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A carne fica fraca mesmo é quando vê os holofotes

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51 comentários

Paulo H Costa (2)

Sã Chopança (Administrador)

O seu questionamento é o de vários, então vou esclarecer melhor. O consequencialismo não está no combate à ação policial, mas no ARGUMENTO que Lênio usou. Para ser COERENTE com sua teoria, não-consequencialista, o argumento teria que ser Jurídico, com exclusão de moral, economia, sociologia, etc. Ao argumentar com a questão da repercussão econômica negativa, ele esquece aquilo que vem defendendo em livros e artigos. Mais claro do que isso, só desenhando. Um abraço!

Paulo Henrique Costa...

Sã Chopança (Administrador)

O consequencialismo está na ARGUMENTAÇÃO utilizada por Lênio! De que modo ele argumenta? Com as "consequências econômicas negativas"... É aqui que ele trai flagrantemente o que vem defendendo em seus livros! O problema não é o conteúdo, mas a argumentação! Bons estudos!

Lendo pouco e entendendo nada...

Paulo Henrique P. Costa (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Lendo os comentários e as críticas infundadas (desde quando pedir o cumprimento da lei é consequencialismo??!!) ao articulista, e as confrontando com a clareza do texto, só me resta concluir que nossos bacharéis comentaristas estão lendo pouco... e entendendo nada.

Antropófagos tupiniquins

Macaco & Papagaio (Outros)

O prof. Lênio perde tempo com os desocupados daqui.
A maioria são imbecis de Oiapoque ao Chuí.
Cérebros doentes. que só olham para sua própria carne.
2 míseros laudos policiais; nenhuma defesa sequer na esfera administrativa.
Oh paísinho de juristocratas chifrins - regiamente bem pagos.

Holofotes

Vander (Outros)

Tinha um professor meu que dizia: tem uns caras aí que ao abrir a geladeira já saem dando entrevista!

Direito á privacidade X direito à vida

Joe Tadashi Montenegro Satow (Delegado de Polícia Federal)

É impressionante como alguns dão suma importância ao direito à privacidade, colocando em segundo plano o direito à saúde e à vida, como se a publicidade tivesse maculado a excelente operação deflagrada pela PF. Precisamos rever os conceitos, até porque a população precisa saber o que está acontecendo e conceder entrevista ainda não é crime, mormente por fatos que já estão nos autos e de conhecimento público.

Wdie...

Sã Chopança (Administrador)

Antas adestradas são SEMPRE medíocres. Antas antagônicas só episodicamente.

Comentários

Wdie (Estudante de Direito)

É impressionante o nível dos comentários. O Professor Streck lança uma certeira e republicana crítica ao sensacionalismo empregado pela PF e tem uns que vem aqui dizer que o Professor está defendendo o consequencialismo. Ou não compreenderam bem o texto ou vieram aqui para simplesmente criticar o Prof. Lenio por razões pessoais e medíocres.
O mais espantoso é que a própria Polícia Federal também criticou a atuação do delegado da operação e mesmo assim continuam os comentários aqui contra o Professor. É lamentável!

Lei só para os investigadores?

A Reta Entre Várias Curvas (Outro)

Só existe opção quando se tem informação. Se o mundo sabe que parte de nosso sistema de fiscalização sanitária é corrompida, fato novamente ocorrido para financiar campanhas partidárias, com políticos, servidores e executivos de empresas envolvidos, por certo é que se deve buscar uma outra opção de mercado. Agora causa estranheza Lênio não repudiar a grave violação à ordem jurídica que foi cometida com os crimes de corrupção ativa e passiva. Na hermenêutica o articulista prega a observância irrestrita aos diplomas processuais por parte dos agentes de Estado responsáveis pela condução dos processos e investigações, de outro lado é totalmente leniente com os criminosos e seus agudos desvios éticos.

