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Comentários de leitores

14 comentários

Mais uma arbitrariedade!

Flávio Prieto (Serventuário)

Trabalho no Judiciário Federal e não temos a prática de divulgar endereços de réus em nossa Seção Judiciária (RJ). Noto que o juiz paranaense Sérgio Moro divulgou só os endereços dos réus, preservando os dos delatores - o que denota intencionalidade. Publicar esse dado, que é de cunho pessoal e íntimo, é mais uma violação praticada, a meu ver.

Condenação de lula

VALDOMIRO ZAGO (Contabilista)

A ansiedade da população inteligente desta nação acaba de se tornar realdade, praticamente todos ja esperavam por justiça que afinal acabou-se concretizando. Não adianta advogados ficarem tecendo suas críticas e comentários , principalmente com termos jurídicos de conhecimento somente de quem comenta. A festa destes corruptos que conseguiram colocar nossa nação no abismo, que agora lutam pela sobrevivência com dificuldades de toda ordem,como educação, desemprego, saude etc , com certeza esta nação é que agora quer fazer festa, mas de alegria, por verem estas figuras por detraz das grades.

Concordo com o opinante delegado estadual

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Se houve parcialidade, está só beneficiou o réu no que tange a possibilidade que lhe foi facultada de recorrer em liberdade. Diante de inúmeras falas do increpado e ora condenado, ao longo de todo o processo, insuflando a população, em especial as centrais sindicais, para atos de repúdio á Lava Jato e ao Juiz Moro e ainda considerando a influência nefasta desse sentenciado e seu poder de articulação com os demais celerados, inclusive togados, seria de todo recomendável o seu enclausuramento "ab initio" , deixando para a defesa recorrer também disso, caso quisesse. Moro na verdade foi muito contido, tanto na dosimetria da pena (que poderia ser maior) quanto nessa benesse concedida ao lesa pátria. De resto a opinião de um criminalista em relação ao criminoso tem a mesma importância que a de uma mãe em no que tange ao filho delinquente e, claro, totalmente inocente.

ratificando o pragmatismo ??

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Como eu disse: "características de um grupo de pessoas que tenta dissimular o contexto real, com tonalidade de quem é o verdadeiro detentor da moral e da sabedoria."
.
Voltando ao texto, o articulista, no meu ver, não faz qualquer "acusação" ao juiz Sérgio Moro. E se diz que as decisões têm sido parciais, isso se respalda, certamente, na impressão técnica de um competente profissional, o qual, penso eu, deve ter lido a sentença, mesmo que "na diagonal". Afinal, pensar o contrário, seria uma postura infantil...

Isenção ideológica.

Drake (Advogado Assalariado - Eleitoral)

Não confundam parcialidade com isenção ideológica. Moro apenas não é da turma da foice-e-martelo. Comunistas não toleram um agente do Estado que não esteja batalhando pela ideologia. Daí surgem textos esdrúxulos como este.

Realmente.

Murilo Abreu (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Embora não simpatize com o partido do ex-presidente, quiçá com qualquer outro envolvido em corrupção, reservo-me apenas a citar, também, palavras de Rui Barbosa:

"A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda"

Quem já experimentou uma decisão parcial, certamente reconhece quando isto ocorre.

Muita opinião para pouco fato e pouca prova

Pragmatista (Outros)

Meus caros, a possibilidade de o Juiz Federal ter errado não está em disputa. O Juiz é humano e obviamente pode errar. Meu ponto é que os argumentos que sugerem ter havido parcialidade ou motivação política do Juiz Federal são frágeis e não parecem ter suporte empírico. O fato de um Desembargador ter ficado vencido num incidente de suspeição não tem valor jurídico. Isto é, do ponto de vista jurídico, a imparcialidade não foi quebrada.
Quem se deu ao trabalho de ler a sentença criticada, ainda que "na diagonal", verá com facilidade que o Juiz Federal não fundamenta a condenação "apenas em delações", tendo, na realidade, listado uma série de outros elementos para formar a convicção. O processo tem quase 1.000 páginas. Só a sentença tem 218 páginas. O que vejo é que muitos dos comentaristas de Facebook, de Conjur, do Jornal "O Globo" e de outros meios de comunicação sequer se deram ao trabalho de estudar aquilo que estão comentando. Simplesmente partem de uma ideia (a condenação é politicamente motivada ou a sentença está correta) e fazem "cherry-picking" no texto da sentença para encontrar "evidências" favoráveis. Essa é uma postura infantil. Uma boa dose de ceticismo a respeito de crenças é sempre recomendável. Só assim se tem condições de julgar a solidez de crenças e aprimorá-las. Do contrário, entramos no círculo vicioso do raciocínio motivado.
Voltando ao texto. Se os advogados do Ex-Presidente Lula estão insatisfeitos com a condenação - e é compreensível que estejam -, que interponham o recurso e apresentem argumentos mais consistentes para tentar absolver o cliente.
Mas uma pergunta fica no ar: quantas instâncias serão necessárias para que a defesa admita (a possibilidade de) que o julgamento foi justo?

