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Doença cardiovascular

Maluf diz que peritos ignoraram doença e quer que IML reconsidere avaliação

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A defesa do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) pede que os peritos responsáveis por avaliar sua condição física reconsiderem pontos que, segundo os advogados, foram deixados de fora.

Ministro Edson Fachin mandou Maluf cumprir pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, conforme condenação em maio.Janine Morais/Agência Câmara 

Preso em Brasília por determinação do Supremo Tribunal Federal, ele já passou por uma primeira avaliação. Os peritos do IML constataram que Maluf sofre de doenças graves e permanentes, mas consideraram que não geram limitações e que o deputado pode ser tratado no presídio.

Já a defesa de Maluf afirma que pontos importantes não foram levados em conta. O fato mais grave ignorado, de acordo com os advogados, é a doença cardiovascular que o deputado sofre.

Eles reclamam também da avaliação das condições do presídio. “Não consta da peça pericial que os peritos tenham vistoriado as condições físicas e sanitárias do estabelecimento penal, ignorando-se sobre qual pressuposto de fato (que não mera conjectura) concluem pela existência da infraestrutura necessária aos cuidados do periciado”, diz documento assinado pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e outros colegas que atuam na defesa.

O objetivo é que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal cobre respostas do IML e da diretoria do presídio da Papuda, onde o deputado está preso.

Clique aqui para ler o pedido de Maluf. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 27 de dezembro de 2017, 14h54

Comentários de leitores

2 comentários

Encenação muito tardia...

Célio Mesquita de Souza e Silva (Corretor de Imóveis)

Maluf driblou a Justiça durante muitas e muitos anos.
Recursos e mais recursos,em leis brandas e superadas...
Agora,velho e doente,quer escapar novamente e gozar livremente dos milhões desviados dos cofres públicos...
Entendo que a ordem de prisão veio muito tarde,mas deve ser cumprida.
E a imprensa noticiou anteriormente que Maluf saltitante e gozador saciava-se fartamente num luxuoso restaurante da Capital...
Assim sendo.........

Encenação da pior qualidade

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

O movimento para livrar a cara de Maluf é tão intenso como abusivo. Maluf tem de pagar por seus crimes, o que já estava tardando em demasia. É assim com ele, como com qualquer outro criminoso.
Vi outro dia uma ilustre professora da USP, toda piedosa, achando que não há razão para que a lei seja aplicada de forma implacável. Se é assim, melhor revogar o Código Penal e salve-se quem puder.
Pessoas piedosas não devem trabalhar na área penal, que é onde a lei, por mais dura que seja, é aplicada para que a sociedade seja protegida do crime e dos criminosos, tanto que, em muito países, está em vigor a pena máxima e a prisão perpétua. Não é preciso ir longe: a Argentina aplica a prisão perpétua, o que não se admite no Brasil, que, como se sabe, é um País com alto desenvolvimento intelectual e cultural. Veja-se os episódios das mortes escabrosas ocorridos nas penitenciárias do Norte e do Nordeste.
No caso do Maluf, fala-se que vários fatores não foram levados em consideração, em seu apelo para obter a prisão domiciliar, mas seria oportuno acrescentar que também deve ser sopesado o fato de que, quando operou a próstata, a imprensa noticiou que o órgão foi totalmente removido, de modo que, salvo engano, o cidadão em tela não pode ter esse tipo de câncer. Terá essa doença, mas não no órgão inexistente.
Saliente-se que, em comentário feito no Jornal da Cultura, no último dia 26/12/2017, o ilustre jornalista José Nêumanne declarou que o viu no dia 16 de dezembro, num restaurante da Capital, gozando de plena saúde, saltitante e esbanjando vitalidade, de modo que parece que o distinto público está sendo alvo de mais um dos muitos truques de renitente e perseverante corrupto. O Brasil deveria inscreve-lo como candidato ao Oscar de melhor ator. Ainda dá tempo.

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