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Não se poder admitir a tentativa de desmerecer o Judiciário

Comentários de leitores

9 comentários

Em outro mundo

Contribuinte Sofrido (Outros)

É isso. Deve morar noutro mundo. Rendimentos como esses só se for em São Paulo(o que não acredito), porque aqui em Minas, por exemplo, todos os juízes ganham acima de 35, 40, 50 mil, todos os meses.
Não é por acaso que o Brasil tem o judiciário mais dispendioso do mundo e um dos piores desempenhos em vista do tanto de dias não trabalhados por ano.

Remuneração vs Gastos/Despesas

Hermano Theunater Radegodha (Outros)

Oras, se magistrados quiserem viver como gente rica, os vencimentos não serão suficientes mesmo. Servidores ganham cerca de 5x menos que magistrados, têm esposa e três filhos e conseguem viver (mágica?), então por que magistrado não consegue? Se o juiz tem esposa e 3 filhos e quer se promover, que faça como os servidores que o servem (servem à população, na verdade, mas alguns confundem isso): alugue uma casa de dois quartos, coloque todas as crianças em um, fique no outro, coloque as crianças em creches e escolas públicas, use o SUS, tenha carro com mais de cinco anos de uso, utilize transporte público e que a esposa trabalhe também para ajudar nas despesas. Vai ver como sobra dinheiro no final do mês, já que, repetindo, juízes ganham 5x mais que servidores (servidor, média R$ 4.000,00 vs juízes, média R$ 25.000,00).

Mas e que dizer das substituições de colegas? No interior juízes substituem seus colegas e, sem sair de seus gabinetes, com os servidores do cartório do juiz substituído (por férias, licença, etc.) levando tudo na mão, buscando tudo quando já assinado e tal, e ainda assim, recebem por tal "árduo trabalho", que nada mais é que fazer o mesmo de sempre, sem sequer necessitar andar um metro a mais que a rotina comum do dia a dia.

O mesmo se diz para o exercício da judicatura eleitoral, que segue os mesmos parâmetros acima, mas dão uma boa engordada nos vencimentos e há rodízio nisso, assim todos acabam ganhando um tanto a mais a cada 2 anos.

Desembargador, não dá pra sobrar dinheiro assim? Seria interessante fazer uma reciclagem com os servidores do vosso gabinete e perguntar "como diabos vocês conseguem viver?" e aprender.

Sensíveis às críticas...Não suportam críticas

Felipe Costa - Advogado Ceará (Advogado Autônomo - Trabalhista)

O autor do texto tenta, forçadamente, dar um significado deturpado às críticas dirigidas aos inconstitucionais, imorais e antirrepublicanos privilégios dos membros do Judiciário brasileiro: as chama de "tentativa de desmerecer" (sic) o Poder Judiciário. O Poder Judiciário brasileiro deve, sim, ser submetido a todas as críticas que tenham por objetivo desnudar os excessos por ele cometidos, bem como expor os imerecidos privilégios (vejam: imerecidos privilégios, não prerrogativas). Não custa lembrar a irresponsabilidade de várias decisões desse Poder. De mandados coletivos para invadir casas, passando por grampos ilegais, vazamentos, até ameaças à saúde e soberania econômicas do país, bem como o usufruto de privilégios estamentais, o Poder Judiciário está, sim, sem descrédito. E que os colocou nesse descrédito foram seus próprios integrantes, e ão seus críticos. Não se trata de "peitá-los", mas de criticá-los. E ainda que queiram "peitá-los" isso é plenamente possível. Afinal, vivemos em uma Democracia.

Trata-se de condições de trabalho análogas às de escravo

Felipe Costa - Advogado Ceará (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Nossa!!! Depois de ler esse texto, devemos fazer uma campanha de arrecadação de alimentos e recursos financeiros para doarmos aos magistrados do país.
Trata-se de um verdadeiro drama. Não sabia, até ler esse texto, das condições "precárias" de trabalho dos magistrados. Se essa história fosse contada a um carroceiro até o burro (jumento, mula, cavalo, égua etc..) choraria. O autor do texto fala que todo magistrado deve arcar com os custos da manutenção financeira de sua própria família. Indaga-se: qual o trabalhador brasileiro que assim não procede? Qual o trabalhador brasileiro que não se vê na condição de ter de pagar aluguel ou de arcar com saúde e educação dos filhos? A diferença é que muitos o fazem com apenas R$ 937,00. Os magistrados o fazem com, para pegar o exemplo do articulista, com R$ 23.000, sem levar em consideração os tais "penduricalhos"!!!!!

A quem interessa um Poder da República livre do escrutíneo?

