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Prisões sem prazo

Criticadas por Gilmar, preventivas da "lava jato" duram em média 9,3 meses

Comentários de leitores

6 comentários

Tribunal de exceção!

Erminio Lima Neto (Consultor)

Prender qualquer suspeito por nove meses, sem condenação, é Tribunal de Exceção; mais ainda: é a prática aberta, e ilegal, da "tortura".

Nem todos são iguais perante a lei

César Augusto Moreira (Advogado Sócio de Escritório)

Soa estranho e curioso que o ministro Gilmar suscite esse debate - duração de prisão provisória - justamente quando julga presos que são réus na chamada operação "Lava-jato". Não são poucos os casos de pacientes que estão presos cautelarmente há 3, 4 e até 5 anos e que batem às portas do Supremo pedindo que a prisão seja revogada e recebem a porta de volta na cara, acompanhada dos mais absurdos argumentos com o indeferimento do pedido. Nunca antes na história deste país um ministro do Supremo propôs esse debate enquanto quem recorria àquele Tribunal de cúpula eram réus/pacientes desconhecidos e sem qualquer tipo de poder seja político seja econômico. Portanto, propor esse tipo de debate antes de se fazer um "censo" no Supremo Tribunal pelo qual se saberá quantos réus/pacientes estão presos cautelarmente já há vários, quantos continuam nessa situação e quantos devem ser agraciados com a liberdade deixa ainda mais clara a divisão que o Poder Judiciário faz da população, pois há os jurisdicionados de primeira classe e os de segunda, e a preocupação do Supremo é exclusiva com os jurisdicionados da primeira classe, com enfase nos que tem algum tipo de influência.

Nem todos são iguais perante a lei

César Augusto Moreira (Advogado Sócio de Escritório)

Soa estranho e curioso que o ministro Gilmar suscite esse debate - duração de prisão provisória - justamente quando julga presos que são réus na chamada operação "Lava-jato". Não são poucos os casos de pacientes que estão presos cautelarmente há 3, 4 e até 5 anos e que batem às portas do Supremo pedindo que a prisão seja revogada e recebem a porta de volta na cara, acompanhada dos mais absurdos argumentos com o indeferimento do pedido. Nunca antes na história deste país um ministro do Supremo propôs esse debate enquanto quem recorria àquele Tribunal de cúpula eram réus/pacientes desconhecidos e sem qualquer tipo de poder seja político seja econômico. Portanto, propor esse tipo de debate antes de se fazer um "censo" no Supremo Tribunal pelo qual se saberá quantos réus/pacientes estão presos cautelarmente já há vários, quantos continuam nessa situação e quantos devem ser agraciados com a liberdade deixa ainda mais clara a divisão que o Poder Judiciário faz da população, pois há os jurisdicionados de primeira classe e os de segunda, e a preocupação do Supremo é exclusiva com os jurisdicionados da primeira classe, com enfase nos que tem algum tipo de influência.

A destruição por Moro da Odebrect

ajaleu (Professor)

"Tive notícias trágicas a respeito do processo de virtual dilapidação do patrimônio empresarial da Odebrecht no Brasil e no mundo. A maior empresa brasileira de construção, vítima da incompetência de um judiciário obcecado pela idéia de vingança e simplesmente ignorada em suas dificuldades pelo Governo brasileiro, perde sucessivos contratos no exterior, enfrenta tremendas dificuldades de crédito aqui e lá fora, suporta discriminações políticas e perde as condições mais elementares para estabelecer uma estratégia de superação da crise.

O número de trabalhadores, grande parte em postos de qualidade e com bons salários, vai-se reduzindo celeremente, enquanto os executivos intermediários, com diferentes áreas de especialização, e que representavam no passado a alma da criatividade empresarial da empresa, estão totalmente desorientados e sem iniciativa. A Odebrecht aos poucos vai-se esvaindo num processo de degradação inexorável. Trata-se do maior desastre da Engenharia Nacional de todos os tempos. E um desastre sem igual para a economia brasileira.

Trata-se de uma das maiores vitórias mundiais do capital financeiro especulativo. A destruição de um parque industrial do porte da Odebrecht abre amplos espaços para o capital vadio que lucra sem passar pelo sistema produtivo. Para o especulador profissional, a produção de bens e serviços é um embaraço, inclusive porque depende do trabalho humano. Bom mesmo é ficar num teclado de computador fazendo saltar dinheiro de um ponto a outro do mundo, e invariavelmente pousando-o no Brasil para sugar os maiores juros do planeta."
Por José Carlos de Assis

então...

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A solução é simples!
O Min. Gilmar Mendes e os "adevogados" que o apoiam podem se oferecer para substituir os presos preventivamente, pelos menos por alguns meses para que possam descansar por algum tempo de tal terrível atrocidade.

Preventiva

Professor Edson (Professor)

Sinceramente , pra quem soltou um monstro sexual acusado de 50 estupros pode soltar qualquer um.

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Comentários encerrados em 15/02/2017.
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