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Comentários de leitores

5 comentários

Ribas do Rio Pardo (Delegado de Polícia Estadual)

Manente (Advogado Autônomo)

As coisas mudaram muito. Atualmente, só quem encosta o umbigo no balcão e participa das audiências sabe o que nós passamos. Os discursos e as teses da OAB na teoria são excelentes, na prática, somente quem precisou ou precisa atualmente das Comissões de Prerrogativas sabe o caos que esta e do intenso desprestígio que é submetido a advocacia. São poucos, ou melhor, pouquíssimos que ainda nos respeitam e acredito que este respeito se deve ao cidadão conhecer os dois lados da moeda e saber do quanto é árdua esta missão.

Muito bom

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Advoguei por 10 anos e os advogados realmente não são tratados como merecem. Discordo de alguns pontos do Presidente da OAB, mas neste momento concordo que temos que fortalecer a advocacia, que, assim como a liberdade de expressão é um dos pilares do Estado Democrático, pois escora os valores mais caros à sociedade, em que pese, dar maior espaço para os violentos do que para os violentados, o que na minha humilde e sem expressão opinião, é inversão de valores, pois ambas deveriam ter o mesmo peso. O exame da Ordem não só é necessário, como imprescindível. Primeiro porque não tem limites como concursos; segundo porque com a barreira já vemos absurdos, sem ela seria o caos; terceiro porque, ao menos em São Paulo, onde advoguei a OAB prestava excelentes serviços, inclusive no tocante a defesa das prerrogativas.

Hoje é dia de festa !

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Congratulo com todos os colegas Advogados pelo XI de Agosto. Congratulo com os que pensam como eu. Congratulo com os que discordam de mim. Congratulo com todos aqueles que defendem o direito do semelhante, que estão dispostos a morrer pelo Direito. Congratulo com quem tem amor à Advocacia.

Quantidade sem Qualidade resolve?

Márcio R. de Paula (Estudante de Direito - Previdenciária)

O colega me perdoe mas discordo totalmente de sua opinião. Quantidade sem qualidade não agrega nada. Só serve para iludir o cidadão. Os programas criados para que a classe pobre tenha acesso ao nivel superior fez surgirem centenas de novas faculdades. Acontece que sem qualidade esses formandos serão desempregados ou autonomos sem trabalho, justamente por causa de sua deficiencia na qualificação profissional. No caso da advocacia, em particular, essa deficiencia pode trazer erros irreparaveis no direito do cidadão que podem se arrastar por toda vida. Antes é melhor dar o direito ao trabalho a um autodidata aprovado no exame de ordem do que dar esse direito a um formando mal qualificado.

Brasil. 190 anos dos cursos jurídicos

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Por Vasco Vasconcelos, escrito e jurista.
A palavra advogado é derivada do latim, advocatus. Segundo o dicionário Aurélio, Advogado é o "Bacharel em direito legalmente habilitado a advogar, i. e., a prestar assistência profissional a terceiros em assunto jurídico, defendendo-lhes os interesses, ou como consultor, ou como procurador em juízo". Nos idos da minha infância na terra dos saudosos e inesquecíveis conterrâneos, o abolicionista Luiz Gama e do colega jurista Rui Barbosa, somente filhos das famílias abastadas, ou seja das classes dominantes do Brasil, tinham acesso aos Cursos de Direito, enfim exercer a advocacia, Magistratura etc. Eles zarpavam atravessando o atlântico para cursarem direito, na Universidade de Coimbra em Portugal. De retorno ao nosso país, ocupavam os principais cargos públicos estratégicos.Porém com o advento de os governos FHC, Lula e Dilma, aumentaram o número dos cursos jurídicos em nosso país, girando em torno de 1308 faculdades de direito, todas autorizadas e reconhecidas pelo Estado (MEC), com o aval da OAB. Doravante, descendentes de escravos, filhos de prostitutas, trabalhadores rurais, guardadores de carros, catadores de lixo, empregadas domésticas outras camadas mais pobres da população também podem ser advogados. Acontece que os mercenários da OAB e plantonistas da internet, acham isso um absurdo, como pode o país ter 1308 faculdades de direito? Como poder ter mais bibliotecas jurídicas no Brasil do que bocas de fumo e cracolândias? (..) E assim criaram o grande estorvo, o jabuti de ouro, o pernicioso caça-níqueis exame da OAB. É a única indústria brasileira que não reclama da crise. Criam-se dificuldades para colher facilidades, gerando fome, desemprego, depressão, doenças psico, uma chaga social (..)

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