Consultor Jurídico

Combate intensificado

"Aumento da repressão ao tráfico de drogas reduziria número de presos"

Retornar ao texto

Comentários de leitores

23 comentários

Sr. Observador e Sr. Eduardo, não briguem

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Senhores, não briguem, vocês estão do mesmo lado. Complementem as informações um do outro. Alguém já disse que uma imagem fala mais do que mil palavras. Então, procurem no youtube: Cartel de drogas no México, guerra híbrida, redução populacional, não tome vacinas, caixões de FEMA, "Hillary Clinton is dead ?", clones humanos, chemtrails, projeto HAARP e projeto Blue Beam. Se acharem que são desvarios de ficção científica, alguém já disse que " a arte imita a vida ". Se gostarem de História, lembrem da lenda do nosso "Caramuru", que enganou os índios de que poderia fazer a água pegar fogo. E de todas as guerras ao longo dos séculos, nas quais quem detinha alguma tecnologia pouco conhecida, subjugava e enganava os povos ignorantes. Trata-se de meia dúzia de bandidos altamente equipados, lucrando com o nosso sofrimento, o nosso desespero, a nossa desorganização e, sobretudo, com as nossas contradições.

Que discursos foram repetidos?Que inimigos escolhidos?

Observador.. (Economista)

O senhor coloca hierarquia nos crimes.Quem escolheu inimigos foi o senhor.No caso, o senhor dá precedência aos corruptos e diz que quem quer combater o tráfico não enxerga a ligação entre corruptos e bandidos de sangue(pois o tráfico cobra seu preço em moeda circulante e sangue). Isto é uma inferência sua.Que foge, inclusive, ao escopo do artigo.
Na minha visão, acho que ambos devem ser combatidos.
A mãe de todos os crimes, TODOS, é a impunidade.
Em nosso país, temos um pensamento ideológico que quer hierarquizar o crime, levar a luta de classes para a esfera penal. Já fazemos isso há anos e o crime só avançou, ficou mais cruel, assim como a corrupção atingiu patamares assombrosos.Precisamos de um outro pensamento em nosso judiciário. Que os crimes sejam combatidos. Que surjam mais agentes públicos que se preocupem com a sociedade, com o seu (da sociedade) bem estar, e não só com salários e privilégios.
Louvo quando leio artigos de agentes públicos que querem usar o dinheiro do contribuinte da melhor forma possível, combatendo a impunidade em todas as esferas.

Ah sim...

_Eduardo_ (Outro)

Eu não quero impor visão nenhuma . Mas o senhor quer ignorar a ligação entre a macro criminalidade e as instituições de poder (político e econômico). O senhor repete o discurso de escolher inimigos. Como tradicional nesse tipo de discurso, suavizasse ou se dá menor valor para os criminosos de colarinho branco, como se não houvesse ligação direta com o estado das coisas atuais dá violência urbana.

Obrigado.

Odinei Nunes (Bacharel)

Agradeço por mais uma vez publicarem minha opinião. Viva a democracia.

Drogas graças a deus

GusVSZ (Advogado Autônomo - Propriedade Intelectual)

Quem usa drogas precisa comprar em algum lugar. Se as farmácias não vendem, tem que comprar de traficante. Assim também é com o aborto, pois quem quer abortar tem que buscar ajuda incognito. O articulista, no fundo, não é contra apenas o tráfico, ele é contra o uso. E, quanto a isso, te digo, como aos demais comentadores: vão cuidar das suas vidas. Cada um come, fuma, cheira, chupa, dá, queima o que quiser. Vão ser felizes e parar de patrulhar a vida dos outros. O critério é um só: lesividade. Direito penal, tipicidade, é lesividade. Se o ato não é lesivo, não é típico. Impossível generalizar, o uso não acarreta necessariamente desgaste familiar nem social. Só um ignorante fundamentalista e moralista pensa isso. Tem a mente rasa, não enxerga além do umbigo. Mas é assim com tudo que se relaciona aos costumes. Drogas sempre foram usadas. Sempre serão. Graças a Deus. Que vida maldita é essa sem drogas. O viciado em crack, a meu ver, tem dois caminhos: se entregar ao vício e perecer, ou aceitar ajuda, orientação. Não faz o menor sentido punir alguém porque usa drogas. E há drogas na cadeia. Eu só não lamento mais porque tem muita gente que pensa como o articulista. Conheço gente que come, bebe, dá, fuma, cheira, aborta. Todo mundo é feliz, ninguém é prejudicado. Se não for pura inveja da felicidade alheia, então vá cuidar da sua vida e deixa os outros em paz. Escuta o FHC, escuta o Gilmar, provavelmente são seus gurus. Escuta-os, criatura pequena.

