
Mas estamos cercados de juristas Hermes, com a peculiaridade de tupiniquim que os nossos insistem em ser deuses,,,

Hermes...

Sã Chopança (Administrador)

Deus dos comerciantes e... também dos ladrões. Falsários também poderiam estar entre seus devotos. Falsários, falsificadores de números, de estatísticas, de interpretação de números... percebem a conexão? Tudo conectado.

Realidade

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Embora não se possa olvidar que a Justiça, muitas vezes é ‘lenta, cara e injusta’, os dados estatísticos necessariamente devem estar de acordo com a realidade, e, nesse sentido o esforço é formidável em destrinchar os números, direcionando-os aos fatos.

Números perigosos!!!

JC juris (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Muito bom professor Lenio! Reflexão interessante!
De fato, a situação é preocupante! Com razão a sua preocupação manifestada na coluna anterior sobre o tema!
Verificando outros dados que considerei relevantes quando divulgados "antecipadamente" constatei equívocos graves. Por exemplo, consta do relatório que 4,7% das ações penais prescrevem no STF. Entretanto, alardeava-se em entrevistas e reportagens – antes da divulgação efetiva do relatório - que eram 68%! Nos inquéritos, a informação era de 38,4% de prescrição, quando na verdade o relatório informa que são 2,53%. Misturavam prescrição com declinação de competência!
Sem dúvida, devemos criticar o STF quando cabível, como muitas vezes ocorre em suas colunas, mas isso deve ocorrer com um mínimo de seriedade.
É necessário repensar o foro especial, mas sem o “pré-conceito” equivocado de que o foro especial é o responsável pela impunidade e longe da crença ingênua de que seu fim será a inauguração de uma nova era de responsabilizações.

Simples.

Professor Edson (Professor)

O supremo é uma grande e cara máquina, ineficiente.

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