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TJ-SC afasta desembargador acusado de corrupção e de violência doméstica

Acusado de corrupção por um advogado durante uma sessão de julgamento, o desembargador catarinense Eduardo Mattos Gallo Júnior foi afastado nesta sexta-feira (15/12) pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A corte decidiu deixá-lo fora das atividades jurisdicionais por 140 dias.

O procedimento preliminar teve início depois que Gallo Júnior foi chamado de corrupto durante sustentação oral na 1ª Câmara Cível, em agosto deste ano. Exaltado, o advogado Felisberto Odilon Córdova declarou que o julgamento em pauta era “comprado”, pois o relator do processo teria pedido propina de R$ 700 mil para julgar a favor da outra parte.

A acusação de vantagem indevida ainda será investigada por meio de diligências. Embora a apuração interna tenha sido aberta por causa desse incidente, o tribunal decidiu afastá-lo por outros motivos.

O problema é que outros episódios foram descobertos ao longo do procedimento, de acordo com o TJ-SC. A ex-mulher de Gallo o acusa de violência doméstica e, para se defender, ele fez um vídeo mostrando marcas de violência no próprio corpo, enquanto estava nu. O vídeo teve grande repercussão nas redes sociais.

Há ainda a suspeita de que ele tenha ajudado um amigo a despejar, por conta própria, o dono de um estabelecimento comercial, com a alegação de que deixou de pagar o valor do ponto. Os membros do Órgão Especial consideraram as situações o bastante para abrir procedimento administrativo disciplinar — apenas quando analisarem o mérito, porém, poderão fixar ou não alguma sanção.

O gabinete do desembargador afirmou à ConJur que ele não se manifestaria sobre o afastamento. A reportagem procurou o advogado de Gallo Júnior, mas não teve resposta até a publicação desta notícia.

Em agosto, o desembargador negou ter recebido propina e disse que abriu mão de seus sigilos fiscal, financeiro, de dados e telefônico para demonstrar sua versão. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-SC.

Veja o vídeo em que um advogado acusa o desembargador:

Revista Consultor Jurídico, 15 de dezembro de 2017, 18h28

Comentários de leitores

3 comentários

Até quando será assim?

Observador.. (Economista)

Até quando a sociedade permitirá que o rabo abane o cachorro?

Até quando acharemos natural privilégios para aqueles que devem servir ao povo?

Até quando acharemos natural brincarmos com a jabuticaba, e aceitarmos "o que só existe no Brasil"?

Por que a sociedade ainda não se cansou?

Pente fino

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Se fôssemos passar um pente fino (análise séria psicológica e psiquiatra, produtividade, conhecimento técnico, vocação, cumprimento das leis) em todos os membros do Judiciário, provavelmente sobraria menos de 50%.
.
Só ficamos sabendo dos casos acima, quando o negócio chega a beira do absurdo e encontra-se pessoas, como o advogado acima, para encarar de frente aqueles que se acham acima das leis.

Acusar

O IDEÓLOGO (Outros)

Acusar e não provar pode originar calúnia.

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