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Mais preventivas

Moro manda prender preventivamente ex-gerente da Petrobras e ex-banqueiro

Investigados por operações financeiras feitas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo no Benin, no oeste África, um ex-gerente da Petrobras e um ex-banqueiro tiveram a prisão determinada nesta sexta-feira (26/5). 

Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, que trabalhava na petroleira, foi preso preventivamente, enquanto José Augusto Ferreira dos Santos, ex-controlador do banco BVA, teve sua prisão temporária decretada. Ambos, por ordem do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Além dos mandados de prisão, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva nos estados do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. 

De acordo com o Ministério Público Federal, os investigados são suspeitos de terem recebido mais de US$ 7 milhões em propinas da empresa Companie Beninoise des Hydrocarbures SARL (CBH) entre 2011 e 2014. O dinheiro estaria em cinco contas na Suiça e nos Estados Unidos.

A CBH pertente ao empresário português Idalecio Oliveira e foi responsável pela venda de um campo seco de petróleo em Benin, na África, para a Petrobras, em 2011. Segundo os investigadores, nesta negociação houve pagamento de propina intermediado pelo lobista João Augusto Rezende Henriques, operador do PMDB no esquema da Petrobras. Preso desde setembro de 2015, o lobista já foi condenado na "lava jato" a sete anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPF, a investigação foi iniciada em agosto de 2015, a partir da cooperação internacional com a Suíça. Documentos enviados pelo Ministério Público daquele país teriam comprovado o pagamento de subornos num total de US$ 10 milhões (cerca de R$ 36 milhões) para concretizar a aquisição pela Petrobras de campo de petróleo em Benin, na África, por US$ 34,5 milhões. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

*Texto alterado às 12h45 do dia 26 de maio de 2017 para correção.

Revista Consultor Jurídico, 26 de maio de 2017, 11h44

Comentários de leitores

1 comentário

Por favor....

Professor Edson (Professor)

Mais preventivas e mais roubos, né conjur?

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