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Senso Incomum

Livre apreciação da prova é melhor do que dar veneno ao pintinho?

Comentários de leitores

11 comentários

A questão é de confiança no Estado

Érico Pontes Régis (Auditor Fiscal)

Aquela sociedade primitiva aceitava a condenação ou a absolvição dos seus integrantes pelo Estado, que a seu juízo definia qual "veneno" faria o pintinho ingerir. Mas essa confiança poderia ser quebrada, caso a condenação fosse considerada totalmente injusta pela sociedade. Se os meios pelos quais o Estado contemporâneo mantêm a confiança da sociedade não forem minimamente aceitáveis, estará fadado ao colapso.

Relativismo

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Parece que o relativismo, espécie de tumor maligno que se instala no intelecto humano corroendo certezas, ideias, valores e princípios impôs-se gradativamente - em todos os sentidos – jurídidico, moral, religioso ..., resumindo se na frase ‘existe minha verdade e tua verdade, mas não a verdade'.
Na política, reina a certeza de que nada é verdadeiro ou falso ['política é como a forma das nuvens'], bom ou mau, definitivo ou transitório, cuja reconfiguração máxima atual é o 'relativismo puro' - representado pelo 'bolchevismo mafioso' assimilado gradativa e insidiosamente pela técnica gramsciana [Antonio Gramsci] que erigiu condutas criminosas, a simples erros, perdoáveis pela infinita leniência.
Agregou-se ainda certo apologismo apedeuta, cujos efeitos podem se vislumbrar no presente e no futuro com consequências sobre o desenvolvimento sócio político do País tremendamente nefastas.
Pero, também parece que ‘ainda há juízes’ e, mais, que vão ‘além das sandálias.

P-values

Rodrigo Beleza (Outro)

Também seria necessário demonstrar que o valor-p da hipótese exclui a hipótese nula, (p maior que .05) ou que o efeito observado não pode ser atribuído a um evento aleatório.
De fato, não dá para usar Bayes para demonstrar a existência de um fato (ficou engraçada essa construção), mas para demonstrar uma possível relação de causalidade em uma pesquisa, ou onde é mais provável encontrar um elétron em um intervalo de tempo, a taxa de acúmulo de erros no DNA após determinados ciclos de replicação, etc.
Esta tira cômica da Internet traz um gráfico cartesiano que ilustra o grau de excitamento filosófico de Dellagnol e cia. com questões da matemática, estatística, lógica e probabilística, bem como a quantidade de anos de estudo de matemática que eles obviamente não despenderam para realmente entender alguma resposta.
https://xkcd.com/1861/

AED na execução penal

Kodama (Funcionário público)

Se pensarmos na AED na execução penal, pode-se chegar à conclusão de que a pena de morte é mais eficiente economicamente, e para aumentar a eficiência, deve-se cobrar dos familiares a bala ou veneno usado para executar o condenado e usar os seus cabelos e gordura corporal para encher colchões e fazer sabão respectivamente.

Direito de quem?

Afonso de Souza (Outros)

A prova "cabal" só existe na Matemática. (Que, aliás, é a disciplina que sistematiza a probabilidade.) Logo, no limite, todos seriam inocentes.
E a Venezuela está logo ali (para quem quiser ver).

Sem um puto no bolso

O IDEÓLOGO (Outros)

O ilustre Procurador da República, Deltan Martinazzo Dallagnol na obra "As Lógicas das Provas no Processo", opera a desconstrução da prova no processo penal, com a sua utilização disposta a deixar esquecida a metafísica clássica, destituindo o acusado da complexidade labiríntica, que lhe é sempre fiel, deixando-o "sem um puto no bolso".

Professor

Observador.. (Economista)

Peço licença para postar aqui um link sobre um artigo que achei forte, mas necessário para reflexão.
Como seus escritos são lidos por muitos, espero que este artigo ecoe e provoque reflexões (acredito que não se trata de concordar ou discordar simplesmente) pois estamos esquecendo que há mais de década os brasileiros estão sendo mortos.Há um genocídio acontecendo e já nos acostumamos.
O artigo é sobre a morte de um policial (mais um) no cumprimento do dever. Destas mortes que não são "mortes ideológicas" e são noticiadas por pouco tempo.
Mais um jovem militar que foi morto por bandidos armados até os dentes, em um país que deixou a sociedade sem capacidade de se defender, enquanto assistiu os bandidos se sofisticarem e se armarem como nunca.

http://midiasemmascara.org/artigos/brasil/um-pais-chamado-morte/

“teoria do pintinho envenenado” é melhor! SE...

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Post scriptum: lendo a sentença condenatória do ex-Presidente Lula prolatada pelo Juiz Sérgio Moro, deu-me a nítida impressão que o réu teria mais chance de ser absolvido se tivesse sido usado o "Teorema do Pintinho Envenenado", que faz sucesso na tribo Azende, da Africa Central."
Concordo com o "cumpanheiro", mas, só se quem tomasse o veneno fosse o próprio Lula.
Seria muita crueldade sacrificar um pintinho para provar a culpa de Lula, pois com certeza ele iria morrer!

Para registro!

Marcelo-ADV (Outros)

Grande mestre, parabéns!

Questão de Justiça

BrunaCalds (Estudante de Direito)

Queria só lembrar que é necessário sim lutar para que não se relativize e se institucionalize esse conchavo de teorias que não dizem nada, para casos como esse da lava-jato, caso contrário como será quando o "zé-ninguém" estiver no banco dos réus e não tiver advogado internacional pra defender? Se juiz e MP se utiliza desses artificios para condernar aqui, nada nos protege do ativismo contra a gente. Tem um poema que gosto muito que diz em sintese: "Primeiro levaram os negros, mas como eu não era negro não me importei. Depois levaram os desempregados, mas eu tinha meu emprego, então também não me importei. Agora estão me levando, mas como eu não me importei com ninguém, ninguém se importou comigo."

"Probabilidades?!"

Edw (Administrador)

Mas como se alegar "probabilidades" se estas são frutos podres de declarações, delações, felações e outras coisas específicas do gênero oratório como lawfare e ballcats????

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