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Quebra de confiança

Escritório do ministro Sepúlveda Pertence deixa defesa de Joesley Batista

O escritório do ministro Sepúlveda Pertence, aposentado do Supremo Tribunal Federal e hoje advogado, deixou a defesa de Joesley Batista, dono da JBS e do Grupo J&F. Ele representava o empresário em diversos processos criminais, especialmente relacionados à operação greenfield, que investiga fraudes em contratos com fundos de pensão de funcionários de estatais.

Joesley quebrou relação de confiança com escritório, diz Evandro Pertence.
Reprodução

Segundo Evandro Pertence, sócio do escritório, houve “inquestionável quebra da confiança indispensável entre cliente e advogado”. “Fomos surpreendidos com absolutamente tudo o que a imprensa divulgou esta semana sobre as atividades subterrâneas de Joesley e cia., das quais nunca nos fora dada qualquer notícia”, disse, neste domingo (21/5).

A desistência foi protocolada na Justiça Federal na quinta-feira (18/5), um dia depois de o jornal O Globo ter divulgado trechos da delação premiada de Joesley.

Além da greenfield, o escritório do ministro Pertence também acompanhava inquéritos relacionados às operações sépsis e cui bono. Ambas são desdobramentos da operação “lava jato”. A primeira investiga fraudes ligadas ao Fundo de Loterias, da Caixa Econômica Federal. A última, fraudes em contratos de empréstimo com a Caixa.

Revista Consultor Jurídico, 21 de maio de 2017, 17h09

Comentários de leitores

5 comentários

Sabe de nada, inocente!

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

"Esse Joesley é mais esperto do que qualquer advogado. Especialista em dribles da vaca.".
Sozinhos eles seriam incapazes de se transferirem para o exterior.
E o mais "baratinho" foi o Procurador Eleitoral... Por cinquentinha ele estava na prateleira.

Um homem de honra

Observador.. (Economista)

Frase:
"“Fomos surpreendidos com absolutamente tudo o que a imprensa divulgou esta semana sobre as atividades subterrâneas de Joesley e cia., das quais nunca nos fora dada qualquer notícia”, disse, neste domingo (21/5)."

Ainda há pessoas assim no Brasil.

A OAB e as delações

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Este caso demonstra claramente a necessidade do debate e da fixação de uma diretriz para o trabalho dos Advogados na defesa em processos criminais (e alguns das outras esferas) e dos Advogados que assistem aquelas pessoas que escolhem fazer a colaboração premiada. Como é possível uma situação dessas ? Então os Advogados estão fazendo a defesa do réu/investigado em processos criminais e outros Advogados assistem a mesma pessoa em colaboração premiada e "ação controlada" de forma independente, sem que os Advogados que atuam nos processos criminais tenham conhecimento do que está sendo feito. Essa situação é esdrúxula. Isso precisa ser regulamentado.

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