Parcialidade, é?

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Pelo simples fato de o juiz Moro não ter determinado, em razão do quantum da pena, o recolhimento à prisão do condenado, entendo que ele foi parcial no sentido de favorecê-lo. O que indica, em outras palavras, parcialidade positiva ao condenado.
Desse modo, tanto o condenado quanto seus defensores deveriam, pelo bom senso, ficar gratos ao juiz.

Pragmatismo ??

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Não creio que o articulista pretenda "acusar" o juiz, conforme entendem alguns leitores, aqui. Mesmo porque o próprio Magistrado confessa, na sentença, que em determinada representação disciplinar promovida contra ele pelo ex-Presidente Lula, um dos Desembargadores do TRF entendeu pelo cabimento da representação, indicando, no mínimo, ser questionável o comportamento do juiz. Ora, com respeito aos entendimentos diversos, se 1 entre 3 julgadores acolhe uma tese de ilícito disciplinar, por que rotular o artigo de "vazio" e "assemelhado a teorias da conspiração"? Argumentações como essa (de que o artigo promove acusações vazias) são conhecidas, características de um grupo de pessoas que tenta dissimular o contexto real, com tonalidade de quem é o verdadeiro detentor da moral e da sabedoria.

E a verdade, aquela imprestável?

Mig77 (Publicitário)

A verdade não tem a menor importância quando os advogados destravam o fecho da maleta de serviços e puxam os papeis para fora.
Mesmo com as delações, indícios, visitas no prédio, testemunhos, reformas caras a pedido do "comprador" que ainda não tinha "comprado" o triplex, mesmo com a construtora otimista que se prontificou a fazer, no escuro, sem saber se valia a pena o retorno, uma vez que não tinha "ainda vendido" o apartamento, elevador privativo, quebra de paredes, eliminação de sauna etc etc...No outro canto do prostíbulo, o presidente em exercício, após golpe fatal na gerentona devido à pedaladas fiscais, na calada da noite, pergunta se o carniceiro, digo, açougueiro deixou o nome na portaria e após saber que não, fez comentário aliviado.Pois é, os coxinhas e os mortadelas, deveriam abrir mão dos fóruns normais de debate como Legislativo e Judiciário, rede social, etc e ir debater e digladiar-se num grande pasto de capim alto que em pouquíssimo tempo teríamos um magnífico jardim holandês.

Não só

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Não só a parcialidade, mas um cronograma de perseguição meramente politiqueira engendrado pelas forças de direita nacional e internacional. Muito jogo de cena sem substrato.

é verdade!

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Ninguém está acima da lei, nem o acusado, nem o acusador. Muito menos o magistrado."
Então. Cabe Recurso. Simples assim!
E que seja célere o julgamento. Caso contrário, teremos a foto do ilustre condenado na urna eletrônica.

O viés está sempre nos outros...

Pragmatista (Outros)

O eminente advogado tem larga experiência no ramo e sabe bem que as anomalias descritas no artigo não são estranhas à prática jurídica. Algumas dessas anomalias são irrelevantes - usar a 1ª ou a 3ª pessoa - e passariam inteiramente despercebidas pela quase totalidade dos operadores do direito. Qualquer operador do direito também já se viu diante de trecho de decisão ou sentença fazendo considerações negativas sobre as estratégias endo ou extraprocessais adotadas pelas partes e advogados num processo. Sinceramente, o que há de particular nisto?
Prossegue o advogado fazendo sérias acusações a respeito da atuação do Juiz Federal: parcialidade, motivação política e desproporcionalidade na dosimetria da pena. Aqui cabe indagar: sabendo-se que o ônus incumbe a quem acusa, quais são as evidências que o nobre advogado apresenta em seu artigo a respeito da alegada parcialidade e motivação política? Zero. Tristemente, as acusações são vazias e vagas, assemelhando-se a uma teoria da conspiração do que de um conjunto bem articulado de premissas empiricamente sustentadas e conclusões logicamente válidas.
Ao que parece, o articulista mantém um duplo standard de distribuição de ônus da prova e de argumentação: falando-se do réu do processo, impõe-se uma coisa; falando-se do magistrado, impõe-se outra.
Apontar o dedo é fácil. O viés está sempre nos outros. Difícil é ver os próprios vieses.

Babela!!!

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Quem não aguenta crítica, pede para sair!!! Ou melhor, quando critica, pode; quando é o criticado, não pode!!! Chora, pífio artigo!!!!

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