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Encontro com juiz

Algemas e polícia são presença constante em audiências de custódia, diz IDDD

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Comentários de leitores

6 comentários

Os números falam por si só.

D. César Lima (Outro)

Interessante como é tudo uma questão ideológica. Os próprios números apresentados pelo IDDD, sem que eles quisessem, revelam o quanto as solturas de criminosos trazem mais insegurança e violência. O Estado de São Paulo é o que mais decreta a prisão preventiva, conforme o texto: ''Em São Paulo, está perto dos 50% o número das decisões que determinaram a prisão preventiva'', e São Paulo é o Estado onde a violência mais tem sido controlada no Brasil. Por outro lado, conforme os dados do texto, Estados onde a violência tem tomado conta são justamente os que mais soltam, a exemplo do Ceará, onde 91% das audiências de custódia terminaram com os presos soltos. Rio de Janeiro e Pernambuco são outros exemplos de muitas solturas depois das audiências de custódia, e são também Estados que não estão conseguindo controlar a criminalidade. É tudo muito lógico mas a postura ideológica tenta disfarçar: o bandido preso não pode matar, assaltar ou sequestrar o cidadão. Quando o bandido é solto, recebe carta livre para voltar a delinquir, para a desgraça do cidadão de bem que paga impostos. A minha pergunta é: quem lucra quando um bandido é posto nas ruas, além dele próprio?

Não é de se levar a sério!

rode (Outros)

Não é de se levar a sério um texto com um título desses.
Então não é normal haver algemas e policiais numa audiência de condução de um preso?
Para! Ficou ridículo!
E se não há acompanhamento por advogado no APF é simples resolver: basta à OAB e à Defensoria Pública cumprirem suas obrigações e se fazer presente no APF. Podem formar plantão urgente como é com a Polícia, MP e Juízes.

retire-se os policiais II

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

de parabéns está Manaus onde ocorreu um tiroteio dentro do fórum porque o preso sem algemas num impulso chegou a arma do policial e, adivinhem? De quem é a culpa? Lógico do coitado do policial militar que fazia a escolta. O ideal, seria que fosse logo conduzidos ao presídio após realização obrigatória de exame de corpo de delito e a audiência ocorresse por videoconferência, ah, mais isso também viola direitos do preso. vivemos num país em que só quem faz coisa errada tem direitos.

Retire-se os policiais

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

A polícia é sempre apontada como se fosse um problema, ora retire-se os policiais da audiência de custódia, que na prática é uma inutilidade enorme, só burocratizou ainda mais o que já era ruim. retire-se, também, as algemas, e fixe-se a responsabilidade pela fuga ao juiz, ao defensor, ao advogado, menos ao policial. Presos já fogem com algemas, imagine sem. O pessoal vive no Brasil como se vivesse na Finlândia, embora lá é licito o uso de algemas, no Japão e USA são obrigatórias, ah, mais não são democracias, nem respeitam os direitos humanos, apenas o Brasil. Essa Sumula 14 é gritantemente ilegal, foi editada após um único julgamento e viola o direito a vida do policial que no dia a dia lida com pessoas perigosas e não pode utilizar um instrumento legitimo porque gente que nunca prendeu ninguém acredita que isso fere os direitos de quem comete crimes. Recente um maluco conseguiu alcançar a arma de um policial militar no NE e desferiu um tiro em seu queixo. Restou uma viúva e um menino de 3 anos, mas policial e família não são gente, não são humanos, apenas quem mata e estupra merece cuidados do Estado e do IDDD. Questões técnicas de condução de presos, de abordagens e manutenção da segurança deveria ser atribuição única de quem executa e não de juristas. A audiência de custódia seria útil se o MP estivesse autorizado a realizar propostas como o sistema pleas bargain americano, ou se resolvesse questões simples como embriaguez ao volante, furto, etc. Ouvir preso para falar mal da polícia já existia antes, e colocar preso em liberdade para roubar e matar de novo também. Os soltos na audiência de custódia não demoram voltam e aí o juiz que é ruim, punitivista e todas as bobagens que escrevem. Só esquecem de entrevistar as vitimas.

kkkkk

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

É tudo uma grande farsa ... !

É preciso ter cautela!!

WBT (Delegado de Polícia Estadual)

Todo abuso no ato da prisão tem de ser punido, porém é preciso ter muita cautela com o relato do preso para não se cometer um abuso contra o policial. Em primeiro lugar, é preciso ter muito cuidado na formulação da pergunta que será feita ao preso para evitar que a resposta seja induzida pelo inquiridor. Por exemplo: imagine a situação do preso em flagrante por roubo ou tráfico com péssimos antecedentes criminais. A probabilidade de sua soltura é muito pequena. Então o juiz, o MP ou defensor pergunta: você sofreu algum tipo de violência policial durante ou após a sua prisão? O preso irá pensar: talvez se eu responder que sim o juiz anula a minha prisão e me solta, é a minha única saída!! O preso responde que sim e o policial será alvo de inquérito policial somente com base nisso. Agora se a pergunta for: você tem algo a dizer sobre a sua prisão? Com esse tipo de pergunta não há indução de resposta. Infelizmente, há uma inversão de valores em nosso sistema de justiça criminal. A sistemática de inquirição durante a audiência de custódia precisa ser revista de modo que a pergunta não induza, incentive, o preso a mentir sobre as circunstâncias de sua prisão. Sou policial civil e tenho presenciado muitos policiais serem alvo de inquéritos simplesmente em razão de um relato mentiroso e isolado de um preso. É preciso cautela!!!

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