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Crise na Cracolândia

Prefeitura de São Paulo quer internar usuários de drogas compulsoriamente

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Comentários de leitores

4 comentários

Bem mais simples

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Na chamada "cracolândia", não existe nenhum zumbi. O que existe são pessoas doentes, em grave estado de deterioração psíquica, precisando de assistência específica do Estado. O tratamento para viciado em drogas, notadamente crack, exige competência. No entanto, tanto na Prefeitura de São Paulo, como no próprio Estado de São Paulo, vige uma mentalidade no sentido de que uma vez investido em um cargo público, inclusive na área da saúde, a pessoa supostamente "ungida" terá pela frente uma vida de glorias e prazeres indescritíveis, com estabilidade e nenhuma responsabilidade. Os profissionais da saúde envolvidos com a função, de uma forma geral, pouco se diferenciam dos usuários de crack existentes na "cracolândia" no que tange à fixação mental. Enquanto os "drogados" ficam dependentes quanto à ideia de uso da substância, o que lhes acarreta grave perturbação psíquica, os servidores e agentes públicos mantém fixação na ideia de que os cargos existem para satisfazer os interesses deles próprios, e assim não se empenham no tratamento aos doentes, e sequer se envergonham em face à situação gerada, amplamente divulgada mundo a fora. Nessa linha, da mesma forma que os doente precisam de tratamento, também o serviço público necessita de uma urgente terapia, acabando com os privilégios, altos vencimentos e reiterada incapacidade técnica no exercício das funções.

MP x DP tragédia

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

leiam o senso. Antes da lei 11343 o número de zumbis na cracolândia girava em torno de 3000, depois ultrapassou os 30000. A Defensoria conseguiu uma liminar proibindo a PM de abordar pessoas na cracolândia, e o local passou a zona franca do tráfico de drogas mantendo os dependentes na escravidão do vicio. A situação ficou tão difícil, que comummente a televisão mostra agentes sendo roubados. Na última um agente de saúde é agredido e rapidamente levam a bicicleta, o relógio, e só não lhe levaram a vida porque a PM agiu rapidamente. Agora esta besteira do MP e da Defensoria. Primeiro que espalhar as pessoas facilita a abordagem e a proposta de tratamento, bem como dificulta a vida do traficante, que não terá mais uma orda de mortos vivos a sua porta a implorar drogas; segundo que ninguém, ou pouquíssimos deixarão as drogas no ambiente da cracolândia. A quem interessa manter os zumbis?

Impossibilitado mental

Jorge Luiz Medeiros da Cunha (Professor)

O usuário de drogas, além de usar o crack precisa também roubar para comprá-la porque não recebem de graça. O MP que fica nos ares condicionados não acompanham os grupos que tratam dos viciados para entender in loco a realidade de cada vida que está se exaurindo por falta de uma decisão que possa recuperá-los. Se uma primeira medida não está adequada porque o MP ao invés de criticá-la dê idéias para acabar com a cracolândia que nenhum prefeito enfrentou para acabar. O que não pode deixar é uma feira livre de crack e nada ser feito. Além de matar as pessoas a cada dia, é uma afronta a vida que é de responsabilidade do poder público. Os primeiro passos foram dados, agora falta o apoio da sociedade para que tudo não volte para estaca zero. Ouvi mais críticas do que idéias concretas para acabar. Porque a cracolândia perpétua e ninguém enfrentava? No meu entender deixar nas mãos de um viciado de alto grau para decidir os seus destinos é como deixar uma decisão nas mãos de uma criança. Muitos que foram levados compulsoriamente hoje agradecem pela recuperação. O MP tem que sair dos gabinetes, parar de criticar, participar da montagem do programa e idéias.

O Silvio Berlusconi brasuca

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Lamentável! Elegeram um Prefeito inapto, que não sabe exercer sua função.

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