Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Análise técnica

Defesa de Temer pede suspensão de depoimento até perícia de áudio

Por 

O presidente Michel Temer (PMDB) pediu nesta quarta-feira (31/5) ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para que seu depoimento à Polícia Federal seja depois de concluída a perícia da gravação feita pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Temer é investigado pela prática dos crimes de corrupção passiva, embaraço à investigação da “lava jato” e organização criminosa durante o exercício da função.
Reprodução

O ministro é relator do inquérito em que Temer é investigado pela prática dos crimes de corrupção passiva, embaraço à investigação da “lava jato” e organização criminosa durante o exercício da função.

Nesta terça-feira (30/5), Fachin autorizou, a pedido da Procuradoria-Geral da República, que o presidente deponha por escrito. O peemedebista é citado nos depoimentos de colaboração premiada de executivos do grupo JBS.

Na petição, o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, alega que seu cliente não pode prestar depoimento porque ainda não está pronta a perícia conduzida pela PF no áudio gravado por Joesley da conversa que teve com o presidente.

A PGR já disse que, independentemente da perícia técnica do material, as confissões do presidente Temer, em pronunciamentos públicos, de que recebeu o empresário provam a existência da conversa gravada e o seu conteúdo.

De acordo com documento enviado a Fachin por Rodrigo Janot, procurador-geral da República, apesar de a defesa de Temer alegar ilicitude da gravação e questionar a qualidade técnica do áudio, o presidente não negou o encontro nem o diálogo “noturno e secreto” com Joesley. “Tampouco nega que o colaborador tenha lhe confessado fatos criminosos graves, o que demandaria, no mínimo, comunicação de trais crimes às autoridades competentes”, diz a petição. Na conversa, o empresário conta a Temer que corrompe agentes públicos.

Inq 4.483

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2017, 15h53

Comentários de leitores

2 comentários

Abuso do direito

Gelson de Oliveira (Servidor)

Onde está a Ordem dos Advogados do Brasil, que não vê um absurdo desse ? Até onde vai o limite da ampla defesa ? Como é que um interrogado vai determinar à autoridade policial o que lhe pode ser perguntado ? Trata-se de um total absurdo.

O Osso!

Sã Chopança (Administrador)

Não largam o osso! É preciso arrancar deles.

Comentários encerrados em 08/06/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.