O espírito de porco nacional

Silvio de Carvalho (Outro)

O brasileiro precisa se decidir se quer um país nos trilhos ou se quer problematizar o que já é problemático.
Que me desculpe o Dr. Lênio, mas não vejo exagero algum. Uma situação como esta, onde está em questão a higidez do sistema de vigilância e inspeção sanitária, NATURALMENTE que geraria grande clamor público e manchetes 'escandalosas'.
Essa discrição que se pretende diante do crime praticado no modelo de organizações criminosas não existe. É impossível. Casos assim SEMPRE, em QUALQUER país do mundo, gera alarido.
Não é questão de certo ou errado. A repercussão é natural.
Como natural é o medo que as pessoas tem - fundado, diga-se de passagem - de comer um alimento contaminado.
Também não veja nenhuma generalização. Ninguém está dizendo que o sistema TODO está podre, como a carne que este mesmo sistema deveria fiscalizar também não está toda podre.
Mas, a pretensão ao silêncio cerimonioso diante do crime não é legítima nem factível.
Digo mais: a publicidade escancarada é saudável num país acostumado a grandes barbaridades cometidas às ocultas.
Deixemos de lado este espírito de porco que dominou o pensamento jurídico nacional. Esse "ora, mas veja bem..."
Este pensamento gerou uma legislação e uma jurisprudência lenientes com o crime. Virou tabu falar em punir. É um Foucaulzismo doente.
Prosseguindo, se o Dr. Lênio come desassombradamente qualquer carne - ou quiçá crie sua própria fonte de proteína em sua "dacha" - problema o dele.
Quero saber tudo o que a Polícia Federal está fazendo.
O crime quem cometeu não foi ela, francamente.
E no crime não há posição em cima do muro.
Ou se é pela punição ou não é, respeitados todos os direitos, de ambas as partes, claro.

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

_Eduardo_ (Outro)

No caso acho que é ... nada melhor que a prática para soterrar toda a teoria.

ps: tenho certeza que o professor lenio terá toda a habilidade de dizer que não quis dizer o que disse, com o perdão do pleonasmo. Ou melhor, dizer que não entendemos o que ele disse, talvez até adjetivando-nos.

ps2: faço essas críticas com muita tranquilidade pois aprecio os escritos do professor, sinceramente. Mas não tenho nenhum tipo de fanatismo e se há contradição ou insuficiência nos argumentos não me furtarei em assim expor meu ponto de vista. O fato de acreditar que o professor já tenha acertado diversas vezes, muito provavelmente, na maior parte das vezes, aliás, não o blinda de críticas e muito menos nos deve cegar para concordar com tudo que ele diz.

Práticos versus teóricos

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ao Eduardo (outro)... vale o velho ditado: "nada mais prático do que uma boa teoria".

Já Respondi!

Sã Chopança (Administrador)

Leiam minhas respostas lá embaixo. O site demora a publicar o que escrevo, porisso a demora.

Cegueira!

Sã Chopança (Administrador)

Não sejam antas adestradas! Tornem-se antas antagônicas! Antas antagônicas veem melhor!

Efeito Halo.

Sã Chopança (Administrador)

Quem não vê a contradição consequencialista de Lênio está sob o "efeito halo", um conceito da psicologia. Quando "santificamos" ou "idolatramos" alguém, tornamo-nos cegos em relação a seus defeitos. Um teórico como Kelsen pode ser acusado de muitas coisas, mas ele sempre foi coerente, até às últimas consequências. Será que podemos dizer o mesmo quanto a Lênio? Por ser "anta antagônica", não estou sob o "efeito halo", porisso pude constatar o posicionamento incoerente.

Eduardo (outro)...

Sã Chopança (Administrador)

Uma rodada de chope para comemorarmos a "virada consequencialista" do teórico Lênio Streck!

PF, MPF e PJ X Playboy e BBB

pj.branco (Advogado Autônomo - Civil)

Via de regra, punir corruptos é uma obrigação das autoridades. Todavia, destruir a economia, com uma consequente ceifação de empregos -e seus outros nefastos efeitos colaterais, já configura outra matéria. Inobstante isso, a CF não atribui ao Poder Judiciário e nem às suas funções esenciais a competência para "induzir, instigar ou auxiliar o circo midiático".
Aos que defendem, depois não reclamem dos efeitos de uma economia ainda mais arruinada. Em contrapartida, pelo menos poderão se deliciar quando alguma bonitona, seja da PF, do MPF ou do Poder Judiciário ilustrar as páginas de alguma revista masculina ou a próxima edição do BBB...
PS: nos EUA e Europa, em situações desse naipe, que envolvem empresas e cujos resultados podem ser desatrosos para a economia, tudo corre com fulcro na informação, e não no circo midiático

R. G. (Advogado Autônomo)

_Eduardo_ (Outro)

Justamente esta é a crítica.

