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Ação política

Moro pede que Temer interfira no Supremo a favor de prisão após segundo grau

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, pediu nesta terça-feira (5/12) que o presidente Michel Temer (PMDB) interfira junto ao Supremo Tribunal Federal para impedir a corte de revisar a permissão de execução da pena após condenação em segunda instância.

Juiz federal Sergio Moro disse que revisão do foro especial é essencial para combater a corrupção.
Divulgação/Ajufe

"Espero que não só nas próximas eleições, mas o atual governo federal, tomando a liberdade senhor presidente, incentive e utilize seu poder, respeitando evidentemente a independência do Supremo, para influenciá-lo de forma a não alterar esse precedente. O governo federal tem grande poder e grande influência e pode utilizar isso. Se houver mudança, será um grande retrocesso”, afirmou Moro ao receber o prêmio de personalidade do ano pela revista IstoÉ. Temer também estava presente na cerimônia, ocorrida em São Paulo.

Além disso, o juiz responsável pelos processos da operação “lava jato” em Curitiba defendeu mudanças no foro por prerrogativa de função. Essa medida, segundo Moro, é essencial para combater a corrupção.

"É necessária a revisão do instituto do foro privilegiado. Primeiro porque ele é contrário ao princípio fundamental da democracia que é o princípio do tratamento igual", disse. "Eu falo isso com bastante conforto porque eu, como juiz, também sou detentor desse foro privilegiado e eu não vejo nenhum problema que ele seja retirado dos juízes. Eu não quero esse privilégio para mim."

Após essa declaração, Moro foi aplaudido por quase todos os presentes. Mas Temer, o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), não bateram palmas. Os três são investigados na “lava jato”, mas no STF, por terem foro especial.

Da mesma forma, os peemedebistas e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foram os únicos a não se levantar para aplaudir Sergio Moro quando ele foi chamado ao palco para discursar.

Meirelles também foi cobrado pelo juiz da “lava jato”. Ele opinou que é preciso fazer “alguns investimentos” para fortalecer a Polícia Federal. De acordo com Moro, destinar recursos para o combate à corrupção “é algo que eleva a economia”. Como exemplo dessa tese, ele citou a cerimônia de devolução de mais de R$ 600 milhões à Petrobras. Organizado pelo Ministério Público Federal no Paraná, o evento acontecerá nesta quinta-feira (7/12), em Curitiba.

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2017, 10h43

Comentários de leitores

4 comentários

O juiz Sérgio Moro está blefando

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

e eu pago para ver.
O juiz Moro diz que não quer privilégios como o foro por prerrogativa de função, que ele "abre mão". Ocorre que deveria "abrir mão" de todas as verbas que recebe além do teto, e, dentro do teto, de todas as verbas além do salário puro e simples. O Senado Álvaro Dias, há dez anos, "abriu mão" do auxílio moradia e paga as despesas com o salário. Da mesma forma, há 26 anos "abriu mão" da aposentadoria a ex-governadores no Paraná, o que, somados os valores mensais até hoje, resultaram em 10 milhões de reais que permaneceram nos cofres públicos do Estado do Paraná (ver o vídeo "os temas do dia no congresso nacional", altura de 11m e 45s, disponível no youtube). E, também, deveria conclamar o Presidente da República a canalizar a sua "influência" e "força política" para equalizar os salários dos servidores públicos, acabar com as disparidades de salários entre as diferentes carreiras. E deveria "abrir mão" de tudo o que recebe além do salário para ajudar outras carreiras com necessidades urgentes como, por exemplo, uma carreira que ele conhece de perto, os policiais civis e militares. Doutor Sérgio Moro, abra o coração e a sua carteira, é Natal !

Enverga, enverga mais não quebra

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Que falta de respeito à senhora constituição cidadã! O mundo jurídico responsável terá isso como uma anedota.

Notícia deturpada defendendo assassinos!

Angelo Rosa (Policial Militar)

Temer comporta-se como o capo de uma máfia assassina ao desafiar em público o homem que tem passado o país a limpo! E o Conjur age como cúmplice ao engrossar a crítica, distorcendo os fatos, pois com sua influência política qualquer poderoso pode auxiliar a mudança dos costumes de uma nação!

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