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Comentários de leitores

10 comentários

Retificação sim

Teresa Batista (Professor)

Caro estudante, numa coluna anterior seu Mestre afirmou que o direito não abriga escolha arbitrária. Tá lá. Escolha. Derrida fulminou a tese de que decidir não é escolher. Também na resenha, fala em estrutura. Nunca o seu Mestre falou nisso. Que eu saiba, só meu ex-professor no texto sobre espinosa fala em estrutura ao vez de sistema, além de ter indicado, de forma pioneira no Brasil, três níveis de interpretação. Aqui, nem o primeiro nível foi desenvolvido. Mas não adianta tentar sufocar. Quem quiser é só ler: http://emporiododireito.com.br/a-licao-politico-hermeneutica-de-espinosa/

Prezada Professora Tereza Batista

Estudante Dir. (Outros)

com todo respeito, acredito que a senhora se equivocou. A tese, corretamente compreendida, permanece a mesma. E a resenha é clara nisso. Defender que há “respostas jurídicas melhores (constitucionalmente adequadas) que outras” não conflita com a tese que diferencia decisão de escolha. Ambas são teses que reforçam a responsabilidade interpretativa do juiz, que criticam o decisionismo judicial e etc. O plural se refere à pluralidade de decisões. Por “melhores” se quer dizer que não há equivalência epistêmica entre alternativas. Como a resenha diz acima: “O grande ponto de encontro entre Gadamer e Dworkin estaria na defesa de verdades na interpretação”. Ao longo de Verdade e Consenso, Streck deixa claro que a tese não se trata de uma única resposta correta no sentido de um absoluto fora do mundo e do tempo (com ranço de metafísica ontoteológica), se era isso que a senhora supunha que ele defendia. Mas há verdade para além disso, como a hermenêutica ensina. Ademais, esse novo livro esclarece a antropofagia que a Crítica Hermenêutica do Direito faz de Dworkin. Poderá esclarecer sua dúvida a partir das palavras do próprio autor.

Retificação em voz baixa?

Teresa Batista (Professor)

Parece que o Lenio retificou sua tese. Li um artigo de um ex-professor meu que destroça a tese de que decidir não é escolha. Quem tiver interesse é só ler: https://lavrapalavra.com/2017/03/06/a-aporia-de-dworkin-e-a-recaida-na-metafisica-da-presença.

Doutor marcos alves pintar - (adv. Aut. Previdenciária)

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O escopo de tornar o Direito acessível ao "Homem-Massa", para utilizar a expressão do filósofo espanhol, José Ortega y Gasset, é defendido pelo Ministro Luís Roberto Barroso.
A expansão dos cursinhos preparatórios para concurso públicos, o uso de Manuais, que a maioria dos juristas repugna, constitui, pelo referido Ministro, uma forma de expandir o conhecimento dos textos legais.

Quer dizer que o Lenio retificou suas teses?

Teresa Batista (Professor)

Quando li a resenha, tomei um susto; vi que o Lenio retificou algumas teses. Já não fala em decidir não é escolher. Essa tese foi destroçada por um professor com base em Derrida. Basta ler: https://lavrapalavra.com/2017/03/06/a-aporia-de-dworkin-e-a-recaida-na-metafisica-da-presenca-1/. Agora fala melhores respostas no plural.
Estranho. Muito estranho.

Crise do ensino jurídico

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escritor e jurista. Trata-se de um grande jurista o Dr. Lênio Streck . Relativamente à crise do ensino jurídico, somos favoráveis a melhoria do ensino jurídico e contrário a qualquer tipo de exploração dos cativos da OAB.É sempre bem vinda toda e qualquer medida visando melhor qualificação e a inserção no mercado de trabalho dos nossos jovens e idosos advogados.
O que pouca gente sabe, é que o caça-níqueis exame da OAB não foi feito para medir o conhecimento de ninguém. Foi criado e calibrado exclusivamente para arrecadar fundos e restringir excesso de profissionais no mercado de trabalho. Basta computar os preços dos cursinhos, altas taxas de inscrições, enquanto as taxas do ENEM são apenas R$ 65, as da OAB aumentaram na calda da noite para R$ 260, um assalto ao bolso.E como diz os especialistas "a metodologia mais apropriada, tem que ser a do “learning doing” (aprender fazendo) ou seja via práticas jurídicas nas próprias universidades, bem como estágio supervisionado em escritórios de advocacia credenciados pela OAB ou nos próprios Tribunais".
Há 21 nos OAB vem se aproveitando da omissão e (ir) responsabilidade dos nossos governantes para impor a excrescência, o nefasto, pernicioso e inconstitucional, caça-níqueis exame da OAB (uma chaga social que envergonha o país), triturando sonhos e diplomas, gerando desemprego e doenças psicossociais e até agora sem credibilidade, não provou a que veio e não resolveu o problema da baixa qualidade do ensino superior.
Nenhum brasileiro épico, probo, de inteireza e caráter, defensor dos direitos humanos, é contra a melhoria do ensino. O exame OAB por si só não qualifica, se assim fosse não teríamos advogados na criminalidade (..) lava jato.

Casoconcreto é Puxa Saco!

Sã Chopança (Administrador)

Site, deixe passar! Só essa!

Sã Chopança é invejoso

Ulysses (Professor Universitário)

Que feio. Tom Jobim sabiamente disse: no Brasil, fazer sucesso é ofensa. Sã Chopança se sentiu ofendido. Não se segurou e lascou: Aboud (com um b só) cita Lenio que cita Aboud. A inveja é uma m... mesmo.

Desafio do momento

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sob meu ponto de vista, tornar o mundo do direito mais acessível às massas é o grande desafio do momento, já que diante da tecnicidade do direito e dos interesses corporativistas o grande público acaba tendo uma visão distorcida do fenômeno, em que pese o cresce interesse. Assim, sem conhece a obra e já antevendo sua apurada qualidade técnica, considero a obra esplêndida quanto a seus objetivos, lançando votos de que cumpra sua finalidade.

Panelinha.

Sã Chopança (Administrador)

Lênio cita Aboud, que cita Lênio, que cita Aboud...

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