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Respostas a Temer

J&F nega edição em áudios de Joesley e defende delação premiada

Depois que o presidente Michel Temer classificou de "fanfarronice" e "conversa de porões obscuros" o diálogo gravado pelo empresário Joesley Batista, o Grupo J&F defendeu a postura de seu presidente e dono. Em nota, a companhia disse que a delação premiada "está permitindo que o Brasil mude para melhor".

Joesley gravou o presidente Michel Temer durante reunião no Palácio do Jaburu que não foi registrada em agenda oficial. No encontro, relatou diversos crimes. Por não ter denunciado o que ouviu, Temer está sob o risco de sofrer um impeachment.

"Fica cada vez mais claro que não seria possível expor a corrupção no país sem que pessoas que cometeram ilícitos admitissem os fatos e informassem como e com quem agiram, fornecendo indícios e provas", diz a empresa.

O grupo, que é dono da JBS, também rebate as acusações da defesa de Temer, de que o material entregue à PGR e vazado à imprensa sofreu edições. "Quanto ao áudio envolvendo o presidente Michel Temer, Joesley Batista entregou para a Procuradoria Geral da República a íntegra da gravação e todos os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado."

Sobre o perdão concedido aos delatores, os irmãos Wesley e Joesley Batista, que não estão cumprindo qualquer medida cautelar ou pagaram qualquer compensação pelos crimes confessados, a J&F explica que as benesses são resultado de uma colaboração "muito diferente de todas que já foram feitas até aqui".

"Quanto mais sólida e forte uma delação, maiores os graus de exposição e desgaste dos delatores. No caso dos sete executivos, eles assumiram e ainda assumem um enorme risco pessoal, com ameaças à sua vida e à segurança da sua família."

Leia a nota da J&F:

A J&F considera fundamental ressaltar a importância do mecanismo da colaboração premiada, que está permitindo que o Brasil mude para melhor. Fica cada vez mais claro que não seria possível expor a corrupção no país sem que pessoas que cometeram ilícitos admitissem os fatos e informassem como e com quem agiram, fornecendo indícios e provas.

A colaboração de Joesley Batista e mais seis pessoas é muito diferente de todas que já foram feitas até aqui. Além da utilização de ação controlada com autorização judicial, houve vastos depoimentos, subsidiados por documentos, que esclarecem o modus operandi do cerne do sistema político brasileiro.

Quanto mais sólida e forte uma delação, maiores os graus de exposição e desgaste dos delatores. No caso dos sete executivos, eles assumiram e ainda assumem um enorme risco pessoal, com ameaças à sua vida e à segurança da sua família.

A negativa de denúncia e o perdão judicial são previstos pela legislação em vigor. A possibilidade de premiação excepcional para uma colaboração igualmente excepcional é de grande importância para o êxito do mecanismo da colaboração premiada.

É natural que, nesse momento, em função da densidade das delações, surjam tentativas de desqualificá-las.

Quanto ao áudio envolvendo o presidente Michel Temer, Joesley Batista entregou para a Procuradoria Geral da República a íntegra da gravação e todos os demais documentos que comprovam a veracidade de todo o material delatado.

Não há chance alguma de ter havido qualquer edição do material original, porque ele jamais foi exposto a qualquer tipo de intervenção.

Joesley Batista e outros colaboradores ressaltam a sua segurança com a veracidade de todo o conteúdo que levaram ao conhecimento do Ministério Público. Eles não hesitarão, se necessário, em fornecer os meios para reforçar as provas que entregaram."

Revista Consultor Jurídico, 21 de maio de 2017, 13h52

Comentários de leitores

1 comentário

Edições

Angelo Frizzo (Contabilista)

Sempre que um áudio e/ou vídeo desse tipo ficam 24 horas para serem "liberados" pela justiça, como aconteceu neste caso, ficam dúvidas quanto a manutenção de sua integridade (sem edições).É também "estranha" a QUALIDADE do som e imagens que vieram a público pois que nos dias ATUAIS, é difícil acreditar que o Sr Joesley não tenha condições de comprar um aparelho (telefone ou gravador) de melhor qualidade. Eu mesmo com meu telefone de 300 reais, gravo discursos a mais de 10 metros com melhor qualidade.
Por outro lado, acho também que a J&F tem razão em suas declarações quanto ao perigo (temos exemplos recentes) que correm seus dirigentes que fizeram as delações COM PROVAS. Fizeram um favor ao Povo Brasileiro e precisam ser protegidos. Até porque, delatores SEM PROVAS, ladrões confessos de empresas publicas e privadas, ao delatarem e fazerem devolução de um mínimo do valor roubado, TIVERAM SEU DINHEIRO LAVADO e sua liberdade concedida para gozarem dele.

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