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Conversa alheia

Ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso é preso acusado de fazer grampo ilegal

O ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso Paulo César Zamar Taques foi preso preventivamente nesta sexta-feira (4/8). Ele é acusado de envolvimento em diversos grampos ilegais feitos no estado. A decisão é do desembargador Orlando Perri.

Grampos em MT teriam começado em 2007 para apurar desvios de verbas no TJ-MT.
Reprodução

Paulo Taques, que é primo do governador do estado, Pedro Taques (PSDB), está na sede da Polinter. Após a audiência de custódia, segundo a decisão, o ex-secretário será levado para o Centro de Custódia da Capital (CCC).

O desembargador que proferiu a decisão comanda as investigações sobre grampos ilegais feitos pela Polícia Militar de Mato Grosso. O pedido de prisão foi feito pelo delegado Juliano Silva de Carvalho.

Os grampos investigados teriam sido iniciados em 2007, a mando do promotor Mauro Zaque, segundo depoimento do secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, noticiado pelo site MídiaJur.

De acordo com Siqueira Júnior, Zaque chamou um sargento conhecido como Soler para instalar escutas com o objetivo de investigar magistrados acusados de envolvimento no chamado Escândalo da Maçonaria. O secretário afirmou em outro depoimento, segundo o site MídiaNews, que o próprio Perri também determinou a instalação de grampos.

O Escândalo da Maçonaria envolveu o desvio de verbas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do setor de folha de pagamento, para socorrer uma cooperativa rural ligada à maçonaria no estado. A investigação, feita por uma empresa privada a pedido da Corregedoria da corte, começou em 2008 e encontrou pagamentos indevidos que somaram, à época, R$ 1,5 milhão.

Em seu depoimento, o secretário de Justiça disse que Zaque orientou o sargento a procurar um juiz-auxiliar da Corregedoria. “O sargento Soler também contou que o juiz ordenou que adentrasse furtivamente ao gabinete do juiz Marcelo Barros, no TJ-MT, e copiasse todos os dados do computador pessoal do juiz Marcelo Barros”, afirmou o secretário, em declaração divulgada pelo site MídiaJur.

Ao mesmo site, Mauro Zaque afirmou que as declarações do secretário de Justiça são uma atitude desesperada do coronel para “descaracterizar” a denúncia que trata exclusivamente de grampos clandestinos feitos pela Polícia Militar do estado. “Acho que o que importa é a apuração. O que realmente está provado é a questão dos grampos”, afirmou o promotor.

Sobre o escândalo da maçonaria, Zaque destacou que o assunto já foi julgado pelo Conselho Nacional de Justiça, que cassou os magistrados envolvidos. “O processo está arquivado. Se tivesse ocorrido algo de irregular isso teria sido levantado lá atrás.”

Zaque disse também que informou o Pedro sobre a denúncia em 2015, mas o governador negou saber desses fatos e processou Zaque. O promotor afirmou que os grampos foram determinados em um processo que nada tinha a ver com o caso, envolvendo traficantes de cocaína.

Revista Consultor Jurídico, 4 de agosto de 2017, 17h04

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