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Arrependimento tardio

Autor de ação diz que mentiu e faz advogados e testemunha virarem suspeitos

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Uma audiência trabalhista chegou a um momento inusitado nesta quarta-feira (16/8), no interior de São Paulo: o autor da ação, que na petição inicial dizia ter sido funcionário de uma empresa de telecomunicações, declarou presencialmente que, na verdade, “nunca trabalhou para nenhuma das reclamadas” e que só moveu processo por ter ouvido falar que a companhia vinha sendo alvo de várias ações.

O problema é que, no mesmo dia, um empregado ouvido como testemunha afirmou que o autor trabalhou na empresa entre 2013 e 2016 e, apesar de não serem amigos, garantiu que o colega fazia instalações para grandes operadoras, em serviços terceirizados por meio da empregadora. Já o autor, ao anunciar a mentira, disse que nunca havia visto a testemunha.

O juiz Ademar Silva Rosa, da 1ª Vara do Trabalho de Mauá (SP), enviou ofício para a Polícia Federal investigar “imediatamente” o crime de falso testemunho. Também determinou a apuração da conduta de advogados envolvidos em processos contra a empresa ré, sem citar ninguém nominalmente.

Ele pediu ainda que o Ministério Público Federal “promova as mesmas diligências” e que a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil e o Conselho Federal da entidade tomem providências.

O reclamante disse estar arrependido e afirmou que seus advogados não sabiam da história falsa. Questionado na audiência, respondeu que não se lembra de quem indicou o escritório contratado e que não conhece mais ninguém que também tenha mentido em processo semelhante.

Clique aqui para ler a ata da audiência.
RTOrd-1001100-19.2016.5.02.0361

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 18 de agosto de 2017, 8h38

Comentários de leitores

1 comentário

Na Bananol, ops! Brasil...

J.Henrique (Funcionário público)

Não acredito que haverá punições. Será que ninguém vê que um país em que uma pessoa que NUNCA teve relação trabalhista como uma empresa consegue ganhar uma causa trabalhista, que tipo de prestação judicial é esta?
Creio que só a bomba atômica resolve (com intervalo de 30 dias já que tem que jogar duas vezes para a máxima eficácia).

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