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Preconceito de gênero

Ministras são mais interrompidas que ministros, diz Cármen Lúcia em sessão

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O preconceito de gênero está presente nas altas Cortes jurídicas do mundo inteiro. Pelo menos é o que aponta estudo citado pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, na sessão desta quarta-feira (10/5). Segundo ela, as magistradas mulheres de tribunais constitucionais são interrompidas, em média, 18 vezes mais do que os homens.

O estudo vai ao encontro de um levantamento feito por uma universidade norte-americana sobre o comportamento dos juízes da Corte máxima daquele país. A afirmação de Cármen Lúcia ocorreu após um debate sobre quem tinha direito à palavra.

Antes de passar a vez para a ministra Rosa Weber, ela ironizou. “A ministra Sotomayor (dos EUA) me perguntou como é isso no Brasil. Eu disse: lá, em geral, eu e a Rosa, não nos deixam falar. Então, não somos interrompidas”, exagerou. O ministro Gilmar Mendes também entrou no clima de descontração e teve a concordância da presidente do STF ao afirmar que os apartes devem acontecer “por inveja” dos homens.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 11 de maio de 2017, 10h53

Comentários de leitores

11 comentários

Vitimismo de quem não tem pulso firme

O Ninfador (Outros)

Sei o porquê da ministra passiva está queixosa: é porque se contentou em ser uma figura decorativa e omissa na suprema corte e depois do leite derramado, não tem mais volta, então ministra, aceite que dói menos!
O Brasil sabe quem é que manda naquele tribunal partidarizado e metido a "legislador"!
Quem manda no "STFarsa" é o "quarteto mágico": Gilmar, Toffoli, Barroso e Lewandowski, e a ministra onde fica nisso? Ela diz amém, amém e amém ao quarteto, aceitando passivamente as estripulias, mazelas e as decisões estapafúrdias dos ministros, principalmente do quarteto!
Numa análise geral, se as mulheres naturalmente são mais tagarelas do que os homens, entende-se o porquê de serem mais interrompidas!

Fatos!!!

Maxuel Moura (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Creio que fatos não se discutem, apenas se ocorreu ou não ocorreu.

Vejo que a ministra se baseou em um estudo que comprovou a ocorrência do fato narrado.

Se a ocorrência de tal fato é decorrente da discriminação de gênero, é outra história, mas vão negar o fato de que são mais interrompidas que os pares masculinos? E por que são mais interrompidas? Qual o motivo?

Sinceramente, se não sabem diferenciar "fato" de "opinião" é inócuo tentar falar sobre discriminação, o nível de conhecimento está aquém para tal.

Homemexplicacão

Letícia França (Servidor)

Não importa o quão inteligente e sucinta você seja, sempre haverá um homem para te interromper, constatar o óbvio explicar minunciosamente aquilo que você dá aula há décadas. Queria eu que fosse apenas o pedantismo e a condescendência arraigada no ego da raça humana,

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