Felipe Costa - Advogado Ceará (Advogado Autônomo - Trabalhista)

1)Há claramente um propósito de desvirtuamento e redução da complexidade do debate.
Não é somente os envolvidos em investigações policiais ou réus em processos penais que se insurgem contra os enormes vencimentos e privilégios dos magistrados brasileiros. Ademais, no texto, tenta-se desqualificar as críticas ao Judiciário a partir da desqualificação das pessoas dos que emitem essas críticas. Nesse ponto, o raciocínio lógico ajuda a desbaratar a falácia contida na argumentação do autor. A crítica aos vultosos vencimentos e imotivados privilégios é só um dos pontos tomados como importantes para se discutir algo muito maior: a necessidade de se democratizar o Poder Judiciário. Trata-se de recolocar a magistratura dentro da realidade econômico-finaceira do país. Não se trata de destruir prerrogativas, como quer fazer pensar o articulista, mas, sim, de acabar com privilégios (auxílio-moradia, auxílio-livros, duas férias anuais, auxílio-creche) incompatíveis com a República.
2) Há uma evidente manifestação de corporativismo.
Com o pretexto de se colocar como um Poder a serviço dos cidadãos (frase meramente performativa), trata-se, simplesmente, de defender a manutenção de privilégios. 3) Há um flagrante maniqueísmo
O autor do texto coloca em oposição Judiciário e Poder Legislativo e Executivo. Aquele bom, virtuoso, estes maus, inimigos da sociedade. Trata-se, muito claramente, de uma simplificação da complexidade do debate.

Isso é um escândalo

Le Roy Soleil (Outros)

Férias de 60 dias por ano, venda de férias, venda de licença prêmio, auxílio moradia, gratificação por substituição, e outras verbas cuja identificação é impossível pela falta de clareza e de transparência dos, perdoem a redundância, portais da transparência. NENHUM SERVIDOR DO PODER EXECUTIVO, senhor Desembargador, ostenta tais direitos e verbas em seus holerites. A discrepância entre o que recebem membros do Judiciário e os demais poderes é escandalosa. Só para exemplificar, a título de amostragem, acessem o portal da transparência do TRF4, poucos são os que ficam abaixo dos 100 mil mensais. E não se trata de verbas sazonais ou eventuais, é só repetir as consultas nos meses seguintes para concluir que são valores costumeiros e habituais !

T um magistrado exemplar

José R (Advogado Autônomo)

Com todo respeito e admiração que a postura e a trajetória do Des. Xavier de Aquino impõem e merecem, os exageros remuneratórios de certos Tribunais estào conduzindo a imagem do Judiciário ao descrédito. A questão é puramente aritmética: basta somar o valor dos contracheques mensais no período de um ano, dividir por doze (ou treze, se quiserem) e bingo! Aí estará quanto recebem juízes e membros do Ministério Público no final de cada mês. Nunca será menos que 60 mil nem mais de 150 mil...
Pode isso, em um país em que as professoras recebem 3 mil mensais e sofrem agressão na sala de aula?
Querem a prova? Verifiquem quantos juízes, promotores e procuradores viajam turisticamente ao Exterior ( muitas vezes pagos pelo erário (os tais cursos de...) e comparem com outras carreiras (inclusive de pesquisadores científicos das nossas universidades).
Carências cruéis de um lado e, de outro, privilégios obscenos. Haverá, claro, perigo de insurgência popular. Isso não é bom para a democracia e para a Justiça.
Senhores, modus in rebus...

Te prepara,

Sinjin Armos (Outros)

porque, depois desse monte de estrume, vai ser fuzilado nos comentários. E com razão.

discordância

Guilherme - Tributário (Advogado Autônomo - Tributária)

Os argumentos elencados não me convenceram. Primeiro porque partem de premissa falsa, no intuito de cooptar o leitor que pertence à classe majoritária dos que se revoltam contra a classe dirigente do Brasil (na qual incluo tanto o judiciário como o executivo e o legislativo). Segundo porque, do que conheço, há meias-verdades neles. Verbas que não são divulgadas constituem aquela espécie de “segredo” justamente para evitar que a transparência seja alcançada. A bem da verdade, todas as verbas deveriam ser colocadas à disposição do controle social. O fato de estarem previstas em lei não as faz menos exorbitantes. É ilusório dizer que um juiz que se muda para a capital deve pagar aluguel. Com os contracheques divulgados recentemente qualquer juiz pode comprar um belo apartamento em cidades mais caras do país. Também não se pode comparar a função de um juiz com a de um executivo do setor privado (não que essa função seja menos nobre, diga-se de passagem), pois neste se sabe que só é admitido aquele indivíduo que tem uma bagagem cultural e técnica muito elevada, diferente de um juiz que, para passar num concurso, tem somente de provar capacidade técnica. O judiciário, hoje em dia, esbanja dinheiro. Basta ver os “castelos” em que se transformaram os tribunais.

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