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Desigualdade de gênero

Advogadas do RJ recebem 25% menos que homens e têm ascensão mais lenta

Embora sejam praticamente metade (49,4%) da advocacia do Rio de Janeiro, as advogadas mulheres do estado ganham 25% menos que os homens, levam mais tempo para subir na carreira, são minoria entre advogados que empregam outros colegas e ainda sofrem variados tipos de assédio. O levantamento é da Caixa de Assistência de Advogados do RJ (Caarj), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

De 2010 para cá, as mulheres passaram a ocupar mais espaço. Houve um crescimento de 66,6% do número de advogadas neste período, contra 32,4% dos homens. As mulheres também são maioria em quase todas as faixas etárias: o número de advogados homens só supera o de mulheres na faixa etária de 60 anos para cima.

O levantamento feito pela Caarj mostra que as mulheres são a maioria entre os advogados que não exercem a profissão e minoria nas instituições que representam a advocacia. Atualmente, das 63 subseções da OAB no estado do Rio, apenas nove têm mulheres na presidência, o que representa apenas 14,3% do total.

Segundo Naide Marinho, secretária-geral da Caarj e coordenadora do levantamento, entre os principais pontos de reclamação de advogadas estão a garantia de equipamentos e prioridade para as gestantes nos fóruns, conseguir melhorias na formação, melhorias no serviço policial especializado para o enfrentamento de violência contra as mulheres, a dupla jornada profissional e doméstica, a falta de apoio do Judiciário por não entender o acúmulo de atividades das mulheres e as questões salariais e de crescimento profissional.

Campanha
Para equilibrar os números em relação aos homens, afirmar os direitos das mulheres e alertar contra o assédio, a Caarj vai lançar, junto com o Movimento da Mulher Advogada, a campanha "Advocacia: Profissão de Mulher". "Queremos conscientizar sobre o assédio moral, sexual e financeiro que as mulheres advogadas sofrem", diz Naide.

"A situação da advogada não é diferente das outras carreiras. A mulher é menos valorizada e sofre assédio. O fato da advogada ser autônoma ainda prejudica a licença maternidade. Muitas mulheres advogadas voltam a trabalhar um ou dois meses depois de terem seus filhos e não é incomum ver advogadas amamentando nos fóruns", explica.

Clique aqui para ler a íntegra do levantamento.

Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2017, 11h52

Comentários de leitores

5 comentários

E o vitimismo continua

Pé de Pano (Funcionário público)

Como sempre, papinho vitimista, baseado em fontes duvidosas...
Todos tem que ganhar por meritocracia, independente de sexo. Eu não sei de onde tiram essa ideia de que mulher ganha menos. O que está parecendo é que pegaram dois casos: enquanto um advogado pegou um caso grande, de indenização milionária, uma advogada pegou um casinho nalgum Juizado Especial envolvendo direito do consumidor, e daí, compararam quanto cada advogado recebeu e jogaram nas "estatísticas"!

Todos já sabem a solução disso...

incredulidade (Assessor Técnico)

A tal desigualdade, se existe, é da esfera privada concordam?
Como compensar isso? Dando cotas e adicionais de honorários CONTRA O ESTADO.
Pois é..
Sobre a pesquisa, estou curioso para conhecer o escritório que estabelece salários diferenciados entre homens e mulheres.
Eu mesmo só tive advogadas até hoje em todas as minhas demandas. E não foi porque eu escolhi uma mulher.
Foi porque procurei a melhor representação para aquele caso.

Delírio da opressão ataca novamente

Rennan Santana da Motta (Advogado Autônomo)

Vergonhosa tentativa de divisão das pessoas em classes sob a denominação de "gênero". Acaso a tabela da OAB propõe divisão de cobrança de honorários dependendo do sexo do advogado??Tenho certeza de que qualquer mulher que se respeite, ao invés de chorar, busca aperfeiçoar seu profissionalismo. Melhor livro para desnudar essa desonestidade do discurso de gênero é o "Sexo Privilegiado" de Martin Van Creveld. Recomendo a pesquisa sobre desigualdade de gênero em profissões com alto índice de acidente de trabalho, periculosidade e insalubridade, daí procuraremos alguém reivindicando igualdade nessas condições...

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