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Pedido implícito

Execução de dívida de condomínio inclui valores ainda a vencer, diz STJ

Em ação de cobrança de cotas condominiais, devem ser incluídas na condenação as despesas vencidas e a vencer no curso do processo até o momento do pagamento do título extrajudicial. Assim entendeu a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao derrubar decisão que só incluía no cálculo as cotas vencidas e a vencer até o trânsito em julgado da sentença.

O condomínio autor do processo alegou que as despesas condominiais têm natureza continuada e periódica e, por esse motivo, a execução da sentença que reconhece seu débito deveria alcançar as prestações vencidas até a efetiva quitação, e não até o trânsito em julgado, em respeito à efetividade da prestação jurisdicional e à economia e utilidade do processo.

A relatora no STJ, ministra Nancy Andrighi, acolheu os argumentos. Segundo ela, como a sentença das relações continuativas fixa o vínculo obrigacional entre o credor e o devedor na fase de conhecimento, basta para a execução demonstrar a exigibilidade do crédito no momento da execução do título executivo judicial. Já ao devedor, cabe demonstrar o cumprimento da obrigação.

Segundo a ministra, o objetivo é evitar litígios idênticos e, consequentemente, gerar melhor utilidade e economia do processo. “As prestações podem ser incluídas na execução enquanto durar a obrigação, ainda que o vencimento de algumas delas ocorra após o trânsito em julgado da sentença condenatória.”

Ainda de acordo com Nancy, a jurisprudência do STJ considera que as prestações vincendas (periódicas) estão implícitas no pedido, devendo ser incluídas na condenação, se não pagas, enquanto durar a obrigação, dispensado novo processo de conhecimento.

Assim, ela considerou que sentença e acórdão em sentido contrário no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro “dissentiram do entendimento do STJ e desprestigiaram o princípio da economia processual, ao exigirem o ajuizamento de nova ação”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

REsp 1.548.227

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2017, 7h44

Comentários de leitores

2 comentários

Procura-se um síndico!

Marcio Luciano Menezes Leal (Administrador)

Infelizmente, existem juízes e desembargadores que utilizam suas prerrogativas para fazer política, interpretando a lei do Condomínio Edilício de forma enviesada, principalmente quando se trata de acréscimo irregular em área comum. Por isso, mesmo com a isenção das cotas condominiais de despesas ordinárias, a cada dia fica mais difícil encontrar condôminos que se disponham a assumir a função de síndico.

Título errado

Carlos AA - Adv. Trabalhista (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Atenção conjur, o título da notícia está errado. Não se trata de "execução" mas de "ação de cobrança", o que é bem diferente e tem efeito prático totalmente diverso.

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