Novidade

Odinei Nunes (Bacharel)

Para certas pessoas que ocupam determinados cargos, deveriam usar do bom senso, razoabilidade e demais princípios e NÃO apenas querem PUNIR a todo custo.
Com um visão tosca e retrógrada, usando de forma escancarada o DIR. PENAL DO INIMIGO, inaceitável nos dias atuais.

Aplauso

magi-mg (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Bela entrevista. De vez em quando conjur acerta uma!

Moralismo e desinformação

Luís Veiga (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

É impressionante como os indivíduos "pró repressão" ficam limitados a "achismos" e conceitos sem qualquer respaldo técnico ou científico. Qual o fundamento, por exemplo, para se afirmar que álcool e tabaco não se comparam com outras drogas? Me parece puro moralismo. Afinal, "drogas são o que os outros usam". Com relação ao suposto aumento da violência com a legalização, o que dizer das Filipinas, onde o aumento da repressão gerou uma epidemia de violência e corrupção, em especial nas forças policiais?

Drogas graças a deus

GusVSZ (Advogado Autônomo - Propriedade Intelectual)

Quem usa drogas precisa comprar em algum lugar. Se as farmácias não vendem, tem que comprar de traficante. Assim também é com o aborto, pois quem quer abortar tem que buscar ajuda incognito. O articulista, no fundo, não é contra apenas o tráfico, ele é contra o uso. E, quanto a isso, te digo, como aos demais comentadores: vão cuidar das suas vidas. Cada um come, fuma, cheira, chupa, dá, queima o que quiser. Vão ser felizes e parar de patrulhar a vida dos outros. O critério é um só: lesividade. Direito penal, tipicidade, é lesividade. Se o ato não é lesivo, não é típico. Impossível generalizar, o uso não acarreta necessariamente desgaste familiar nem social. Só um ignorante fundamentalista e moralista pensa isso. Tem a mente rasa, não enxerga além do umbigo. Mas é assim com tudo que se relaciona aos costumes. Drogas sempre foram usadas. Sempre serão. Graças a Deus. Que vida maldita é essa sem drogas. O viciado em crack, a meu ver, tem dois caminhos: se entregar ao vício e perecer, ou aceitar ajuda, orientação. Não faz o menor sentido punir alguém porque usa drogas. E há drogas na cadeia. Eu só não lamento mais porque tem muita gente que pensa como o articulista. Conheço gente que come, bebe, dá, fuma, cheira, aborta. Todo mundo é feliz, ninguém é prejudicado. Se não for pura inveja da felicidade alheia, então vá cuidar da sua vida e deixa os outros em paz. Escuta o FHC, escuta o Gilmar, provavelmente são seus gurus. Escuta-os, criatura pequena.

Eduardo_ (Outro)

Observador.. (Economista)

Talvez o senhor esteja certo.
Talvez não.
Crime de colarinho branco muitas vezes beneficia empresas, bancos (muitos bancos estrangeiros, inclusive) e o mercado imobiliário.
A conexão que querem ver entre crime de colarinho branco e tráfico de drogas, ganha uma dimensão que não é real e impede a formulação de propostas que deem resultado efetivo, melhorando a vida de uma sociedade permanentemente acuada pela violência.
Percebo que o senhor não quer outra coisa que não seja a prevalência das suas opiniões.
Gostei da entrevista . Que surjam mais pessoas que implementem a proposta e a ponham em prática.
O país agradece.

