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Discriminação no consumo vai além dos ingressos para mulheres em festas

Comentários de leitores

6 comentários

Sr. Macaco & Papagaio

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Se o seu comentário, num certo aspecto, foi uma crítica ao meu comentário, vou contraditar. No que concerne à "igualdade de tempo de aposentadoria entre homens e mulheres", justifica-se a diferença (que deveria ser até maior) pela realidade da dupla jornada das mulheres que, após um dia cansativo de trabalho, ainda chegam em casa e preparam o jantar, limpam banheiros, lavam roupa e muitos outros afazeres domésticos. Essas tarefas não têm descanso semanal, muito menos remunerado, pois lavam, passam, cozinham e limpam aos sábados, domingos, feriados e, também, nas férias do emprego. Quando se aposentam, não deixam de cumprir os afazeres domésticos e, ainda por cima, cuidam dos netos para dar apoio à carreiras de seus jovens filhos e filhas, pais de crianças pequenas. Deveríamos, sim, lutar para que os homens cuidem da própria sujeira, lavem a própria roupa, cozinhem a própria comida e cuidem de sua prole, trocando fraldas e fazendo mamadeiras com eficiência e regularidade.

Estatuto feminista da hipocrisia

Macaco & Papagaio (Outros)

Texto reflexivo, mas melhor ainda foi a conclusão do aluno sobre "o interesse do mercado".
Qualquer frequentador de casa de show ou bar dançante sabe que o homem vai lá atrás de mulher mesmo.
A bebida é uma desculpa, a não ser que se trate de local GLS.
O preço inferior da entrada para as mulheres é o motor para a atração dos clientes e para o consumo delas próprias.
Nunca vi um cliente se incomodar ou reclamar do excesso de mulheres nesses lugares, que deveriam, aliás, ter direito era a entrada franca para o setor lucrar, girar a economia e criar mais empregos.
No mais, as feministas ou bajuladoras de plantão não tem a mesma ´ousadia´ para pedir e lutar pela igualdade de tempo de aposentadoria entre homens e mulheres.
É muita hipocrisia e imbecilidade da conveniência a la brasileira.

Liberdade

Marcio Machado (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Esse debate é resultado de uma visão míope dos reguladores e dos juristas, que não enxergam além dos próprios limites de conhecimento. Um pensamento minimamente mais alargado lhes daria uma visão sobre mercado, liberdade de iniciativa e livre concorrência. O Brasil é o país dos reguladores e com esta visão jamais será uma economia de mercado.
Não vejo uma palavra sequer sobre liberdade individual, mas somente sobre igualdade, discriminação etc. Igualdade sem liberdade é um sonho impossível.

Conflito de Interesses/Necessidades

Maxuel Moura (Advogado Associado a Escritório - Civil)

De início, quero ressaltar a boa qualidade do artigo, parabéns e obrigado, Professor.

Quanto ao mérito, entendo que a pergunta basilar que se deve fazer, para uma análise se a diferenciação de preços é ilícita ou não, é: a diferenciação implica na depreciação de algum polo dos diferenciados?

Partindo desta premissa, divirjo do entendimento de que preços diferentes para mulheres e homens em casas de noturnos seja ilícito, pois se baseia no fato, natural, biológico, da atração sexual dos homens heterossexuais pelas mulheres.

Não vejo discriminação contra as mulheres, mas somente uma estratégia de mercado, que se utiliza do natural interesse sexual entre os gêneros. Isto é natural, biológico.

Como preços diferentes em rodízios, para crianças, mulheres e homens,a porção de refeição das crianças é menor do que das mulheres, que por sua vez é menor que dos homens.

Calha repisar o brocardo, "tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades”.

O interesse do mercado, in casu, não é discriminar pejorativamente, mas equilibrar a receita, com o objetivo de lucrar, aquecendo a economia e podendo gerar mais empregos.

A questão securitária, basta às seguradoras apresentarem o número de acidentes sofridos por cada gênero e faixa etária, há dados suficientes para se obterem critérios objetivos a justificarem a diferenciação de preços. Baseada em fatos, se jovens batem mais que os mais velhos, em velocidades maiores, causando mais danos, não se pode exigir das empresas que cobrem o mesmo preço dos mais adultos maduros mais prudentes. É antieconômico.

Quanto os plano de saúde, concordo que seja mais complexa, pelo caráter essencial, necessita de discussões mais aprofundadas, incabível pelo limite de caracteres.

Lutem pela igualdade de verdade !

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Dr. Bruno, congratulações pelo excelente artigo. Só discordo do assunto em relação aos preços diferenciados (inferiores) para mulheres. Antes de os homens reclamarem de discriminações, deveriam lutar pela igualdade de salários entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Excelente Texto

Heitor Lage (Estagiário - Civil)

Excelente texto.
Só uma observação: o artigo do Código Civil que trata da recusa de passageiros pelo transportador é o Art. 739 e não 729.

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