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Julgamento jurídico

Não cabe ao TSE resolver crise política, afirma Gilmar Mendes

Não cabe ao Tribunal Superior Eleitoral resolver a crise política instalada no país, afirmou nesta segunda-feira (29/5) o presidente da corte, ministro Gilmar Mendes, ao falar sobre o julgamento que pode cassar a chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), eleita em 2014 e denunciada por abuso de poder econômico na campanha.

"Tribunal não é instrumento para solução de crise política", diz Gilmar Mendes. Carlos Moura/SCO/STF

Diante de diversas notícias afirmando que haveria um pedido de vista na corte para dar uma espécie de sobrevida a Michel Temer, Gilmar Mendes disse que o pedido deve ser encarado como um fato normal diante da complexidade do processo, que conta com um relatório de mais de mil páginas.

"Há muita especulação na mídia se haverá ou não pedido de vista. Se houver pedido de vista, é algo absolutamente normal, ninguém fará por combinação com esse ou aquele intuito. Também não cabe ao TSE resolver crise política. Tribunal não é instrumento para solução de crise política. O julgamento será jurídico e judicial", afirmou, ao participar de evento da Associação Brasileira de Planos de Saúde, em São Paulo.

O julgamento está marcado para ser retomado no dia 6 de junho. No despacho, foram definidas quatro sessões para a análise do processo, que serão feitas nos dias seguintes. Apesar da tensão em torno do caso, o presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal disse que a expectativa é que o julgamento seja tranquilo.

Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2017, 11h51

Comentários de leitores

2 comentários

Preferência.

Sã Chopança (Administrador)

Pessoalmente, eu gostaria que o TSE tivesse outro Presidente.

Ministro "militante".

Professor Edson (Professor)

O Gilmar faz de tudo, recebe ligação do Serra e muda o voto, trabalha em benefício do escritório da esposa, recebe ligação de bandido político pra ser favorável à tal projeto de lei, solta bandidos que mereciam ficar presos, usa o cargo para favorecer os interesses de sua Fazenda, enfim, sorte dele que aqui é o país da impunidade, caso contrário o impeachment não seria nada e cadeia muito pouco, e agora que seus representantes políticos caíram na malha fina da lava jato ele quer mudar o entendimento de prisão depois do segundo grau de condenação, esse ministro deve ser a ferramenta indireta para acabar com indicações políticas no supremo, ele claramente deixa claro o quão nocivo são essas indicações, uma verdadeira imoralidade.

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