Um observador.

_Eduardo_ (Outro)

Um observador que não consegue observar a linha que conecta a violência urbana é o crime de colarinho branco.; O tráfico de drogas e a indústria dá lavagem de capitais.

Considerações

Observador.. (Economista)

Um país difícil.
Todo mundo percebe a violência de guerra civil que nos engolfa...mas sempre que alguém propõe sair do "eu quero paz" , com quem faz a guerra contra a sociedade...surgem aqueles que combatem as mudanças no varejo....através da burocratização de qualquer idéia que surja.Não buscam o aperfeiçoamento.Buscam emperrar mesmo.
Somos um país de cultura pensante burocrática e pouco pragmática.Por isso estamos a anos luz do primeiro mundo...e ainda sem Nobel.
Nossos doutos são para consumo próprio ou para seu círculo de amigos/grupo onde atua.Ou para impressionar os incautos.Pois os resultados que a sociedade brasileira colhe estão aí para julgar os nossos pensadores.
Enfim...
Parabéns ao articulista.
Que surjam outros assim no Judiciário.
Combater políticos é louvável.Mas políticos não atiram de volta.
O Brasil está esquecendo dos criminosos que matam famílias inteiras, destroem vidas, tem progressão de pena, muitos ficam soltos porque ainda não foram julgados, diferente do que acontece com outras pessoas, e estão adorando só falarem de Lava Jato nos últimos meses.
A corrupção é danosa.
Outros crimes também são muito danosos.

Excelente

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Finalmente alguém que conhece de fato o crime organizado e o problema das drogas. Anoto para o tráfico formiguinha e que o tabaco é permitido, mas também é motivo de um a guerra sangrenta nas fronteiras, o que afasta o argumento de que a legalização vai resolver o problema da violência. O álcool e o tabaco são muito diferentes da maconha, da cocaína e de seus derivados. Após luta imensa através de diplomas como a Lei Maria da Penha o CTB conseguiu se diminuir as mortes no trânsito e nas residências e a liberação dessas drogas jogará esse esforço pelo chão.

Excelente entrevista

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Embora tenha sérias ressalvas quanto à chamada "guerra às drogas", pois me parece inviável e, de forma pragmática, a regulamentação da venda e do uso seria um caminho para diminuir o capital do crime organizado e viabilizar a tributação, respeito o ponto de vista do autor muito bem explanado. O certo é que o tema merece profunda e imediata reflexão pela sociedade brasileira, independentemente da crise carceraria (outro assunto polêmico e que, data vênia, não me parece ser tão atual assim: o sistema prisional está em crise desde os anos noventa, pelo menos). Parabéns ao eminente Procurador de Justiça pela excelente entrevista.

Daniel

_Eduardo_ (Outro)

Mas eh claro que o Daniel prefere que leis sejam editadas pelo achismo de algumas pessoas. Estamos bem. Nada como navegar em mares de ignorância e propormos maior reprimenda sem qualquer respaldo técnico.
Em tempo: para reduzirmos a repressao também temos que ter um arcabouço de dados técnicos minimamente serios. Mas o Daniel preferiu presumir tudo , afinal, ele deve ser um homem de fe no sistema penal. (Também me dei ao direito de deduzir)

Duas reflexões

Persistente (Outros)

