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MPT insiste no dogma ideológico de que todo trabalhador é vitima do capital

Comentários de leitores

11 comentários

Retrocesso da CLT

Egsilva (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Nos assusta a Conjur repetir artigo da folha, exatamente um a respeito da reforma da CLT proposta pelo atual governo, aquela que retira direito dos trabalhadores, principalmente a que propõe que o negociado tenha mais valia do que o legislado, mormente quando temos a maioria dos diretores sindicais dos trabalhadores mancomunados com os patrões (pelegos) e todos sabem disso. Todo esse arcabouço de mudanças é para prejudicar os trabalhadores em benefício dos patrões, querem até acabar com a Justiça do trabalho, e isso está em andamento haja vista a enorme redução do orçamento para a especializada. Repetir artigo da folha sobre este tema e tomar partido do capitalismo.

Por amor à divergência...

Nicolás Baldomá (Advogado Associado a Escritório)

Ainda fico chocado com a esquerda, especialmente com alguns setores da esquerda, para quem discordar significa censurar, proibir, além de costumeiramente associar o divergente ao fascismo.

Chegam a dizer que o texto tenta proibir interpretações divergentes (?), como se fosse possível tal feito.

Outros fazem crer que há algo de imoral em publicar, como editorial, a opinião do jornal sobre determinado tema, sobre o qual divergem.

Nesse ponto, fico triste.

Por outro, fico feliz em ver que mais e mais pessoas diariamente percebem que, a despeito de supsotamente proteger o trabalhador, a consolidação trabalhista de Vargas (este sim facista de carteirinha) mais deixa o trabalhador à margem que inserido na sociedade.

É evidente que o ser humano quer segurança. O trabalhador quer segurança. Contudo, não podemos nos render à tese de que tudo pode ser assegurado por decreto, na canetada. Não é assim que funciona o mundo. Esta ditadura da canetada apenas contribuirá para aumentar a massa pobre e desempregada neste país.

Em tempo, ótimo editorial.

Reforma trabalhista

Luis Galvão (Industrial)

Todos nós nascemos nus e temos 24 horas por dia. O que fazemos com as 24 horas, é o que faz a diferença. Por tanto, todas as pessoas podem ser empresários e patrões. Porque não são ? Porque alguns só querem ser empregados "sempre" ? É a falta de iniciativa ? É a falta de coragem de empreender ? É a falta de coragem de enfrentar as dificuldades e riscos de mercado ? É o comodismo e o medo de correr riscos ? É a falta de coragem de assumir a avalanche escorchante dos impostos ? É a falta de coragem de enfrentar as exigências do cipoal da legislação trabalhista ? É mais fácil ser empregado receber seus direitos normais, e quando for demitido e recebendo todos os seus direitos, e arranjar um advogado para conseguir direitos adicionais inexistentes com alegação de hipossuficiência. Trabalhador/empregado não é santo, dedicação ao trabalho, que é bom, ninguém quer. É imprescindível flexibilizar a relação de trabalho, principalmente pelas condições atuais, mudanças de comportamento das pessoas, da tecnologia, das inovações e da obsolescência das leis trabalhistas arcaicas.

Corda fraca

JB (Outros)

Não concordo com a opinião do jornal, a parte fraca de todo esse conteúdo são os trabalhadores por isso precisam da proteção de todos os meios trabalhistas, se acabarmos com a justiça trabalhista e demais órgão de defesa dos trabalhadores voltaremos à chibata e não pensem que os patrões vão olhar o lado dos trabalhadores, com todas essas leis que aí estão para proteção daclasse muitos dos patrões ainda dão o cano no trabalhadores.

Morte anunciada

Helena Meirelles (Contabilista)

O MPT, a Anamatra e advogados de desempregados estão em franca campanha pela extinção da justiça trabalhista. A irritação com essa tática do estado islâmico é que acabará levando Ives Gandra para o STF. A representação das centrais sindicais brasileiras contra o MPT junto à OIT mostra que o conluio espúrio de procuradores, juízes e advogados não atende os interesses dos trabalhadores, mas apenas dessas corporações. O que o Estadão diz é pouco. O que antigamente era apenas parcialidade, hoje virou desonestidade.

reforma sindical já !

Hugo Pontes (Advogado Autônomo - Trabalhista)

único trecho da matéria com o qual concordei: "Segundo os procuradores do MPT, as alterações (atualmente em debate no Congresso) contrariam a Constituição Federal e as convenções internacionais firmadas pelo Brasil, geram insegurança jurídica, têm impacto negativo na geração de empregos e fragilizam o mercado interno."

Jornais e pseudolegiões

Ang (Funcionário público)

A forma mais imoral de um jornal tentar legitimar a sua opinião é se fazer passar por milhões de cidadãos, como se eles tivessem acesso a caneta que a escreve.

Direitos fundamentais

Mark Twain (Oficial de Justiça)

Talvez a defesa intransigente - muitas vezes irracional - da relevância e necessidade d Justiça do Trabalho seja igual, por exemplo, sei lá, á defesa intransigente e irracional da liberdade de imprensa. Quer dizer, os diretiva fundamentais nO que chama a atenção é o fragmento "com a intransigente - e muitas vezes irracional - defesa de sua relevância e necessidade". Talvez a defesa intransigente da relevância e a necessidade de defesa de alguns direitos sociais sejam iguais á intransigência da defesa de alguns direitos fundamentais, como, por exemplo, sei lá a liberdade de imprensa. Os direitos fundamentais de uns são menos fundamentais que os dos outros. Ou seja, pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Em nome de quem o Estadão fala? Do Capital

Ana Karenina (Outros)

É difícil não ser indignado num país em que a maior parte da imprensa submissa ao capital quer expressar seus interesses particulares como se fosse a voz da nação. O Estadão agora quer fazer como Silvio Berlusconi: proibir interpretações que seja contrárias aos seus interesses. Realmente, um país em que a opinião de algumas famílias poderosas é identificada com o interesse público só resta a indignação. O Estadão, não bastasse o despautério de querer pautar a nação, chama diz ser descaração aquilo que se contrapõe ao seu interesse mesquinho de tornar ainda mais cruel a escravidão do trabalho morto. O Estadão não fala por ninguém, fala pelo capital e pela escravidão. Prospectivamente, o poder é do povo e o Estadão se esfumará como a precariedade dos Termidorianos.

ideologias de ambos os lados

Helder Neves (Serventuário)

Começa falando de mpt e já passa a atacar a justiça do trabalho.
Concordo que o viés ideológico tem que ser deixado de lado, mas a crítica nunca é fundamentada senão no viés ideológico diametralmente contrário.

é o mesmo caso da defesa criminal....

daniel (Outros - Administrativa)

é o mesmo caso da defesa criminal.... a advocacia criminal insiste no mito de que bandido é vítima...... e nada se fala sobre isso..... ou seja, a defesa criminal usa a sua ideologia também....

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