O professor, colunista, ex-mp e hoje advogado sempre defendeu que o direito deveria ser aplicado desvinculado de suas consequências.
A coluna é um ode ao consequencialismo. Se ele foi coerente com a linha que já vinha traçando na questão da lava jato, criticando a hiperexposição dos investigados/acusados ao jugo da mídia, não ao vincular a atuação dos órgãos públicos e as decisões judiciais que autorizaram ao consequencialismo.
Remanesce a pergunta feita. Deveriam os juízes que autorizaram determinadas diligências terem prevaricado por causa das consequências? Por óbvio que não.
E isso no texto não é explícito, foi colocado nas entrelinhas ao fazer alusão ao fato de determinadas diligências terem sido autorizadas por decisão judicial.
O professor colocou no mesmo bolo a crítica a hiperexposição com as decisões que de alguma forma ou outra compuseram esta operação, como se houvesse outra coisa a ser feita se havia indícios para deferimento das medidas. Neste ponto a coluna é essencialmente consequencialista e absolutamente contraditória.
Passe os olhos no texto novamente e fica claro que

Adianta dar nome e não poder punir os bois?

Jivago (Outros)

Alguns comentaristas da conjur parecem perder o fio da meada. Não é só a questão da forma como a notícia foi veiculada. Foram vazadas escufas sigilosas, o q pode tornar a prova nula. De que adianta dar nome aos bois se, por uma ilegalidade,vc n puder punir eles?

Quanto ao que disse o usuário Sã Chopança, pelo q da pra depreender do texto, as consequencias ruins vieram exatamente da má aplicacão da lei. Tivessem tido o zelo necessario, por ex, teriam observado que no grampo falavam do envelope de papelao, n sobre botar papelao na carne.

WLStorer

Fabio F. Moraes Fernandez (Outros)

Foi dito que se utilizou os dois. Segue nota técnica de acordo com os elementos que se tem:
uso de aditivos em produtos cárneos

Segundo veiculado pela impressa, um estabelecimento realizava “maquiagem” de carnes supostamente estragadas mediante adição de ácido ascórbico, produto que foi divulgado como sendo cancerígeno.

O ácido ascórbico é um aditivo alimentar (INS 300) autorizado para uso em alimentos, segundo as Boas Práticas de Fabricação (BPF), conforme determinado pela Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 45, de 3 de novembro de 2010, da ANVISA. A referida RDC incluiu as funções do ácido ascórbico conforme estabelecido no Codex Alimentarius, de modo que seu uso não representa risco à saúde.

Por se tratar de um aditivo alimentar, seu uso apenas é autorizado quando previsto nas categorias de alimentos e nas funções permitidas nos Regulamentos Técnicos específicos. No caso dos produtos cárneos, o Regulamento Técnico de referência é a Instrução Normativa MAPA nº 51, de 29 de dezembro de 2006, que adota o Regulamento Técnico de Atribuição de Aditivos, e seus Limites das seguintes Categorias de Alimentos 8: Carne e Produtos Cárneos, o qual permite o uso deste aditivo nos produtos cárneos na função de antioxidante, sem restrições quanto ao limite de uso. É também permitido o uso do aditivo lactato de sódio (INS 325) nos produtos cárneos como regulador de acidez, sendo que, igualmente, não há restrições de uso.

O Ácido Sórbico (INS 200) é um aditivo alimentar autorizado para uso nos produtos cárneos como agente conservador no tratamento de superfície, nas seguintes categorias de produtos: produtos cárneos industrializados secos, curados e/ou maturados ou não (ex.: salame ou presunto cru, entre outros) e nos produtos cárneos salgados crus (e

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