1 - O entrevistado falou, falou, mas não mencionou em quais pesquisas/dados concretos se baseou para fazer suas afirmações, as quais, aliás, podem até ser corretas, como também PODEM NÃO SER
1.1 Sobre esse proibicionismo tão defendido pelo autor, fico imaginando, a propósito, o descalabro que foi tentar proibir as bebidas alcoólicas nos EUA dos anos 30. Se não funcionou com as bebidas lá atrás, como também não funcionaria hoje, fico imaginando porque acreditar que a proibição surtiria efeito com as drogas.
2 - Dentro dessa ideologia de combate às drogas, essa história de prender traficante é uma tremenda FARSA. Prendam-se milhões de traficantes, outros milhões vão surgir. Não é preciso ser nenhum gênio para saber que, talvez, o único mecanismo que teria alguma eficácia SERIA SUFOCAR A LAVAGEM DO DINHEIRO.
2.1 - Como é sabido, o tráfico é a segunda "indústria" mais lucrativa do mundo (só perde para o comércio de armas) e toda ESSA GRANA não vai para baixo do colchão do traficante. É intuitivo que tem muito banco por aí fazendo esse "trabalho sujo". DISSO NINGUÉM FALA...

E o daniel

_Eduardo_ (Outro)

O Daniel eh daqueles que coloca palavras na boca dos outros é que pensa saber o que os outros pensam. Que pena Daniel. Guarde pra você o que você pensa sobre pessoas que não conhece para não ficar pagando mico em rede nacional.

eduardo nao viu dados cientificos..... kkkkk

daniel (Outros - Administrativa)

Eduardo deve ser daqueles que acham que bandido é vitima da sociedade e não precisam de dados para isso ..... Kkkkk ..... Mas, para o contrário querem dados

Excelente abordagem

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Humildemente , acresceria , apenas , que a responsabilidade estatal não pode ser transferida à vitimada sociedade . Cabe ao Estado a sistemática e consistente repressão ao tráfico de drogas , atribuição que , lamentavelmente , desde as fronteiras , nunca soube eficazmente , coibir . Principalmente , em época de crise, provocada pelos seus incompetentes e desonestos intérpretes , tenta o Estado , em todas as frentes , livrar-se das suas inafastáveis responsabilidades . Se , os presídios estão superlotados , de quem é a culpa ? Certamente , não é da Sociedade , que , em todas as frentes , sofre diversificadamente , os mortíferos golpes da incompetência administrativa Estatal .

Uma visão que não deu certo

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Com todo respeito ao Dr. Christino, as opiniões dele fundam-se na tomada de posição de não descriminalizar qualquer tipo de droga. A partir dessa premissa, ele justifica todo o seu raciocínio. Não é verdade que aumentaria o número de usuários. O que ocorreria é que o usuário deixaria de ser criminalizado e seria melhor atendido no tratamento da saúde. O Dr. Christino também não acredita em reabilitação, seja do dependente químico, seja do delinquente. Eu concordo com o RDD para todos os crimes cometidos com violência e também acho que devem durar o tempo necessário como o Dr. Christino ponderou com exames criminológicos. No entanto, as próprias afirmações de um Promotor de Justiça experiente de que, no Brasil, mesmo com a prisão dos chefes das facções em RDD, o crime organizado não feneceu e, ao contrário, aumentou seu poder, demonstram a necessidade de enxergar a floresta e não apenas a árvore. Existe, sim, um poder paralelo organizado com propósitos estabelecidos de corromper as instituições nacionais e não apenas com as drogas. O nível de organização e a desenvoltura operacional mostram que existe muito mais do que os chefes conhecidos das facções. A simples existência de uma "guerra às drogas" permanente justifica muitas outras coisas. E tira a atenção de tantas outras coisas. Com relação à idoneidade dos policiais para testemunhar, isso é um problema de todos nós, de como lidamos com os maus profissionais de cada instituição e de como os cidadãos nos enxergam. Nos últimos anos, as instituições com maior aprovação e credibilidade são as Forças Armadas e a Polícia Federal. Se fizer uma pesquisa sobre a idoneidade do testemunho de um PF, seria plenamente aceito, salvo prova cabal em contrário. A refletir.

Comentar

Comentários encerrados em 6/03/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.