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Fraude internacional

Ex-executivo da Embraer confessa corrupção à Justiça dos Estados Unidos

Um ex-vice-presidente de vendas da Embraer se declarou culpado das acusações de fraude e corrupção à Justiça dos Estados Unidos. O executivo disse ter integrado esquema de corrupção envolvendo empresas dos Emirados Árabes Unidos, da África do Sul e da República Dominicana, confessado pela Embraer à Secretaria de Justiça dos EUA (DoJ, na sigla em inglês) em 2016.

A confissão foi apresentada à Corte do Distrito Sul de Nova York nesta sexta-feira (22/12). A data para sentença ainda não foi definida, mas o juiz do caso estipulou como prazo limite o dia 21 de junho de 2018.

De acordo com a confissão, o executivo Colin Steven, um britânico que representava a divisão de vendas e marketing de jatos executivos da Embraer, pagou US$ 1,65 milhão em propina para autoridades dos Emirados Árabes. O objetivo era fazer com que a estatal árabe de petróleo comprasse aviões novos da estatal brasileira, e não usados. A empresa gastou US$ 93 milhões na compra de três aviões.

Conforme a explicação de Steven ao DoJ, a comissão que os vendedores da Embraer ganhava com a venda de aviões novos era muito maior do que com a venda de aviões usados. Por ter vendido os jatos à estatal árabe, o executivo ficou com US$ 129,9 mil.

Para fazer o pagamento da propina, o dinheiro foi enviado a uma empresa sul-africana de propriedade de amigos de Steven e depois depositado numa conta na Suíça, de onde foi retirado pela autoridade dos Emirados Árabes cujo nome não foi divulgado.

O executivo integrou esquema confessado em acordo assinado pela Embraer com a Justiça dos Estados Unidos, do Brasil e da República Dominicana em outubro de 2016. Ao todo, a fabricante brasileira de aviões pagou US$ 205 milhões. O Brasil recebeu R$ 64 milhões do total, que foi distribuído entre o Fundo de Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça, e a Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo o DoJ, o acordo da Embraer resultou em processos contra 11 pessoas. Como os crimes foram cometidos em diversos países e a empresa negocia ações na Bolsa de Valores de Nova York, ela se enquadra nos critérios da Lei de Corrupção Internacional dos EUA (FCPA, na sigla em inglês).

Na quinta-feira (21/12), a fabricante de aviões de grande porte Boeing confirmou ao mercado a informação de que negocia a compra da Embraer por US$ 3,7 bilhões. As negociações foram reveladas esta semana pelo jornal norte-americano Wall Street Journal.

O presidente Michel Temer (PMDB) disse nesta sexta a jornalistas que não cogita vender o controle da estatal de aviões.

Clique aqui para ler o anexo das revelações do executivo da Embraer
Clique aqui pera ler o acordo da Embraer com o DoJ, assinado em 2016
Clique aqui para ler as informações prestadas pela Embraer ao DoJ

Revista Consultor Jurídico, 22 de dezembro de 2017, 19h06

Comentários de leitores

2 comentários

ideólogo não leu artigo

adv__wgealh (Advogado Autônomo - Ambiental)

caro colega leitor (ideologo) o texto afirma que o delator (COLABORADOR DA BOEING) para denegrir a imagem da nossa Embraer, não é brasileiro.
Esse individuo foi pago pela boeing para apenas denegrir a imagem do Brasil e assim rebaixar o valor irrisório a ser repassado.
SE O PROBLEMA FOSSE DINHEIRO, bastaria que a Embraer lançasse títulos no mercado brasileiro e levantaria esse valor várias vezes, mas o problema é a dominação americana em mais um setor da nossa economia

Mais um brasileiro

O IDEÓLOGO (Outros)

Mais um brasileiro corrupto!!!

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