Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Faltou estudo

Universidade pode cancelar matrícula de aluno reprovado cinco vezes

A universidade tem o direito de desligar um aluno por mau rendimento. Essa prerrogativa foi reafirmada pela 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região no caso de um estudante do curso de Ciências da Computação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) que foi reprovado cinco vezes em uma mesma disciplina.

Após ser jubilado, o estudante impetrou mandado de segurança para assegurar a matrícula nas disciplinas que restavam para conclusão do curso. A Advocacia Geral da União argumentou que as cinco reprovações na disciplina Análise de Algoritmos I, cursadas entre 2009 e 2011, resultaram no seu desligamento de acordo com as Normas Gerais da Graduação da UFU (Resolução 15/2011 do Conselho de Graduação da Universidade).

De acordo com os procuradores federais, a norma manteve a regra relativa à perda de vaga prevista em resolução anterior, vigente na época de ingresso no curso, que estabelece a possibilidade de desligamento de estudante com rendimento insuficiente, caracterizado com a reprovação em uma mesma disciplina por quatro vezes, consecutivas ou não.

Desinteresse ou incapacidade
A 1ª Vara Federal de Uberlândia concordou com os argumentos da AGU e negou o mandado de segurança. “Em recente julgado proferido pelo TRF-1, restou consignado ser legal norma interna que impõe penalidade aos discentes que demonstram desinteresse ou incapacidade para a formação, haja vista sua inserção na esfera constitucional da autonomia universitária”, destacou o magistrado.

O estudante ainda recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas a 6ª Turma rejeitou a apelação. Os desembargadores reconheceram “não ser ilegal o regulamento da instituição de ensino superior que determina a jubilação de aluno reprovado por rendimento acadêmico insuficiente, desde que precedido do devido processo legal”. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU. 

Processo 15018-16.2012.4.01.3803/MG – 1ª Vara Federal de Uberlândia

Revista Consultor Jurídico, 20 de agosto de 2017, 9h15

Comentários de leitores

2 comentários

Sobre Cotistas

fabiogatt (Comerciante)

Pessoas não-cotistas, ainda sofrem de desinformação sobre as regras...imagino o desempenho de não-cotistas que falam bobagens. Pelo menos no ProUni, a bolsa é concedida mediante regras rigorosas de desempenho que os não-cotistas não se submetem! Uma delas é a de ter no mínimo 75% de aprovação nas disciplinas matriculadas por semestre e outra é a de não reprovar mais que 3 vezes na mesma disciplina durante todo o curso. Se informe antes de passar vergonha aqui no site e nas redes sociais. Será que vocês assim, como eu fiz, seriam capazes de, por 2 semestres seguidos, em cada um deles, cursar 12 disciplinas de Direito, manhã e noite e estagiando durante da tarde, com aprovação em todas elas. Vai ler , se informar constatar que alunos cotistas apresentam melhor desempenho que os demais. Isso já foi comprovado.

faltou dizer se é cotista .......

analucia (Bacharel - Família)

ou será que também vão criar programas de cotas para que possam tirar nota menor na graduação e ter menor frequência !!1

Comentários encerrados em 28/08/2017.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.